C.1 Administração e delegação
Formas de delegar poder
| Mecanismo | Exemplos | Vantagem para o centro | Risco político |
|---|---|---|---|
| Magistratura territorial | Ming e Joseon | Padroniza registros e comunicação | Dependência de elites e informação local |
| Concessão de receita | Iqta mameluca e timar otomano | Sustenta oficiais sem pagamento central integral | Apropriação regional e registros incompletos |
| Vassalagem | Otomanos, Muromachi e reinos europeus | Incorpora autoridades existentes | Mudança de lealdade |
| Elite tributária local | Mexicas, Mali e Songhai | Reduz custo de ocupação | Resistência e subdeclaração |
| Kurakas e mit'a | Incas | Mobiliza trabalho por comunidades | Sobrecarga e disputas de representação |
| Príncipes dinásticos | Timúridas | Recompensa linhagem e administra regiões | Guerras sucessórias |
| Porto mediador | Malaca e cidades suaílis | Concentra taxas e serviços | Rotas podem migrar para concorrentes |
C.2 Fontes e graus de certeza
Evidência, inferência e controvérsia
| Tema | Evidência segura | Inferência provável | Questão debatida |
|---|---|---|---|
| Peste Negra | Yersinia pestis em muitos contextos europeus e asiáticos | Redes facilitaram dispersão | Alcance exato em partes da África e Ásia |
| Expedições de Zheng He | Rotas, datas gerais e presença em portos | Objetivos diplomáticos e comerciais combinados | Escala exata de algumas frotas |
| Império de Majapahit | Centro javanês e relações regionais | Influência sobre vários portos | Se listas cortesãs equivalem a domínio político |
| Mali | Poder saheliano, ouro, comércio e peregrinação de Musa | Administração por províncias e aliados | Extensão precisa em cada reinado |
| Tríplice Aliança | Tributos e campanhas documentados | Predominância crescente de Tenochtitlán | População exata da capital |
| Tawantinsuyu | Estradas, mit'a, centros e quipus | Administração decimal em várias regiões | Conteúdo narrativo de determinados quipus |
| Grande Zimbábue | Autoria africana e centro de elite | Papel no comércio do ouro | Peso relativo de ambiente, rotas e política no declínio |
C.3 Colaboração, negociação, coerção e resistência
Quatro relações que coexistiam
| Relação | Pergunta histórica | Exemplo |
|---|---|---|
| Colaboração | Quem ganhava acesso a cargos, comércio ou proteção? | Elites balcânicas servindo ou negociando com otomanos |
| Negociação | Quais obrigações eram reduzidas, adiadas ou reinterpretadas? | Chefes locais mediando tributo em Mali ou no México |
| Coerção | Qual capacidade estatal limitava escolhas? | Mit'a inca, reassentamentos Ming ou recrutamentos militares |
| Resistência | Como pessoas recusavam, fugiam, rebelavam-se ou mudavam de lado? | Rebeliões contra Yuan, resistência de Lê Lợi e oposição de Tlaxcala |
| Ambiguidade | A mesma ação podia ter significados diferentes? | Missão “tributária” para Ming e comercial para o emissário |
C.4 Queda, transformação e continuidade
Evitar explicações monocausais
| Transformação | Fatores combinados | Continuidade observável |
|---|---|---|
| Fim de Yuan na China | Fiscalidade, ambiente, facções e rebeliões | Instituições e elites incorporadas por Ming |
| Fragmentação do Ilcanato | Sucessão, casas militares e autonomia regional | Cultura persa e legitimidade mongol |
| Recuo de Majapahit | Disputas, portos concorrentes e islamização regional | Memória javanesa e redes aristocráticas |
| Perda de centralidade de Grande Zimbábue | Ambiente, rotas e novos centros | Cultura zimbabweana em Khami e Mutapa |
| Crise de Mali | Competição, rotas e autonomia provincial | Dinastias, comércio e memória mandinga |
| Fragmentação Muromachi | Disputas sucessórias e poder regional | Cultura de Kyoto, comércio e instituições locais |
| Ascensão otomana | Coalizões, receita, fronteira e dinastia | Incorporação de práticas bizantinas, balcânicas e islâmicas |