Semana 1 – Método e mundo de 1500
Leia a apresentação e os capítulos 1 e 2. Construa um mapa com cinco formações em cada grande região. Para cada uma, anote base fiscal e intermediário principal. Consulte a introdução de Conrad e um capítulo de Burbank e Cooper.
Produto: uma página explicando por que 1500 não marca domínio europeu do mundo.
Semana 2 – Conquista e colonização americana
Leia os capítulos 3, 4 e 5. Compare Cortés com o Livro XII do Códice Florentino e examine uma página de Guaman Poma. Use três colunas: afirmação, interesse do autor e verificação externa.
Produto: artigo curto, Por que a conquista foi uma coalizão e não uma façanha individual.
Semana 3 – Oceanos e presença portuguesa
Leia o capítulo 6 e retome o capítulo 3. Marque Goa, Malaca, Ormuz, Macau e Nagasaki. Classifique cada posição como conquista, licença, tratado ou enclave. Leia Subrahmanyam ou Pearson.
Produto: mapa comentado que evite pintar todo o Índico como português.
Semana 4 – Otomanos, Safávidas e Mogóis
Leia os capítulos 7, 8 e 9. Preencha matriz com timar, jagir, qizilbash, mansab e fazenda fiscal. Compare religião patrocinada, pluralidade e fronteira.
Produto: ensaio de 800 palavras, Três impérios da pólvora, cinco diferenças institucionais.
Semana 5 – Leste asiático e Rússia
Leia os capítulos 10 e 11. Estude transição Ming-Qing, unificação Tokugawa e avanço russo na Sibéria. Compare comércio regulado e fronteira tributária.
Produto: quadro mito versus evidência sobre sakoku ou vazio siberiano.
Semana 6 – África e Atlântico escravista
Leia os capítulos 12 e 13. Consulte o volume V da UNESCO e a metodologia SlaveVoyages. Escolha uma região africana e evite generalizar para o continente. Acrescente uma biografia ou fonte comunitária aos dados agregados.
Produto: gráfico reproduzível com nota metodológica e um parágrafo centrado nas pessoas.
Semana 7 – Europa, companhias e ecologia
Leia os capítulos 14 e 15. Compare VOC e EIC em 1650, antes do domínio britânico na Índia. Siga uma mercadoria – açúcar, prata, algodão ou noz-moscada – do trabalho ao consumo.
Produto: fluxograma com pelo menos quatro intermediários e dois custos ocultos.
Semana 8 – Síntese e publicação
Leia o capítulo 16 e os apêndices B e C. Escolha três formações que coexistiram em 1650. Escreva uma comparação por receita, trabalho, religião, informação e limite. Revise todas as afirmações de escala global.
Produto: artigo de blog entre 1.500 e 2.000 palavras com cinco referências, dois links de fonte primária e legenda de direitos para cada imagem.
Checklist final de estudo
- Consigo diferenciar coexistência, conexão e contato direto?
- Sei explicar conquista sem apagar aliados indígenas nem epidemias?
- Distingo feitoria, colônia, vice-reino e companhia-Estado?
- Comparo timar, jagir, mita, servidão e escravidão sem tratá-los como iguais?
- Localizo ao menos cinco formações africanas por instituições próprias?
- Sei por que Ming-Qing e Tokugawa não eram sociedades isoladas?
- Posso explicar o papel da prata sem afirmar que ela comandava sozinha a economia mundial?
- Identifico o interesse de uma crônica, mapa ou cadastro?
- Cito estimativas como estimativas?
- Verifico licença de imagem antes de publicar?
Encerramento e ponte para o Volume 10
Por volta de 1700, o mundo estava mais conectado que em 1500, mas continuava policêntrico. A passagem ao Volume 10 será tratada como continuidade e mudança de escala, não como uma ruptura súbita: companhias, escravização e guerras oceânicas se ampliarão; Qing alcançará novo auge territorial; a ordem mogol será reconfigurada; poderes marathas, russos e africanos ganharão novas capacidades; e revoluções atlânticas alterarão linguagens de soberania. Mudanças industriais começarão a modificar energia, produção e poder sem seguir cronologia uniforme.
O Volume 10 poderá examinar c. 1700-1850: impérios, revoluções, industrialização e novas colonizações. A pergunta orientadora será como revoluções políticas e produtivas transformaram soberania e trabalho, enquanto impérios antigos se adaptavam, se fragmentavam ou se expandiam.
Continuidade da coleção: O próximo volume não começará com uma Europa já vencedora. Partirá do equilíbrio desigual de 1700 e acompanhará as condições concretas que mudaram relações de força até meados do século XIX.