11.1 Silla, Tang e a unificação parcial da Coreia
Silla aliou-se a Tang para derrotar Baekje em 660 e Goguryeo em 668. Depois, enfrentou forças Tang e consolidou domínio sobre grande parte da península ao sul. A expressão "Silla Unificada" é útil, mas incompleta: o reino de Balhae surgiu ao norte, reunindo populações ligadas a Goguryeo e grupos mohe. Silla governava por aristocracia de status ósseo, corte, budismo e administrações regionais.
A relação com Tang incluía missões, estudo, comércio e apropriação de instituições. Coreanos não foram receptores passivos; suas rivalidades determinaram como recursos continentais seriam usados.
11.2 Balhae e Goryeo
Balhae controlou áreas da Manchúria e do extremo norte coreano entre 698 e 926. Fontes são desiguais e sua identidade tornou-se objeto de nacionalismos modernos. Arqueologia mostra palácios, cidades e cultura material conectada a Tang, Goguryeo e povos regionais. Após a queda de Silla e conflitos entre estados posteriores, Wang Geon fundou Goryeo em 918 e reunificou a península em 936.
Goryeo integrou elites regionais por casamentos, títulos e administração. Sua relação com Liao exigiria diplomacia e guerra além do limite deste volume.
11.3 Japão: de ritsuryo a Heian
Reformas dos séculos VII e VIII construíram um Estado inspirado em códigos e instituições continentais, o ritsuryo. Nara tornou-se capital em 710; templos budistas receberam patrocínio e propriedades. O governo registrava famílias, cobrava tributos e enviava administradores, mas nunca controlou todas as regiões de forma uniforme. Conflitos com comunidades em Honshu mostram fronteiras internas.
Em 794, a corte transferiu-se para Heian-kyo. A família Fujiwara acumulou poder por casamentos e regências. Propriedades isentas conhecidas como shoen ampliaram-se, ligando aristocratas, templos e administradores locais. A descentralização posterior não foi ausência de governo, mas sobreposição de direitos.
11.4 Vietnã: domínio Tang e autonomia
O norte do atual Vietnã integrou administrações chinesas durante séculos, com centros urbanos, tributação e circulação religiosa. Rebeliões locais e chefias regionais revelam limites. No início do século X, o colapso Tang permitiu maior autonomia. A vitória naval de Ngo Quyen no rio Bach Dang, em 938, é convencionalmente tratada como marco de independência duradoura.
Instituições e escrita chinesas continuaram relevantes, mas elites vietnamitas as reorganizaram em dinastias próprias. Ao sul, Champa articulava múltiplos centros costeiros, santuários e comércio; não era um Estado unitário constante.
11.5 Srivijaya e redes marítimas
Inscrições do final do século VII associam Srivijaya a Palembang e a campanhas na região de Sumatra e estreitos. Seu poder dependia de controlar ou influenciar portos, estuários e alianças, não de ocupar um território contínuo. O peregrino chinês Yijing descreveu o centro como lugar de estudo budista e escala para viagens à Índia. Governantes combinavam budismo, juramentos, expedições e redistribuição mercantil.
Chamar Srivijaya de "império marítimo" é útil se o termo indicar hegemonia nodal. Um mapa preenchido como Estado moderno exagera fronteiras e continuidade.
11.6 Java, Khmer, Dvaravati e mandalas
Em Java central, dinastias associadas aos Sailendra e Sanjaya patrocinaram Borobudur, Prambanan e sistemas agrários. No continente, Dvaravati articulou centros de língua mon e budismo; Chenla e depois Angkor reuniram áreas khmer. A consagração de Jayavarman II em 802 tornou-se marco de Angkor, mas o império cresceu por séculos de obras hidráulicas, templos, guerra e alianças.
O conceito de mandala descreve campos de poder centrados em cortes, com autoridade que diminuía à distância e soberanias sobrepostas. Não é nome nativo único nem modelo válido para toda situação, mas corrige mapas de fronteira rígida.
| Formação | Centro ou eixo | Recurso de integração | Relação externa | Cuidado cartográfico |
|---|---|---|---|---|
| Silla e Goryeo | Cidades e planícies coreanas | Aristocracia, budismo, administração | Tang, Balhae, Japão, Liao | "Unificação" não incluiu sempre todo o norte |
| Japão Nara-Heian | Corte e províncias | Códigos, tributos, templos, parentesco | China, Coreia e redes marítimas | Controle regional desigual |
| Srivijaya | Estreitos e portos de Sumatra | Alianças, expedições, budismo, comércio | Índia, China, Java e península Malaia | Hegemonia por nós, não fronteira contínua |
| Angkor inicial | Planícies e centros khmer | Templos, água, trabalho e culto régio | Champa, Dvaravati, China | Formação gradual e múltiplas capitais |
Leituras-base do capítulo: Charles Holcombe, A History of East Asia; Michael J. Seth, A Concise History of Korea; William Wayne Farris, Japan to 1600; Keith W. Taylor, A History of the Vietnamese; Kenneth R. Hall, A History of Early Southeast Asia.