Acádio: Língua semítica escrita em cuneiforme, com variedades babilônica e assíria. Também nomeia, em contexto político, a dinastia e o império de Akkad.
Anais: Inscrições que organizam campanhas e realizações de um rei, muitas vezes por ano ou sequência. São fontes políticas e literárias, não relatórios neutros.
Antigo Oriente Próximo: Categoria moderna para sociedades da Mesopotâmia, Anatólia, Levante, Egito, Irã e regiões conectadas. Seus limites variam conforme o problema estudado.
Aramaico: Língua semítica difundida no primeiro milênio a.C. Tornou-se meio importante de comunicação e administração em vários impérios.
Arquivo: Conjunto de documentos produzido ou reunido por uma instituição, casa ou agente. Sua composição e sobrevivência refletem seleção, uso e acaso arqueológico.
Assiriologia: Campo que estuda línguas, textos, história e culturas da Mesopotâmia cuneiforme. Inclui filologia, história, arqueologia e áreas especializadas.
Bala: Termo associado ao sistema de contribuições rotativas das províncias no Estado de Ur III. Sua operação exata é reconstruída por documentos administrativos.
Casa dinástica: Família governante e sua rede de dependentes, propriedades e alianças. Não corresponde apenas a parentes biológicos; é também organização política.
Cidade-Estado: Formação política centrada numa cidade e em seu território rural. Pode dominar outras cidades sem perder essa base institucional.
Códice ou código: Coleção organizada de disposições legais. Para Hammurabi, “código” é convenção moderna e não deve sugerir funcionamento idêntico ao direito codificado contemporâneo.
Colapso: Redução rápida e significativa de complexidade ou capacidade institucional. Deve ser definido por dimensão e região; não significa desaparecimento automático da população.
Cuneiforme: Sistema de escrita realizado principalmente com marcas em forma de cunha em argila. Foi adaptado a várias línguas e usado por mais de três milênios.
Deportação: Deslocamento coercitivo de pessoas ordenado pelo poder. Impérios o usaram para punição, segurança, trabalho, repovoamento e integração territorial.
Dinastia: Sequência de governantes ligados por parentesco real ou reivindicado. Listas dinásticas podem simplificar disputas e reinados concorrentes.
Ensi: Título sumério frequentemente traduzido como governador ou governante de cidade. Seu poder e relação com reis superiores variaram.
Estela: Monumento vertical de pedra com texto ou imagem. Podia marcar vitória, lei, dedicação, fronteira ou memória funerária.
Hegemonia: Predominância de um poder sobre outros sem necessidade de anexação completa. Pode depender de tributo, aliança, prestígio e capacidade de intervenção.
Hurrita: Língua e identificação cultural presentes no norte mesopotâmico, Síria e Anatólia. Mitani esteve fortemente ligado a tradições hurritas.
Ideologia régia: Conjunto de imagens, títulos, rituais e narrativas que apresenta o governante como legítimo. Não é mera falsidade: estrutura expectativas e decisões.
Império: Relação duradoura em que um centro governa populações e territórios diversos por meios diferenciados, combinando coerção, instituições, extração e legitimidade.
Império territorial: Império que busca domínio continuado de extensões terrestres por províncias, guarnições ou vassalos. O controle continua desigual dentro da área reivindicada.
Lamassu: Figura protetora assíria, frequentemente com corpo de touro ou leão, asas e cabeça humana, instalada em entradas monumentais.
Levante: Faixa oriental do Mediterrâneo que inclui, em termos atuais aproximados, partes de Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. É categoria geográfica moderna.
Limmu: Oficial epônimo assírio cujo nome identificava um ano. Listas de limus ajudam a estabelecer cronologia do primeiro milênio a.C.
Maat: Conceito egípcio de ordem, justiça e equilíbrio cósmico-social. O faraó devia mantê-la contra a desordem.
Mesopotâmia: Região entre e ao redor do Tigre e do Eufrates, incluindo contextos do atual Iraque e áreas vizinhas. Sul e norte possuíam ecologias e trajetórias diferentes.
Nome ou nomo: Divisão territorial tradicional do Egito, chamada de sepat em egípcio. Sua administração mudou ao longo dos períodos.
Palácio: Residência régia e complexo administrativo, econômico e cerimonial. “Economia palaciana” não significa que toda atividade era controlada pelo palácio.
Povos do Mar: Rótulo moderno para grupos nomeados em inscrições egípcias do final da Idade do Bronze. Não designa com segurança um povo único ou coalizão permanente.
Província: Circunscrição submetida a um governador e a obrigações regulares. O grau de padronização e autonomia local varia entre impérios.
Proxy climático: Indicador indireto de condições ambientais passadas, como pólen, sedimentos, isótopos ou anéis de árvores. Requer calibração regional e cronológica.
Reino vassalo: Reino que preserva governante próprio, mas deve lealdade, tributo ou tropas a um soberano superior. A relação pode ser formalizada por tratado.
Reassentamento: Instalação de pessoas em nova área, voluntária ou coercitiva. Em contexto assírio, frequentemente integra a política de deportação.
Reino Novo: Período egípcio aproximadamente entre 1550 e 1070 a.C., abrangendo as dinastias XVIII a XX e a fase de maior expansão externa.
Sargônida: Relativo à dinastia assíria iniciada por Sargão II, incluindo Senaqueribe, Esarhaddon e Assurbanípal. Não deve ser confundida com a dinastia de Sargão de Akkad.
Sincronismo: Ligação cronológica entre governantes ou acontecimentos de regiões diferentes. Cartas, batalhas e casamentos podem fornecer sincronismos.
Sumério: Língua sem parentesco demonstrado, escrita em cuneiforme. Permaneceu como língua erudita e cultual depois de deixar de ser falada cotidianamente.
Tawananna: Título da rainha hitita, com funções cultuais e políticas próprias. Podia continuar após a morte do marido.
Tratado: Texto que formaliza paz, aliança ou submissão. No mundo hitita e assírio, juramentos divinos garantiam obrigações.
Tributo: Entrega exigida a um poder superior, em bens, metais, animais ou outras formas. Distingue-se analiticamente de imposto provincial e presente diplomático.
Vassalo: Governante subordinado que conserva autoridade local mediante obrigações. O termo é útil, mas as relações antigas possuíam vocabulários específicos.
Zigurate: Estrutura monumental em plataformas escalonadas associada a complexos templários mesopotâmicos. Não era tumba nem simples torre de observação.