LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 1Encerramento Encerramento

Encerramento do Volume 1

Impérios são sistemas de poder capazes de conectar grandes distâncias e administrar diferenças, mas sua força nunca é absoluta. Eles dependem de agricultores, comerciantes, soldados, funcionários, famílias, cidades, comunidades religiosas e intermediários. Dependem também de rivais que moldam suas fronteiras e de populações que negociam, adaptam e resistem.

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Volume 2Capítulo 1

1. Evidências, cronologias e mapas

O antigo Oriente Próximo deixou centenas de milhares de textos, monumentos, edifícios e objetos, mas esse volume não equivale a uma cobertura uniforme. Algumas décadas de Ur III são conhecidas por dezenas de milhares de tabuinhas administrativas; outras regiões e períodos aparecem apenas em inscrições reais ou em vestígios arqueológicos fragmentários. Um arquivo pode sobreviver porque um palácio incendiado cozinhou acidentalme

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Volume 2Capítulo 2

2. Antes de Akkad: cidades, palácios e redes

No sul da Mesopotâmia do quarto e do terceiro milênios a.C., cidades como Uruk, Ur, Lagash, Umma e Kish concentravam templos, oficinas, armazéns e autoridades políticas. A planície aluvial favorecia agricultura irrigada, mas exigia manutenção de canais e acesso a madeira, pedra e metais vindos de longe. As cidades não eram ilhas: aldeias, campos, pastagens, portos e rotas compunham seus territórios. A expressão cidade-Estado a

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Volume 2Capítulo 3

3. O Império de Akkad

Sargão de Akkad, cujo reinado é geralmente situado entre cerca de 2334 e 2279 a.C., derrotou Lugalzagesi e submeteu cidades do sul. As fontes que narram sua vida pertencem a épocas diferentes. Inscrições contemporâneas ou próximas dos acontecimentos convivem com lendas posteriores que transformaram o rei em personagem exemplar. A conhecida narrativa de origem humilde e abandono infantil não deve ser lida como biografia comprov

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Volume 2Capítulo 4

4. Ur III: restauração, administração e limites

Depois da desagregação de Akkad, diferentes poderes disputaram o sul. Gudea de Lagash é conhecido por estátuas e inscrições que enfatizam construção de templos e relações de longa distância. Utu-hegal de Uruk celebrou a derrota do governante gútio Tirigan. Ur-Nammu, inicialmente ligado a Utu-hegal, estabeleceu em Ur uma nova dinastia por volta de 2112 a.C. A tradição moderna chama o período de Terceira Dinastia de Ur, ou Ur II

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Volume 2Capítulo 5

5. Amoritas, Babilônia e a Assíria mercantil

O início do segundo milênio a.C. foi marcado por reinos concorrentes. Isin e Larsa disputaram o sul; Eshnunna controlou rotas no Diyala; Mari ocupou posição estratégica no médio Eufrates; Assur ligou a Mesopotâmia à Anatólia; Babilônia começou como um centro relativamente modesto. Dinastias frequentemente identificadas como amoritas governavam muitas dessas cidades, mas adotaram línguas, cultos e instituições mesopotâmicas. “A

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Volume 2Capítulo 6

6. O império egípcio do Reino Novo

O vale do Nilo favorecia uma unidade territorial diferente da Mesopotâmia. Um eixo fluvial conectava regiões agrícolas, enquanto desertos limitavam certas rotas. Mesmo assim, o Egito passou por fases de fragmentação, concorrência dinástica e domínio estrangeiro. No Segundo Período Intermediário, governantes hicsos controlaram o norte a partir de Avaris, enquanto uma dinastia tebana consolidou o sul. Ahmose I derrotou os hicsos

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Volume 2Capítulo 7

7. Mitani, Babilônia cassita e o Império Hitita

Entre os séculos XVI e XIII a.C., nenhum império controlou sozinho o antigo Oriente Próximo. Egito, Hatti, Mitani, Babilônia cassita e, depois, Assíria reconheceram alguns soberanos como “grandes reis”. A hierarquia era negociada por cartas, presentes, casamentos e guerra. Reinos como Alashiya, provavelmente Chipre, também participaram da diplomacia de alto nível. Os arquivos são assimétricos. Conhecemos Mitani sobretudo por f

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Volume 2Capítulo 8

8. O sistema diplomático da Idade do Bronze Tardia

As cartas de Amarna, Hattusa e outros arquivos revelam uma sociedade internacional de cortes. Reis de status reconhecido tratavam-se como irmãos. Isso não expressava amizade pessoal no sentido comum, mas igualdade formal. A fraternidade exigia saudações, presentes adequados, mensageiros respeitados e reciprocidade. A linguagem diplomática funcionava como instituição. Um governante indignado porque recebera pouco ouro não estav

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Volume 2Capítulo 9

9. A crise por volta de 1200 a.C.

Entre o final do século XIII e o início do XII a.C., palácios e cidades foram destruídos ou abandonados em partes da Anatólia, Síria, Levante, Chipre e mundo egeu. O Império Hitita terminou; Ugarit desapareceu como reino; redes palacianas de longa distância se romperam; o Egito perdeu posições externas. A Assíria e a Babilônia também enfrentaram dificuldades, mas não tiveram trajetórias idênticas. Não ocorreu um colapso simult

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Volume 2Capítulo 10

10. O novo tabuleiro da Idade do Ferro

Depois de 1200 a.C., a Anatólia, a Síria e o Levante organizaram-se em unidades menores e variadas. Reinos arameus ocuparam partes da Síria e da Alta Mesopotâmia; Estados siro-hititas combinaram heranças luvitas, hititas e sírias; cidades fenícias mantiveram redes marítimas; Israel, Judá, Moab, Edom e Amom desenvolveram monarquias no Levante sul; Urartu cresceu nas terras altas ao norte da Assíria. Esses Estados não foram simp

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Volume 2Capítulo 11

11. A construção do Império Neoassírio

Nesta coleção, o rótulo Neoassírio designa aproximadamente 911-609 a.C., embora a recuperação territorial que preparou essa fase tenha começado antes e a transformação em império tenha sido gradual. Ashur-dan II e Adad-nirari II retomaram território; Tukulti-Ninurta II consolidou rotas; Ashurnasirpal II e Shalmaneser III ampliaram campanhas e tributos. A divisão em períodos é moderna e serve à análise, não representa uma ruptu

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Volume 2Capítulo 12

12. Como o Império Neoassírio governava

No século VII a.C., a Assíria controlava ou subordinava territórios do planalto iraniano ao Mediterrâneo e, por períodos, o Egito. “Maior” descreve escala territorial aproximada, não domínio uniforme. O império era uma composição de províncias, reinos clientes, cidades privilegiadas, zonas tributárias e fronteiras militares. Sua longevidade dependeu de transformar campanhas em fluxo de recursos e informação. Reis investiram em

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Volume 2Capítulo 13

13. O Império Neobabilônico e a conquista persa

Nabopolassar assumiu o controle da Babilônia em 626 a.C. em meio à crise assíria. Anos de guerra foram necessários para consolidar o sul e avançar. A aliança com os medos foi decisiva nas quedas de Assur e Nínive. Babilônios e medos compartilhavam um inimigo; isso não implica divisão formal e comprovada de todos os territórios assírios. A nova dinastia apresentou-se como libertadora e restauradora da Babilônia. Ao mesmo tempo,

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Volume 2Capítulo 14

14. Linha do tempo e impérios coexistentes

Uma cronologia linear pode fazer parecer que um império entregou o mundo ao seguinte. Na realidade, impérios coexistiram com outros impérios, reinos e redes. Akkad teve concorrentes e periferias; o Egito do Reino Novo compartilhou o sistema com Mitani, Hatti e Babilônia; a Assíria enfrentou Urartu, Egito, Elam e Babilônia; o Império Neobabilônico conviveu com medos, lídios, egípcios e persas. As faixas abaixo são aproximações.

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