Bibliografia comentada

Abu-Lughod, Janet L. Before European Hegemony. Reconstrói redes do século XIII e ajuda a compreender o mundo herdado por 1300; algumas interpretações devem ser confrontadas com pesquisa posterior. Bang, Peter Fibiger; Bayly, C. A.; Scheidel, Walter, orgs. The Oxford World History of Empire. Coletânea comparativa ampla sobre mecanismos e conceitos imperiais. Burbank, Jane; Cooper, Frederick.…

História global, comparação e impérios

  • Abu-Lughod, Janet L. Before European Hegemony. Reconstrói redes do século XIII e ajuda a compreender o mundo herdado por 1300; algumas interpretações devem ser confrontadas com pesquisa posterior.
  • Bang, Peter Fibiger; Bayly, C. A.; Scheidel, Walter, orgs. The Oxford World History of Empire. Coletânea comparativa ampla sobre mecanismos e conceitos imperiais.
  • Burbank, Jane; Cooper, Frederick. Empires in World History. Síntese de estratégias de governo da diferença, útil para comparação de longo prazo.
  • Christian, David. Maps of Time. História em escala extensa; útil para enquadramento, desde que complementada por estudos regionais.
  • Darwin, John. After Tamerlane. Interpreta impérios globais após 1400 e serve de ponte para o próximo volume.
  • Doyle, Michael W. Empires. Formula conceitos comparativos de centro, periferia e expansão.
  • Lieberman, Victor. Strange Parallels. Compara integração política na Eurásia continental e no Sudeste Asiático, evitando narrativa exclusivamente europeia.
  • Manning, Patrick. Navigating World History. Guia metodológico para pesquisa e ensino de história mundial.
  • Subrahmanyam, Sanjay. Explorations in Connected History. Modelo de conexões que preserva diferenças regionais e escalas.
  • Strayer, Robert W.; Nelson, Eric W. Ways of the World. Síntese didática global com bons problemas comparativos.
  • Bloch, Marc. Apologia da História ou O Ofício de Historiador. Zahar, 2001. Referência clássica sobre crítica documental, temporalidade e ofício do historiador.
  • Arnold, John H. History: A Very Short Introduction. Oxford University Press, 2000. Introdução concisa aos problemas de evidência, narrativa e interpretação histórica.
  • Subrahmanyam, Sanjay. “Connected Histories: Notes towards a Reconfiguration of Early Modern Eurasia.” Modern Asian Studies 31, n. 3 (1997): 735-762. Formulação seminal da abordagem de histórias conectadas usada de modo controlado neste volume.
  • Barkey, Karen. Empire of Difference: The Ottomans in Comparative Perspective. Cambridge University Press, 2008. Comparação de diversidade, intermediação e longevidade imperial.
  • Bang, Peter Fibiger; Kołodziejczyk, Dariusz, orgs. Universal Empire: A Comparative Approach to Imperial Culture and Representation in Eurasian History. Cambridge University Press, 2012. Coletânea comparativa sobre linguagens e representações de universalidade imperial.

Mongóis, Yuan, Ming e Ásia Central

  • Allsen, Thomas T. Culture and Conquest in Mongol Eurasia. Mostra circulação de especialistas, ciência e cultura sob poderes mongóis.
  • Brook, Timothy. The Troubled Empire. Interpreta Yuan e Ming a partir de ambiente, economia e governo.
  • Brook, Timothy. The Confusions of Pleasure. Reconstrói comércio e cultura Ming em longa duração.
  • Dreyer, Edward L. Zheng He. Estudo histórico das expedições e da política do reinado Yongle.
  • Ebrey, Patricia Buckley. The Cambridge Illustrated History of China. Síntese confiável para cronologia e instituições chinesas.
  • Favereau, Marie. The Horde. Reavalia a Horda de Ouro como formação política e econômica, não simples máquina de conquista.
  • Jackson, Peter. The Mongols and the Islamic World. Obra detalhada sobre conquista, conversão e heranças políticas.
  • Lane, George. Early Mongol Rule in Thirteenth-Century Iran. Fundamental para as bases institucionais do Ilcanato.
  • Manz, Beatrice Forbes. The Rise and Rule of Tamerlane. Análise clássica da coalizão e estratégia de Timur.
  • Manz, Beatrice Forbes. Power, Politics and Religion in Timurid Iran. Explica sucessão, patronagem e poder regional timúrida.
  • Morgan, David. The Mongols. Introdução crítica e acessível, com atenção a fontes.
  • Rossabi, Morris. Khubilai Khan. Ajuda a compreender Yuan e seu legado no século XIV.
  • Schneewind, Sarah. A Tale of Two Melons. Demonstra como histórias locais e política imperial se conectavam no início Ming.
  • Subtelny, Maria E. Timurids in Transition. Estuda sociedade, economia e cultura na passagem do mundo timúrida.
  • Farmer, Edward L. Zhu Yuanzhang and Early Ming Legislation: The Reordering of Chinese Society Following the Era of Mongol Rule. Brill, 1995. Estudo específico da reconstrução legal e social sob Hongwu.
  • Lentz, Thomas W.; Lowry, Glenn D. Timur and the Princely Vision: Persian Art and Culture in the Fifteenth Century. Los Angeles County Museum of Art e Arthur M. Sackler Gallery, 1989. Referência para patronagem, arte e cultura de corte timúrida.
  • Soucek, Svat. A History of Inner Asia. Cambridge University Press, 2000. Síntese de longa duração para canatos, rotas e formações políticas centro-asiáticas.

Mediterrâneo, otomanos, Mamelucos e Europa

  • Abulafia, David. The Great Sea. História de longa duração do Mediterrâneo, útil para rotas e cidades.
  • Abulafia, David. The Boundless Sea. Amplia a comparação para oceanos e conexões marítimas.
  • Bartlett, Robert. The Making of Europe. Analisa expansão e transformação europeia medieval, com tese influente a ser debatida.
  • Finkel, Caroline. Osman's Dream. Síntese narrativa extensa da história otomana.
  • Fleet, Kate. European and Islamic Trade in the Early Ottoman State. Corrige o mito de separação comercial rígida.
  • İnalcık, Halil. The Ottoman Empire: The Classical Age. Obra fundamental, embora a pesquisa posterior refine várias categorias.
  • Kafadar, Cemal. Between Two Worlds. Central para o debate sobre fronteira, ghaza e formação otomana.
  • Nicol, Donald M. The Last Centuries of Byzantium. Síntese detalhada de política e diplomacia paleóloga.
  • Petry, Carl F. The Mamluk Sultanate. Estudo abrangente do governo e sociedade mamelucos.
  • Wickham, Chris. Medieval Europe. Síntese social e política que evita narrativas nacionais simples.
  • Geary, Patrick J. The Myth of Nations: The Medieval Origins of Europe. Princeton University Press, 2002. Critica projeções retrospectivas de identidades nacionais sobre sociedades medievais.
  • Fernández-Armesto, Felipe. Before Columbus: Exploration and Colonization from the Mediterranean to the Atlantic, 1229-1492. University of Pennsylvania Press, 1987. Estuda continuidades entre circuitos mediterrânicos e expansão atlântica anterior a 1492.

Sul, Sudeste e Leste Asiático

  • Asher, Catherine B.; Talbot, Cynthia. India Before Europe. Síntese sobre política, cultura e sociedade do subcontinente entre 1200 e 1750.
  • Deuchler, Martina. The Confucian Transformation of Korea. Analisa mudanças de parentesco, ritual e elite em Joseon.
  • Eaton, Richard M. India in the Persianate Age. Integra política, cultura persa e sociedades regionais sem reduzir a história a conflito religioso.
  • Hall, Kenneth R. A History of Early Southeast Asia. Introdução a comércio, mandalas e formação estatal regional.
  • Kumar, Sunil. The Emergence of the Delhi Sultanate. Reavalia instituições e elites de Delhi.
  • Miksic, John N. Singapore and the Silk Road of the Sea. Usa arqueologia para reconstruir portos e comércio regional.
  • Reid, Anthony. Southeast Asia in the Age of Commerce. Essencial para mudanças comerciais; seu recorte alcança sobretudo períodos posteriores.
  • Seth, Michael J. A History of Korea. Síntese acessível para Goryeo, Joseon e longa duração coreana.
  • Souyri, Pierre-François. Modern Japan: A Social History. Inclui a formação do Japão medieval tardio com atenção a grupos sociais.
  • Stein, Burton. Vijayanagara. Interpretação influente do Estado e sociedade do sul da Índia.
  • Wagoner, Phillip B. Tidings of the King. Estuda cultura política, linguagem e representação em Vijayanagara.
  • Wolters, O. W. History, Culture, and Region in Southeast Asian Perspectives. Discute categorias regionais e agência local.
  • Wade, Geoff; Sun Laichen, orgs. Southeast Asia in the Fifteenth Century: The China Factor. NUS Press e Hong Kong University Press, 2010. Coletânea sobre a interação Ming-Sudeste Asiático e transformações políticas do século XV.
  • Berry, Mary Elizabeth. The Culture of Civil War in Kyoto. University of California Press, 1994. Estudo de Kyoto e da guerra de Ōnin, útil para compreender fragmentação e vida urbana no Japão Muromachi.
  • Hall, John Whitney. Government and Local Power in Japan, 500 to 1700: A Study Based on Bizen Province. Princeton University Press, 1966. Clássico sobre relações entre poder central e autoridade local no Japão.

Áfricas

  • Austen, Ralph A. Trans-Saharan Africa in World History. Síntese das rotas, mercadorias e sociedades do Saara.
  • Conrad, David C. Empires of Medieval West Africa. Introdução a Ghana, Mali e Songhai com fontes e tradições.
  • Fauvelle, François-Xavier. The Golden Rhinoceros. Ensaios baseados em arqueologia e textos para sociedades africanas medievais.
  • Gomez, Michael A. African Dominion. Estudo amplo dos impérios da África ocidental medieval.
  • Horton, Mark; Middleton, John. The Swahili. Analisa cidades, identidade e comércio da costa oriental.
  • Kusimba, Chapurukha M. The Rise and Fall of Swahili States. Arqueologia e economia política dos centros suaílis.
  • Levtzion, Nehemia. Ancient Ghana and Mali. Obra clássica para fontes árabes e história política saheliana.
  • Phillipson, David W. Foundations of an African Civilisation. Síntese arqueológica de Aksum e do norte do Chifre da África.
  • Pikirayi, Innocent. The Zimbabwe Culture. Interpreta Grande Zimbábue e estados sucessores com base arqueológica.
  • Tamrat, Taddesse. Church and State in Ethiopia. Obra fundamental para a monarquia salomônica e instituições religiosas.
  • UNESCO. General History of Africa, volume IV: Africa from the Twelfth to the Sixteenth Century. Coletânea continental indispensável, a ser complementada por pesquisa recente.
  • Garlake, Peter S. Great Zimbabwe. Thames and Hudson, 1973. Obra arqueológica clássica sobre arquitetura, cronologia e interpretação de Grande Zimbábue; deve ser lida junto a trabalhos posteriores de Pikirayi e outros arqueólogos.

Américas

  • Bauer, Brian S. Ancient Cuzco. Arqueologia e formação da região de Cusco.
  • Berdan, Frances F. Aztec Archaeology and Ethnohistory. Integra documentos e arqueologia para o poder mexica.
  • Brumfiel, Elizabeth M. Produção sobre gênero, economia doméstica e Estado asteca. Corrige visões centradas apenas em governantes e guerra.
  • D'Altroy, Terence N. The Incas. Síntese detalhada de administração, economia e expansão inca.
  • Gillespie, Susan D. The Aztec Kings. Estuda tradição histórica e construção da monarquia mexica.
  • Hyslop, John. The Inka Road System. Referência para estradas, centros e logística andina.
  • Julien, Catherine. Reading Inca History. Avalia criticamente crônicas e tradições dinásticas.
  • Pauketat, Timothy R. Cahokia. Reconstitui urbanismo, ritual e transformação mississipiana.
  • Smith, Michael E. The Aztecs. Introdução arqueológica e histórica equilibrada.
  • Townsend, Camilla. Fifth Sun. Reconstrói história mexica com forte uso de textos em náuatle.
  • Urton, Gary. Signs of the Inka Khipu. Analisa o quipu como sistema de signos e registro.
  • Clendinnen, Inga. The Aztecs: An Interpretation. Cambridge University Press, 1991. Interpretação influente da cultura mexica, a ser confrontada com arqueologia e estudos posteriores em náuatle.
  • Alcock, Susan E.; D’Altroy, Terence N.; Morrison, Kathleen D.; Sinopoli, Carla M., orgs. Empires: Perspectives from Archaeology and History. Cambridge University Press, 2001. Coletânea comparativa importante para administração, paisagens e impérios sem arquivos equivalentes.

Peste, ambiente e demografia

  • Campbell, Bruce M. S. The Great Transition. Relaciona clima, doença, economia e instituições entre os séculos XIII e XV.
  • Cohn Jr., Samuel K. The Black Death Transformed. Provoca debate sobre sintomas, cultura e identificação histórica.
  • Green, Monica H. “The Four Black Deaths.” American Historical Review 125, n. 5 (2020): 1601-1631. Reinterpreta cronologia e geografia da segunda pandemia em escala afro-eurasiática.
  • Hatcher, John. Plague, Population and the English Economy. Estudo clássico de demografia e trabalho com base documental.
  • Slavin, Philip. “From the Tian Shan to Crimea: Dynamics of Plague Spread During the Early Stages of the Black Death, 1338-46.” Journal of the Economic and Social History of the Orient 66 (2023): 513-627. Reconstrói rotas e cronologias iniciais com documentação histórica.
  • Benedictow, Ole J. The Complete History of the Black Death. 2ª ed. The Boydell Press, 2021. Síntese quantitativa extensa; suas estimativas devem ser comparadas com estudos regionais e paleogenômicos recentes.
  • Spyrou, Maria A. et al. “The source of the Black Death in fourteenth-century central Eurasia.” Nature 606 (2022): 718-724. Evidência de DNA antigo em sepultamentos de 1338-1339 na região do Issyk-Kul, central para o debate sobre a origem da pandemia.