D.1 Poder, administração e território
- Ayllu: comunidade andina de parentesco, memória e direitos coletivos, com formas regionais variadas.
- Calpulli: unidade social e territorial mesoamericana associada a bairro, terra, tributo e culto; sua definição exata varia conforme cidade e fonte.
- Canato: formação governada por khan; não implica estrutura idêntica em todas as sociedades de origem mongol ou turca.
- Chancelaria: instituição e conjunto de especialistas que produzem documentos, selos, cartas e registros de governo.
- Corveia: obrigação de trabalho prestada a autoridade; compare com mit'a sem tratar os termos como equivalentes perfeitos.
- Devşirme: recrutamento otomano de jovens cristãos para serviço do sultão, conversão e treinamento; ampliou-se e mudou ao longo do tempo.
- Dinastia: sequência de governantes que reivindicam pertencimento familiar; sucessão real pode incluir adoção, eleição, casamento e conflito.
- Ghaza: linguagem e prática de combate legitimado em certos contextos islâmicos de fronteira; não explica sozinha a formação otomana.
- Huey tlatoani: principal governante de Tenochtitlán; literalmente relacionado ao “grande orador”, em tradução aproximada.
- Iqta: direito de receber receitas de área ou atividade em troca de serviço; não é simplesmente feudo europeu.
- Kuraka: autoridade local andina que mediava comunidade e Estado inca.
- Mandala: modelo analítico para soberanias graduadas do Sudeste Asiático; não era nome único usado por todos os governos.
- Mansa: título associado ao governante de Mali.
- Mit'a: trabalho rotativo mobilizado nos Andes por comunidades e pelo Estado inca.
- Nayaka: comandante ou chefe com direitos e obrigações regionais em Vijayanagara; o sistema variou cronologicamente.
- Sultanato: governo cujo soberano usa o título de sultão; legitimidade e instituições diferem entre Delhi, Mamelucos, otomanos e Malaca.
- Timar: concessão otomana de receita ligada a obrigações, especialmente de serviço militar e administração.
- Tributo: bens, trabalho, serviço ou reconhecimento entregues por comunidade ou governo subordinado.
- Vassalagem: relação hierárquica de fidelidade e obrigação; precisa ser definida em cada região, não universalizada.
- Yangban: elites civis e militares de Joseon associadas a educação, cargos, linhagem e estatuto.
D.2 Sociedade, religião e cultura
- Bhakti: conjuntos de devoções do Sul da Ásia centradas em relação com divindades, expressas em línguas e tradições variadas.
- Códice: manuscrito em formato de livro; no contexto mesoamericano pode combinar pictografia, glifos e, depois da conquista, escrita alfabética.
- Confucionismo: tradição ética, política e educacional diversa; em Ming e Joseon foi institucionalizada sem eliminar outras práticas.
- Griot: especialista da África ocidental em memória, genealogia, música e performance; os nomes locais e funções variam.
- Hangul: sistema alfabético criado na corte de Sejong para representar a língua coreana.
- Huaca: lugar, objeto, entidade ou ancestral sagrado nos Andes; tradução simples como “templo” é insuficiente.
- Islamização: expansão de identidades, instituições e práticas islâmicas; não é evento único nem sinônimo de arabização.
- Kebra Nagast: obra ge'ez que articula legitimidade salomônica e história sagrada da monarquia etíope.
- Nō: forma teatral japonesa consolidada no período Muromachi, ligada a patronagem e tradições performáticas anteriores.
- Nobi: categoria coreana de pessoas dependentes ou escravizadas, públicas ou privadas, com condições diversas.
- Pochteca: mercadores mexicas de longa distância com funções econômicas, sociais e por vezes informativas.
- Sufismo: tradições islâmicas de formação espiritual organizadas por mestres, discípulos, práticas e instituições variadas.
- Ulama: estudiosos das ciências islâmicas; não formavam igreja centralizada única.
- Wakō: rótulo aplicado a grupos marítimos envolvidos em ataques e comércio no Leste Asiático; sua composição era multiétnica.
D.3 Infraestrutura, economia e evidência
- Chinampa: área agrícola elevada construída em ambientes lacustres do vale do México, integrada a canais e manejo de solo.
- Chasqui: mensageiro inca que trabalhava em sistema de revezamento.
- Correio imperial: rede de estações, animais, mensageiros e documentos; sua velocidade dependia de manutenção e prioridade.
- Diáspora mercantil: comunidade de comerciantes que mantém redes familiares, religiosas ou linguísticas em vários lugares.
- Monção: mudança sazonal de ventos e chuvas que estrutura agricultura e navegação no Índico.
- Paleogenômica: estudo de material genético antigo; no caso da peste, permite identificar linhagens de Yersinia pestis.
- Qhapaq Ñan: sistema de caminhos andinos ampliado e administrado pelos incas.
- Quipu: conjunto de cordões, nós, cores e posições usado nos Andes para registrar e comunicar informação.
- Reservatório: estrutura de armazenamento de água; pode servir agricultura, consumo, ritual e controle de cheias.
- Tributação alfandegária: cobrança sobre mercadorias em portos, mercados e fronteiras.
D.4 Conceitos de análise
- Administração direta: presença de agentes e instituições do centro com capacidade recorrente de ordenar e cobrar; raramente cobre todo um império da mesma maneira.
- Centralização: concentração de decisões e recursos; não significa eliminação de intermediários.
- Coerção: limitação de escolhas por ameaça ou uso de força, lei, dependência ou controle de recursos.
- Colaboração: participação em projeto político por interesse, obrigação, convicção ou combinação desses fatores.
- Fronteira: zona de interação e soberania disputada, não apenas linha cartográfica.
- História conectada: abordagem que reconstrói relações sem presumir centro único nem influência unilateral.
- Legitimidade: argumentos, ritos e relações pelos quais uma autoridade busca ser reconhecida.
- Pax Mongolica: expressão moderna para facilidades de circulação sob poderes mongóis; deve ser usada sem sugerir paz total.
- Persianização: adoção e transformação de idiomas e repertórios persas por cortes e administrações; não elimina outras identidades.
- Soberania graduada: autoridade mais intensa no centro e mais negociada à distância.
- Sincretismo: combinação de elementos religiosos; termo útil apenas quando não apaga conflitos e escolhas históricas.
- Teleologia: narrativa que trata o passado como caminho inevitável para um resultado posterior.