E.1 Protocolo de leitura em oito perguntas
- Quem produziu a fonte e qual posição institucional ocupava?
- O registro foi criado durante o acontecimento, depois dele ou para justificá-lo?
- Qual público deveria ler, ouvir ou ver o documento?
- Que território, grupo e escala aparecem, e quais ficaram fora?
- As categorias usadas eram autodescrição, classificação estatal ou rótulo posterior?
- Quais recursos e relações tornaram a fonte possível?
- Qual evidência independente confirma, limita ou contradiz a afirmação?
- O que permanece incerto e como essa incerteza será escrita?
E.2 Dossiê 1 – A crise de julho sem inevitabilidade
Compare telegramas e decisões de quatro governos entre 23 de julho e 4 de agosto de 1914.
- Separe informação disponível de conhecimento posterior.
- Marque ultimato, garantia, mobilização, declaração e invasão.
- Identifique alternativa percebida em cada etapa.
- Não transforme sistema de alianças em botão automático.
- Conclua distinguindo risco estrutural e decisão imediata.
E.3 Dossiê 2 – Um soldado ou trabalhador colonial
Escolha Índia, Senegal, Caribe, África oriental, Indochina ou China e reconstrua uma trajetória de serviço.
- Verifique recrutamento, contrato, remuneração e rota.
- Localize unidade, porto, frente ou campo de trabalho.
- Compare carta pessoal com registro militar ou administrativo.
- Registre retorno, pensão, migração ou mobilização posterior.
- Evite presumir nacionalismo automático.
E.4 Dossiê 3 – Um tratado e uma fronteira
Escolha Polônia, Tchecoslováquia, Turquia, Iraque ou Palestina.
- Compare mapa anterior, proposta e fronteira resultante.
- Identifique ferrovia, porto, população, defesa e recurso.
- Verifique plebiscito, petição ou ausência de consulta.
- Acompanhe efeitos sobre cidadania e propriedade.
- Explique por que fronteira jurídica não encerrou disputa.
E.5 Dossiê 4 – Trabalho e gênero em guerra
Use fotografia, folha salarial, anúncio, sindicato e memória para estudar um setor.
- Comprove que mulheres já trabalhavam antes da mobilização.
- Compare salário, função, jornada e proteção.
- Observe raça, classe, idade e condição colonial.
- Acompanhe políticas de desmobilização.
- Diferencie visibilidade pública de igualdade material.
E.6 Dossiê 5 – Liga das Nações em funcionamento
Escolha uma petição de mandato, crise de refugiados ou disputa territorial.
- Localize órgão que recebeu o documento.
- Identifique regra de admissibilidade e linguagem de tutela.
- Compare relatório do administrador e voz dos peticionários.
- Registre decisão, adiamento ou silêncio.
- Avalie capacidade sem resumir instituição a sucesso ou fracasso total.
E.7 Dossiê 6 – Crise econômica em uma mercadoria
Escolha café, trigo, açúcar, borracha, algodão, cobre ou petróleo entre 1928 e 1935.
- Construa série de preço com fonte e unidade.
- Localize produtores, intermediários, Estado e compradores.
- Diferencie produção, estoque, renda e exportação.
- Observe trabalho familiar e informal não contabilizado.
- Explique como política nacional alterou efeitos locais.
E.8 Dossiê 7 – Comparar autoritarismos sem chamar todos de fascistas
Compare Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Brasil ou outro caso em cinco critérios.
- Partido e relação com burocracia.
- Mobilização e organização juvenil.
- Violência política e polícia.
- Projeto social, racial e imperial.
- Relação com Igreja, militares e proprietários.
E.9 Dossiê 8 – China e Japão por arquivos concorrentes
Escolha Manchúria, uma cidade ocupada ou uma ferrovia.
- Compare documento japonês, chinês e internacional.
- Identifique vocabulário de ordem, desenvolvimento e segurança.
- Separe propaganda de dado administrativo verificável.
- Localize empresas, exército e autoridades locais.
- Registre resistência e colaboração sob restrições.
E.10 Dossiê 9 – Perseguição e cadeia institucional
Escolha uma política discriminatória ou genocida documentada por arquivo especializado.
- Comece por lei, ordem, registro ou correspondência institucional.
- Identifique órgão, agente, transporte, propriedade e categoria.
- Use testemunho para recuperar experiência sem exploração visual.
- Evite imagens sensacionalistas e respeite licenças.
- Nomeie responsabilidade sem generalizações étnicas ou nacionais.
E.11 Dossiê 10 – Uma independência proclamada em 1945
Escolha Indonésia ou Vietnã e acompanhe os seis meses seguintes.
- Diferencie proclamação, administração, território e reconhecimento.
- Identifique armas, quadros e instituições herdadas da ocupação.
- Compare projeto nacionalista e retorno colonial.
- Observe posição de aliados e populações locais.
- Evite narrar soberania como acontecimento instantâneo.
E.12 Oficina de cronologia conectada
- Selecione seis formações coexistentes em 1919, 1929, 1937, 1941 e 1945.
- Para cada uma, marque receita, trabalho, infraestrutura, representação e coerção.
- Conecte apenas relações demonstráveis por comércio, guerra, migração, império ou diplomacia.
- Use linha tracejada para comparação sem contato direto.
- Acrescente uma fonte primária e uma monografia a cada conexão.
- Classifique cada conclusão como segura, provável, debatida ou desconhecida.
E.13 Oficina de artigo para blog
Um artigo forte pode ser organizado em seis blocos:
- Título-problema, sem ranking: por que 1918 não encerrou os impérios?
- Cena documental curta, com fonte identificada e data.
- Contexto de 150 a 250 palavras que localiza atores e soberanias.
- Três mecanismos comparados: instituição, recurso e contestação.
- Quadro mito versus evidência ou cronologia curta.
- Conclusão que indica o que é seguro, provável e ainda debatido.
Adapte a redação à sua voz, preserve autoria e cite obras consultadas. Imagens, mapas, cartazes e filmes exigem verificação própria de licença. Acervo público não significa automaticamente domínio público.
E.14 Temas de posts seriados
- Por que a Primeira Guerra foi imperial e global.
- O que a Liga das Nações conseguiu fazer fora da segurança militar.
- Como 1919 criou Estados e novas minorias ao mesmo tempo.
- A Marcha do Sal como disputa fiscal e política.
- Etiópia em 1935 e o limite racial da segurança coletiva.
- Por que crise econômica não produz fascismo automaticamente.
- Estado Novo brasileiro e fascismo: semelhanças e diferenças.
- China em guerra antes de 1939.
- Como portos, petróleo e ferrovias conectaram teatros da Segunda Guerra.
- O Holocausto como política de Estado e cadeia institucional.
- Por que 1945 acelerou, mas não concluiu a descolonização.
E.15 Questões de revisão
- Por que mais documentação não elimina silêncio histórico?
- Como alianças diferem de automatismo?
- Por que a Primeira Guerra deve ser estudada por impérios?
- Como trabalho feminino mudou sem criar igualdade imediata?
- O que transformou revolução russa em Estado soviético?
- Por que novos Estados continham minorias?
- Qual a diferença entre mandato e independência?
- Como a OIT alterou a linguagem do trabalho?
- Por que nacionalismos africanos têm história anterior a 1945?
- Como democracia limitada e império coexistiram no Japão?
- O que distingue fascismo de autoritarismo?
- Como a Depressão foi transmitida entre países e colônias?
- Por que 1937 pode ser início asiático da Segunda Guerra?
- Como coalizões e logística explicam vitória aliada?
- Por que o Holocausto exige estudo de instituições e ideologia?
- Por que 1945 não encerrou colonialismo?
E.16 Rubrica para avaliar uma resposta
| Critério | Excelente | Satisfatório | Precisa revisão |
|---|---|---|---|
| Cronologia | Distingue processos antes e depois da data | Usa datas corretas | Transforma data em causa única |
| Evidência | Identifica autor, gênero, escala e limite | Cita fonte com cautela | Repete propaganda como fato |
| Comparação | Compara mecanismo e explica diferença | Nota semelhança geral | Faz ranking de povos ou regimes |
| Agência | Localiza escolhas sob restrições | Menciona resistência | Apaga atores locais |
| Conceito | Define império, fascismo ou soberania no uso | Emprega termo de modo coerente | Usa rótulo sem critério |
| Ética | Trata vítimas e testemunhos com dignidade | Evita sensacionalismo | Explora sofrimento ou generaliza culpa |
Integridade acadêmica: Adaptar ou reorganizar a síntese exige interpretação própria e referências verificáveis. Trocar palavras sem compreender o argumento não cria autoria; documentar escolhas e fontes cria trabalho publicável.