Administração provincial: Conjunto de autoridades e instituições que executam políticas do centro em unidades territoriais. Pode combinar funcionários enviados e elites locais.
Anacronismo: Aplicação indevida de conceito, valor ou instituição de uma época a outra. Evita-se explicando diferenças históricas do termo utilizado.
Anexação: Incorporação formal de território à soberania de um Estado. Não garante controle cotidiano uniforme.
Assimilação: Processo pelo qual indivíduos ou grupos adotam língua, instituições ou identidade dominante. Pode ser voluntário, estratégico ou coercitivo e raramente é total.
Autonomia: Capacidade de uma unidade governada decidir certos assuntos internos. Existe em graus e pode ser revogada ou negociada.
Burocracia: Corpo de agentes e rotinas que administra decisões, registros e recursos. Não precisa possuir impessoalidade ou mérito no sentido moderno.
Capacidade estatal: Poder efetivo de executar uma tarefa em determinado território e período. Deve ser especificada
por setor: fiscal, militar, jurídico ou informacional.
Centro e periferia: Posições relacionais numa estrutura desigual. O centro concentra decisões; periferias fornecem recursos e possuem menor influência, mas podem negociar e transformar o centro.
Cidadania: Conjunto variável de direitos, proteções e deveres reconhecidos a membros de uma comunidade política.
Colonialismo: Domínio duradouro de território e população por potência externa, acompanhado por administração, exploração e transformação social em graus variados.
Colônia de povoamento: Território que recebe migração significativa de colonos que reivindicam terra e instituições, frequentemente deslocando populações anteriores.
Corveia: Obrigação de prestar trabalho ao Estado, senhor ou comunidade por determinado período.
Diáspora: Comunidade dispersa que mantém redes, identidades ou vínculos entre diferentes regiões.
Dinastia: Sequência de governantes vinculados por parentesco real ou construído. Mudança dinástica não implica automaticamente fim de instituições imperiais.
Estado cliente: Unidade formalmente governada por autoridade própria, mas dependente de potência superior em defesa, diplomacia ou sucessão.
Estado-nação: Modelo político que busca corresponder soberania territorial e comunidade nacional. Na prática, contém diversidade e heranças imperiais.
Fronteira: Linha ou zona onde autoridade é negociada, defendida e atravessada. Fronteiras históricas podem ser graduais e móveis.
Hegemonia: Predominância que permite influenciar outros Estados ou grupos sem administração direta completa.
Império: Formação política hierárquica que governa populações e territórios diversos por mecanismos diferenciados de coerção, negociação e legitimidade.
Imperialismo: Ideologia, política ou processo de expansão e manutenção de relações imperiais.
Império informal: Controle ou influência assimétrica exercida sem anexação formal, por comércio, dívida, tratados ou ameaça.
Intermediário: Pessoa ou instituição que conecta o centro a comunidades governadas, traduzindo ordens, informações e recursos.
Legibilidade estatal: Processo de simplificar população, terra e produção em registros e categorias administráveis pelo governo.
Legitimidade: Reconhecimento de uma ordem como válida ou aceitável. Pode basear-se em tradição, religião, justiça, proteção, participação ou desempenho.
Metrópole: Centro político e econômico de um império colonial em relação a suas colônias.
Nacionalismo: Doutrina e movimento que atribui soberania política a uma comunidade definida como nação.
Pluralismo jurídico: Coexistência de diferentes sistemas de direito e tribunais numa mesma ordem política.
Protetorado: Território com governo interno próprio, mas soberania externa limitada por uma potência protetora.
Raça: Classificação histórica que transforma características atribuídas à ancestralidade e aparência em hierarquias sociais e políticas. Suas formas variam no tempo.
Satrapia: Nome associado às grandes unidades provinciais do Império Persa Aquemênida, administradas por sátrapas.
Semiperiferia: Região intermediária que é subordinada a um centro e, simultaneamente, exerce influência ou extração sobre áreas mais periféricas.
Soberania: Reivindicação de autoridade superior para decidir dentro de uma ordem política. Em impérios, pode ser dividida ou sobreposta.
Sobre-extensão: Situação em que compromissos militares e administrativos excedem recursos e capacidade disponíveis.
Sujeito ou súdito: Pessoa submetida à autoridade de um soberano. O estatuto não equivale necessariamente a ausência total de direitos.
Tributo: Transferência obrigatória de bens, moeda, trabalho ou reconhecimento de uma unidade subordinada a uma autoridade superior.
Vassalagem: Relação de subordinação baseada em lealdade, serviço e obrigações recíprocas. O conteúdo varia amplamente entre sociedades.