LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 5Apêndice D

Apêndice D. Glossário essencial

Antiguidade Tardia: Categoria historiográfica para transformações aproximadamente entre os séculos III e VIII; seus limites variam conforme região e tema. Ardashir I: Fundador da dinastia sassânida, vencedor do rei arsácida Artabano IV em 224 e coroado em Ctesifonte por volta de 226. Átila: Governante da confederação huna europeia entre 434 e 453; negociou, recebeu pagamentos e guerreou com as duas cortes romanas. Augustus: Tí

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Volume 5Apêndice E

Apêndice E. Laboratório de fontes e atividades

Antes de interpretar qualquer documento, registre: Identificação: título convencional, autor ou emissor, data aproximada e local. Materialidade: pedra, moeda, manuscrito, papiro, edifício, objeto ou dado ambiental. Público: quem deveria ver, ouvir, usar ou obedecer. Gênero: lei, panegírico, crônica, carta, inscrição funerária, moeda ou relatório científico. Afirmação central: o que a fonte quer que o público aceite. Operação:

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Volume 5Bibliografia

Bibliografia comentada

BOWERSOCK, G. W.; BROWN, Peter; GRABAR, Oleg (orgs.). Late Antiquity: A Guide to the Postclassical World. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1999. Enciclopédia temática útil para instituições, religiões e cultura; deve ser complementada por pesquisas mais recentes. BROWN, Peter. The World of Late Antiquity: AD 150-750. London: Thames & Hudson, 1971. Obra clássica que ajudou a deslocar a discussão de decadência para trans

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Volume 5Recursos

Fontes digitais, cursos e documentários sérios

Os recursos abaixo pertencem a universidades, museus, editoras acadêmicas, projetos de preservação ou revistas científicas. Uma aula gravada não substitui livro e artigo, mas permite ouvir especialistas e localizar bibliografia. Em vídeos de divulgação, verifique instituição, formação do apresentador, fontes mostradas e data de atualização. Yale Open Courses – The Early Middle Ages, 284-1000 Curso de Paul Freedman com vídeo, á

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Volume 6Capítulo 1

1. Evidências, periodização e escalas entre 600 e 1000

O intervalo 600-1000 foi durante muito tempo organizado por narrativas regionais: "Alta Idade Média" na Europa, "era de ouro" islâmica, apogeu e queda Tang na China, "reinos regionais" na Índia ou fase pouco documentada em partes da África. Essas expressões não descrevem a mesma experiência. A diminuição de certos arquivos no antigo Ocidente romano coincidiu com enorme produção documental em árabe, grego, chinês, siríaco, tibe

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Volume 6Capítulo 2

2. O mundo por volta de 600: heranças e novas possibilidades

Por volta de 600, ninguém poderia prever a geografia política de 700. O Império Romano oriental ainda governava Egito, Síria, Palestina, Anatólia, partes dos Bálcãs, norte da África e posições na Itália. O Império Sassânida articulava Mesopotâmia, planalto iraniano e influências no Cáucaso, Golfo e Ásia Central. Sui acabara de reunificar a China; na Índia, poderes regionais disputavam a herança pós-Gupta; no Mediterrâneo ocide

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Volume 6Capítulo 3

3. Primeiros califados: comunidade, conquista e guerra civil

A Hégira para Medina, convencionalmente datada de 622, tornou-se ponto inicial do calendário islâmico e marco da formação de uma comunidade política. Após a morte de Muhammad em 632, liderança, parentesco, precedência religiosa e capacidade de manter alianças tornaram-se problemas imediatos. Abu Bakr foi reconhecido como califa por grupos centrais, mas as guerras de ridda mostram que a unidade da Arábia precisava ser renegocia

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Volume 6Capítulo 4

4. O Califado Omíada: governo, arabização e diversidade

Muawiya e seus sucessores governaram a partir de Damasco, apoiados em exércitos e redes tribais sírias. A transmissão dinástica de poder provocou contestação porque o califado ainda não possuía regra sucessória consensual. A morte de Husayn em Karbala, em 680, tornou-se referência central da memória xiita. A segunda fitna terminou apenas quando Abd al-Malik derrotou rivais e recompôs a autoridade omíada na década de 690. Chama

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Volume 6Capítulo 5

5. Abássidas e califados concorrentes: integração e fragmentação

Os abássidas apresentaram sua vitória como restauração legítima, mas precisaram transformar uma coalizão revolucionária em governo. Abu al-Abbas al-Saffah inaugurou a dinastia; al-Mansur eliminou rivais e fundou Bagdá em 762. A nova capital aproximava a corte das zonas agrícolas do Iraque, das rotas iranianas e das tradições administrativas sassânidas. O círculo urbano planejado simbolizava centralidade, embora a metrópole rea

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Volume 6Capítulo 6

6. O Império Romano oriental: sobrevivência e transformação

Entre 630 e 700, o Império Romano perdeu Síria, Palestina, Egito e grande parte do norte da África. A redução eliminou regiões populosas e receitas importantes. Constantinopla, porém, permaneceu capital, a Anatólia forneceu profundidade estratégica e o Estado conservou moeda, fiscalidade, diplomacia e capacidade naval. Sobrevivência não foi automática: cercos, epidemias, guerras civis e ofensivas em múltiplas fronteiras tornar

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Volume 6Capítulo 7

7. Bizâncio entre iconoclasmo, fronteiras e expansão

Imperadores do século VIII limitaram o culto de imagens, e o concílio de Hieria, em 754, formulou uma posição iconoclasta. As motivações combinavam teologia, autoridade imperial e debates sobre representação; explicações antigas que atribuíam tudo a derrotas militares ou influência islâmica são insuficientes. A imperatriz Irene promoveu o concílio de Niceia II, em 787, que restaurou a veneração de ícones distinguindo-a da ador

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Volume 6Capítulo 8

8. Reinos pós-romanos: carolíngios, otônidas e novas periferias

No início do século VII, reis merovíngios governavam reinos francos por meio de cortes itinerantes, aristocracias, bispos e mosteiros. Partilhas entre herdeiros não significavam ausência de ideia política; eram formas de distribuir patrimônios e legitimidade. Prefeitos do palácio, especialmente os carolíngios, acumularam capacidade militar e patronagem. Carlos Martel venceu rivais internos e campanhas externas antes que seu fi

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Volume 6Capítulo 9

9. Tang: formação de uma ordem imperial eurasiática

Li Yuan fundou Tang em 618 durante a desintegração Sui. Seu filho Li Shimin, o imperador Taizong, venceu rivais dinásticos e campanhas contra o khaganato turco oriental. Historiadores da corte transformaram seu reinado em modelo de governante que ouvia ministros; esse retrato contém práticas reais de consulta, mas também construção moral posterior. Tang aproveitou capitais, códigos e canais Sui enquanto reorganizava alianças m

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Volume 6Capítulo 10

10. Depois do auge Tang: rebelião, regionalização e novos estados

O longo reinado de Xuanzong, iniciado em 712, foi lembrado como auge cultural e desastre final. Expansão de comandos fronteiriços concentrou tropas sob governadores militares, os jiedushi. A corte dependia de ministros, eunucos e favoritos em competição. A narrativa moral que culpa indivíduos próximos ao imperador simplifica problemas de finanças, fronteiras e comando. O crescimento de propriedades e a mobilidade populacional

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Volume 6Capítulo 11

11. Coreia, Japão, Vietnã e Sudeste Asiático

Silla aliou-se a Tang para derrotar Baekje em 660 e Goguryeo em 668. Depois, enfrentou forças Tang e consolidou domínio sobre grande parte da península ao sul. A expressão "Silla Unificada" é útil, mas incompleta: o reino de Balhae surgiu ao norte, reunindo populações ligadas a Goguryeo e grupos mohe. Silla governava por aristocracia de status ósseo, corte, budismo e administrações regionais. A relação com Tang incluía missões

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Volume 6Capítulo 12

12. Índia entre impérios regionais e soberanias conectadas

Harshavardhana governou a partir de Kanauj entre 606 e 647 e construiu uma hegemonia sobre partes do norte da Índia. Inscrições, literatura de corte e o peregrino Xuanzang registram seu poder, mas a extensão de controle direto é debatida. Sua derrota diante do chalukya Pulakeshin II no Narmada mostra que o Decão não era periferia obediente. Após sua morte, nenhuma dinastia manteve a mesma coalizão. O caso evidencia diferença e

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Volume 6Capítulo 13

13. Tibete, turcos, uigures, cazares e impérios das estepes

Após o primeiro khaganato turco dividir-se e sofrer dominação Tang, elites Ashina restauraram um khaganato oriental em 682. As inscrições de Orkhon, associadas a Kül Tegin, Bilge Khagan e Tonyukuk no século VIII, apresentam uma linguagem política em turco antigo: o Céu concede mandato; o khagan alimenta e organiza o povo; desunião e sedução por bens estrangeiros ameaçam a ordem. São monumentos de elite e programas de memória,

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Volume 6Capítulo 14

14. Áfricas entre Nilo, Sahel, planaltos e costas

As conquistas árabes no Egito começaram na década de 630; o domínio sobre o Magrebe exigiu décadas de campanhas e alianças. Populações chamadas coletivamente de berberes incluíam comunidades variadas e participaram como adversários, aliados e soldados. Kairouan tornou-se centro militar e urbano. A revolta berbere da década de 740 mostrou conflitos sobre tributação, status e autoridade e favoreceu poderes regionais. Idríssidas

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