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Biblioteca CENC

Biblioteca digital de história e pensamento

Apêndice D. Glossário essencial

Aquemênida: Dinastia persa que governou o império de Ciro II a Dario III. O nome deriva de Aquêmenes, ancestral reivindicado pela casa real. Aramaico imperial: Conjunto de práticas escritas em aramaico utilizado amplamente na administração aquemênida. Não eliminou outras línguas e possuía variações regionais. Basileus: Termo grego para rei. No período helenístico tornou-se título central…

Aquemênida: Dinastia persa que governou o império de Ciro II a Dario III. O nome deriva de Aquêmenes, ancestral reivindicado pela casa real.

Aramaico imperial: Conjunto de práticas escritas em aramaico utilizado amplamente na administração aquemênida. Não eliminou outras línguas e possuía variações regionais.

Basileus: Termo grego para rei. No período helenístico tornou-se título central das monarquias sucessoras de Alexandre.

Cleruco: Beneficiário de lote de terra associado a obrigações militares, especialmente conhecido no Egito ptolomaico. Condições e origem social variavam.

Celessíria: Designação antiga de extensão variável para áreas do Levante disputadas por Ptolomeus e Selêucidas. Não corresponde a fronteira nacional moderna.

Culto dinástico: Honras e rituais dirigidos a governantes vivos ou mortos e a suas famílias. Podia ser promovido pela corte, por cidades, templos ou associações.

Dárico: Moeda aquemênida de ouro associada ao sistema real, particularmente importante no oeste do império. Não era a única forma monetária em circulação.

Diádoco: "Sucessor". Nome moderno aplicado aos comandantes que disputaram o império depois da morte de Alexandre.

Dinasta: Governante de território ou comunidade que podia exercer autoridade hereditária sob soberania de um rei maior. A autonomia era variável.

Era Selêucida: Sistema contínuo de contagem iniciado em 312/311 a.C., ligado ao retorno de Seleuco à Babilônia. Existiam versões com início de ano diferente.

Estratego: Termo grego para general, usado também para funções administrativas e territoriais. Seu conteúdo dependia do reino e do período.

Falange: Formação de infantaria pesada. A falange macedônia utilizava sarissas e precisava atuar em coordenação com outras tropas.

Helenismo: Categoria moderna para processos de circulação e adaptação de língua, instituições e repertórios gregos. Não implica cultura uniforme nem substituição automática de tradições locais.

Hegemonia: Predominância capaz de orientar decisões de outros poderes sem anexação completa. Pode depender de alianças, prestígio, dinheiro e ameaça militar.

Kleros: Lote de terra, especialmente associado a soldados no Egito ptolomaico. Não deve ser tratado como propriedade idêntica em todos os documentos.

Liga: Associação de cidades ou comunidades para defesa, política e cultos. Algumas ligas desenvolveram instituições federais; outras eram alianças assimétricas.

Maat: Conceito egípcio de ordem, justiça e equilíbrio cósmico-social. Ptolomeus foram representados como faraós que a preservavam.

Mercenário: Combatente contratado ou mantido por pagamento e recompensa. Origem, vínculo e duração de serviço variavam; o termo não implica ausência de lealdade.

Museu de Alexandria: Instituição de patronagem intelectual ligada à corte ptolomaica e às Musas. Não era museu público no sentido contemporâneo.

Nomos: Distrito administrativo tradicional do Egito. Suas funções e autoridades mudaram entre períodos faraônico, ptolomaico e romano.

Oikoumene: Em grego, o mundo habitado ou conhecido. Autores e reis usaram o conceito em geografias e pretensões universais.

Polis: Comunidade política cívica associada a cidade, cidadãos, instituições e território. Sua autonomia podia coexistir com reis e impérios.

Prosternação: Gesto de deferência diante do rei, chamado proskynesis em fontes gregas. Seu significado variava culturalmente e gerou conflito na corte de Alexandre.

Reino cliente: Monarquia que preserva governante próprio, mas depende de potência superior para reconhecimento, defesa ou política externa. É categoria analítica moderna.

Rei dos Reis: Título que expressa soberania sobre outros governantes e povos. Foi usado em tradições mesopotâmicas e iranianas, inclusive por aquemênidas e partas.

Sarissa: Longa lança da falange macedônia. Seu efeito dependia de treinamento, formação e apoio de outras armas.

Sátrapa: Governador ou autoridade regional associado ao sistema aquemênida e reutilizado por Alexandre e sucessores. Competências e territórios não eram uniformes.

Sínodo sacerdotal: Reunião de sacerdotes, especialmente importante no Egito ptolomaico para decretos que articulavam benefícios régios, cultos e honras.

Talassocracia: Poder baseado em domínio marítimo, portos e frotas. Não exige ocupação contínua de todo o litoral alcançado.

Tetradracma: Moeda de prata equivalente convencionalmente a quatro dracmas. Padrões de peso e imagens variavam entre reinos e cidades.

Tirano: Governante individual fora de uma sucessão constitucional considerada regular por autores gregos. O termo antigo não corresponde exatamente ao uso moderno.

Tributo: Entrega de bens, metal, trabalho ou recursos a poder superior. Deve ser distinguido, quando a fonte permite, de imposto, presente e indenização.

Trilinguismo: Uso de três línguas ou escritas num mesmo monumento ou conjunto documental. Inscrições aquemênidas e decretos ptolomaicos utilizaram multilinguismo para públicos e tradições distintas.