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Biblioteca CENC

Biblioteca digital de história e pensamento

Bibliografia comentada

Abu-Lughod, Janet L. Before European Hegemony: The World System A.D. 1250-1350. Oxford University Press, 1989. Clássico sobre circuitos inter-regionais no século XIII. Sua linguagem de “sistema mundial” é produtiva, mas não encerra a discussão sobre alcance e integração. Borgolte, Michael. World History as the History of Foundations, 3000 BCE to 1500 CE. Brill, 2019. Compara…

Sínteses, comparação e método

Abu-Lughod, Janet L. Before European Hegemony: The World System A.D. 1250-1350. Oxford University Press, 1989. Clássico sobre circuitos inter-regionais no século XIII. Sua linguagem de “sistema mundial” é produtiva, mas não encerra a discussão sobre alcance e integração.

Borgolte, Michael. World History as the History of Foundations, 3000 BCE to 1500 CE. Brill, 2019. Compara fundações religiosas e sociais e ajuda a observar instituições duráveis além de dinastias.

Burbank, Jane; Cooper, Frederick. Empires in World History: Power and the Politics of Difference. Princeton University Press, 2010. Oferece a noção de “política da diferença” usada ao longo deste volume; deve ser combinada a pesquisas regionais.

Cook, Michael. A History of the Muslim World: From Its Origins to the Dawn of Modernity. Princeton University Press, 2024. Síntese ampla, útil para ligar califados, sultanatos e sociedades islâmicas sem reduzir o mundo muçulmano a um único centro.

Hansen, Valerie. The Year 1000: When Explorers Connected the World—and Globalization Began. Scribner, 2020. Introdução acessível às conexões por volta do ano 1000. A tese de globalização é deliberadamente forte e precisa ser testada contra limites regionais.

Lieberman, Victor. Strange Parallels: Southeast Asia in Global Context, c. 800-1830. Cambridge University Press, 2003-2009, 2 volumes. Comparação de consolidação política e ritmos continentais; importante para evitar que o Sudeste Asiático apareça como periferia passiva.

Wickham, Chris. Medieval Europe. Yale University Press, 2016. Síntese clara sobre Europa, adequada para enquadrar diferenças internas e evitar narrativas de progresso inevitável.

Song, Liao, Xi Xia e Jin

Ebrey, Patricia Buckley. The Cambridge Illustrated History of China. Cambridge University Press, 2ª edição, 2010. Porta de entrada visual e política, com capítulos úteis para Song e Yuan.

Kuhn, Dieter. The Age of Confucian Rule: The Song Transformation of China. Belknap Press, 2009. Síntese temática sobre governo, economia, vida urbana, tecnologia e cultura Song.

Lorge, Peter. The Reunification of China: Peace through War under the Song Dynasty. Cambridge University Press, 2015. Reavalia a fundação Song e mostra por que a dinastia não deve ser descrita simplesmente como antimilitar.

McDermott, Joseph P.; Shiba, Yoshinobu, orgs. The Cambridge History of China, volume 5, parte 2: Sung China, 960-1279. Cambridge University Press, 2015. Capítulos de referência sobre economia, sociedade, educação, religião e instituições.

Smith, Paul Jakov; von Glahn, Richard, orgs. The Song-Yuan-Ming Transition in Chinese History. Harvard University Asia Center, 2003. Investiga continuidades e rupturas entre 960 e 1644; especialmente útil contra fronteiras dinásticas rígidas.

von Glahn, Richard. The Economic History of China: From Antiquity to the Nineteenth Century. Cambridge University Press, 2016. Base para fiscalidade, moeda, mercados e produção; permite qualificar a expressão “revolução econômica Song”.

Standen, Naomi. Unbounded Loyalty: Frontier Crossings in Liao China. University of Hawai‘i Press, 2007. Estudo essencial de mobilidade e lealdades na fronteira entre Liao e Song.

Dunnell, Ruth W. The Great State of White and High: Buddhism and State Formation in Eleventh-Century Xia. University of Hawai‘i Press, 1996. Mostra como Xi Xia combinou construção estatal, patronato budista e escrita própria.

Franke, Herbert; Twitchett, Denis, orgs. The Cambridge History of China, volume 6: Alien Regimes and Border States, 907-1368. Cambridge University Press, 1994. Referência para Liao, Xi Xia, Jin e Yuan; o rótulo “alien” no título deve ser lido criticamente.

Tao, Jing-shen. The Jurchen in Twelfth-Century China. University of Washington Press, 1976. Estudo clássico sobre formação e governo Jin; use junto a trabalhos posteriores sobre identidade e instituições.

Smith, Paul Jakov. Taxing Heaven's Storehouse: Horses, Bureaucrats, and the Destruction of the Sichuan Tea Industry, 1074-1224. Council on East Asian Studies, Harvard University, 1991. Estudo fundamental sobre fiscalidade, cavalos, chá e burocracia Song; mostra como política de fronteira e finanças estavam ligadas.

Mote, Frederick W. Imperial China, 900-1800. Harvard University Press, 1999. Síntese de longa duração especialmente útil para Liao, Song, Xi Xia, Jin e Yuan; deve ser combinada com monografias mais recentes.

Wittfogel, Karl A.; Feng Chia-sheng. History of Chinese Society: Liao (907-1125). American Philosophical Society, 1949. Obra clássica e documentalmente rica sobre Liao; categorias e interpretações refletem também a historiografia de meados do século XX.

Sultanatos, califas e sociedades islâmicas

Berkey, Jonathan P. The Formation of Islam: Religion and Society in the Near East, 600-1800. Cambridge University Press, 2003. Síntese social de instituições, saber religioso e autoridade, útil para ir além de sucessões políticas.

Kennedy, Hugh. The Prophet and the Age of the Caliphates. Routledge, 4ª edição, 2023. Referência narrativa para a transição abássida e o contexto no qual sultões adquiriram poder.

Peacock, A. C. S. The Great Seljuk Empire. Edinburgh University Press, 2015. Síntese atualizada sobre governo, dinastia, cultura e geografia seljúcida.

Peacock, A. C. S.; Yıldız, Sara Nur, orgs. The Seljuks of Anatolia: Court and Society in the Medieval Middle East. I. B. Tauris, 2013. Coletânea que situa os seljúcidas da Anatólia em redes islâmicas, bizantinas e armênias.

Mottahedeh, Roy. Loyalty and Leadership in an Early Islamic Society. Princeton University Press, 1980. Reconstrói relações de lealdade no Irã e Iraque buyidas; oferece vocabulário para compreender poderes que precederam os seljúcidas.

Makdisi, George. The Rise of Colleges: Institutions of Learning in Islam and the West. Edinburgh University Press, 1981. Estudo influente sobre madrasa e transmissão do saber; as comparações com a Europa permanecem debatidas.

Chamberlain, Michael. Knowledge and Social Practice in Medieval Damascus, 1190-1350. Cambridge University Press, 1994. Demonstra como educação, famílias e patronato organizavam elites sem burocracia moderna.

Brett, Michael. The Fatimid Empire. Edinburgh University Press, 2017. Síntese do califado fatímida e de sua inserção mediterrânica e africana.

Bennison, Amira K. The Almoravid and Almohad Empires. Edinburgh University Press, 2016. Referência para Magrebe e al-Andalus, tratando os dois impérios como formações africanas e mediterrânicas.

Kennedy, Hugh. Caliphate: The History of an Idea. Basic Books, 2016. História de longa duração do conceito e das instituições califais; útil para distinguir autoridade simbólica, poder político e reinvenções posteriores.

Aiúbidas, mamelucos, cruzadas e Bizâncio

Eddé, Anne-Marie. Saladin. Harvard University Press, 2011. Biografia crítica que separa o governante histórico de memórias posteriores.

Hillenbrand, Carole. The Crusades: Islamic Perspectives. Edinburgh University Press, 1999. Reúne fontes e interpretações muçulmanas, corrigindo uma historiografia centrada apenas nos cruzados latinos.

Irwin, Robert. The Middle East in the Middle Ages: The Early Mamluk Sultanate, 1250-1382. Southern Illinois University Press, 1986. Introdução institucional e política ao primeiro século mameluco.

Amitai, Reuven. Mongols and Mamluks: The Mamluk-Ilkhanid War, 1260-1281. Cambridge University Press, 1995. Examina guerra, diplomacia e adaptação militar sem transformar ʿAyn Jalut em explicação única.

Tyerman, Christopher. God’s War: A New History of the Crusades. Belknap Press, 2006. Síntese extensa sobre ideologia, logística e participantes; deve ser lida com estudos do Mediterrâneo oriental.

MacEvitt, Christopher. The Crusades and the Christian World of the East: Rough Tolerance. University of Pennsylvania Press, 2008. Centra cristãos orientais e mostra alianças e tensões que a oposição “cristãos versus muçulmanos” apaga.

Kaldellis, Anthony. The New Roman Empire: A History of Byzantium. Oxford University Press, 2023. Síntese recente que leva a sério a identidade romana do império e revisa explicações tradicionais.

Harris, Jonathan. Byzantium and the Crusades. Bloomsbury, 3ª edição, 2022. Introdução equilibrada às relações entre romanos orientais e cruzados latinos.

Magdalino, Paul. The Empire of Manuel I Komnenos, 1143-1180. Cambridge University Press, 1993. Estudo detalhado do governo, da diplomacia e da imagem imperial no século XII.

Angold, Michael. The Fourth Crusade: Event and Context. Routledge, 2003. Situa 1204 em processos políticos mais longos e ajuda a distinguir evento, causa e memória.

Hillenbrand, Carole. Turkish Myth and Muslim Symbol: The Battle of Manzikert. Edinburgh University Press, 2007. Estuda a batalha de 1071 e, sobretudo, sua transformação em memória política; excelente exemplo de crítica entre evento e mito nacional.

Mongóis e Ásia interior

Morgan, David. The Mongols. Wiley-Blackwell, 2ª edição, 2007. Introdução clássica e concisa a fontes, conquistas e estados sucessores.

May, Timothy. The Mongol Empire. Edinburgh University Press, 2018. Síntese atualizada sobre expansão, administração, economia e legado.

Jackson, Peter. The Mongols and the Islamic World: From Conquest to Conversion. Yale University Press, 2017. Obra de referência sobre relações mongol-islâmicas, do conflito à formação do Ilcanato.

Allsen, Thomas T. Culture and Conquest in Mongol Eurasia. Cambridge University Press, 2001. Analisa circulação de especialistas, conhecimentos e bens entre China, Irã e outros domínios mongóis.

Allsen, Thomas T. Commodity and Exchange in the Mongol Empire. Cambridge University Press, 1997. Mostra que redistribuição imperial e comércio eram inseparáveis de patronato e poder.

Biran, Michal. Chinggis Khan. Oneworld, 2007. Biografia sintética atenta a memórias diferentes dentro e fora da Mongólia.

Broadbridge, Anne F. Women and the Making of the Mongol Empire. Cambridge University Press, 2018. Recoloca mulheres dinásticas no centro da sucessão, diplomacia e gestão patrimonial.

Favereau, Marie. The Horde: How the Mongols Changed the World. Belknap Press, 2021. Estudo da Horda de Ouro como ordem política durável, não simples resíduo de conquista.

Biran, Michal. The Empire of the Qara Khitai in Eurasian History: Between China and the Islamic World. Cambridge University Press, 2005. Referência central para o Qara Khitai/Western Liao e para conexões institucionais entre Ásia oriental, Central e mundo islâmico.

Golden, Peter B. Central Asia in World History. Oxford University Press, 2011. Síntese de longa duração da Ásia Central, útil para turcos, confederações, rotas e relações com impérios agrários.

Christian, David. A History of Russia, Central Asia and Mongolia. Vol. 1: Inner Eurasia from Prehistory to the Mongol Empire. Blackwell, 1998. Síntese de longa duração para a Eurásia interior; use em conjunto com estudos regionais mais recentes.

Beckwith, Christopher I. Empires of the Silk Road: A History of Central Eurasia from the Bronze Age to the Present. Princeton University Press, 2009. Interpretação ampla da Eurásia Central e de suas formações imperiais; suas teses mais abrangentes devem ser comparadas com bibliografia especializada.

Kapstein, Matthew T. The Tibetans. Blackwell, 2006. Introdução de referência à história, religião e formação política tibetanas, útil para relações entre Tibete, Ásia Central e China.

Sul e Sudeste Asiático

Singh, Upinder. A History of Ancient and Early Medieval India. Pearson, 2008. Síntese apoiada em inscrições, arqueologia e textos; excelente base para aprender a confrontar tipos de fonte.

Karashima, Noboru. A Concise History of South India: Issues and Interpretations. Oxford University Press, 2014. Síntese cuidadosa de Cholas e outras formações do Sul, com atenção a inscrições e história agrária.

Stein, Burton. Peasant State and Society in Medieval South India. Oxford University Press, 1980. Formula o influente modelo do “Estado segmentário”; use-o como hipótese histórica debatida, não como descrição automática.

Veluthat, Kesavan. The Political Structure of Early Medieval South India. Orient Blackswan, 2012. Reavalia poder, templos e relações locais com base em epigrafia.

Eaton, Richard M. India in the Persianate Age, 1000-1765. University of California Press, 2019. Enquadra fronteiras culturais e políticas do norte da Índia sem tratar “hindu” e “muçulmano” como blocos imóveis.

Jackson, Peter. The Delhi Sultanate: A Political and Military History. Cambridge University Press, 1999. Referência para os sultanatos de Délhi e para sua relação com a expansão mongol.

Hall, Kenneth R. A History of Early Southeast Asia. Rowman & Littlefield, 2011. Integra portos, agricultura e estados regionais sem reduzir a região a influências indianas ou chinesas.

Miksic, John N.; Goh, Geok Yian. Ancient Southeast Asia. Routledge, 2017. Síntese arqueológica abrangente para Angkor, Pagan, Champa, Java e redes marítimas.

Higham, Charles. The Civilization of Angkor. University of California Press, 2001. Introdução arqueológica clara; complemente-a com pesquisas recentes sobre urbanismo e água.

Aung-Thwin, Michael A. The Mists of Ramanna: The Legend That Was Lower Burma. University of Hawai‘i Press, 2005. Exemplo importante de crítica a tradições historiográficas usadas para explicar a formação de Pagan.

Taylor, Keith W. A History of the Vietnamese. Cambridge University Press, 2013. Síntese de longa duração, útil para Đại Việt, Champa e relações com Song e Yuan.

Aung-Thwin, Michael A. Pagan: The Origins of Modern Burma. University of Hawai'i Press, 1985. Estudo clássico da formação de Pagan, instituições, doações e poder regional; deve ser lido junto à arqueologia e à revisão historiográfica posterior do próprio autor.

Manguin, Pierre-Yves; Mani, A.; Wade, Geoff, orgs. Early Interactions between South and Southeast Asia: Reflections on Cross-Cultural Exchange. ISEAS Publishing, 2011. Coletânea sobre circulação, arqueologia, religião e contatos de longa duração entre Sul e Sudeste Asiático.

Chaudhuri, K. N. Trade and Civilisation in the Indian Ocean: An Economic History from the Rise of Islam to 1750. Cambridge University Press, 1985. Síntese clássica das estruturas marítimas do Índico; útil como quadro de longa duração, com hipóteses a confrontar com pesquisas mais recentes.

Margariti, Roxani Eleni. Aden and the Indian Ocean Trade: 150 Years in the Life of a Medieval Arabian Port. University of North Carolina Press, 2007. Reconstrói Aden por textos da Geniza, fontes árabes, arqueologia e ambiente, conectando porto, Estado e mercadores.

Lambourn, Elizabeth A. Abraham's Luggage: A Social Life of Things in the Medieval Indian Ocean World. Cambridge University Press, 2018. Usa documentos da Geniza para reconstruir objetos, mobilidade e vida material nas rotas do Índico.

Goldberg, Jessica L. Trade and Institutions in the Medieval Mediterranean: The Geniza Merchants and Their Business World. Cambridge University Press, 2012. Estudo fundamental das redes comerciais da Geniza, instituições, agentes e gestão de risco no Mediterrâneo islâmico.

Coreia e Japão

Seth, Michael J. A Concise History of Korea: From Antiquity to the Present. 3ª ed. Rowman & Littlefield, 2020. Introdução segura a Goryeo, com atenção a relações regionais e aos usos modernos do passado.

Shultz, Edward J. Generals and Scholars: Military Rule in Medieval Korea. University of Hawai‘i Press, 2000. Analisa a tomada de poder militar em Goryeo e as instituições que sobreviveram a ela.

Lee, Ki-baik. A New History of Korea. Harvard University Press, 1984. Síntese clássica; útil como ponto de partida, mas deve ser atualizada por arqueologia e estudos mais recentes.

Farris, William Wayne. Japan to 1600: A Social and Economic History. University of Hawai‘i Press, 2009. Corrige narrativas apenas políticas com demografia, agricultura, doença e produção.

Friday, Karl F. Samurai, Warfare and the State in Early Medieval Japan. Routledge, 2004. Estudo de instituições guerreiras e de sua relação com corte e províncias.

Mass, Jeffrey P. Yoritomo and the Founding of the First Bakufu. Stanford University Press, 1999. Reconstrói a formação do governo de Kamakura e evita projetar um xogunato plenamente desenvolvido desde 1192.

Conlan, Thomas D. In Little Need of Divine Intervention. Cornell East Asia Series, 2001. Usa o rolo das invasões mongóis e outros registros para reavaliar a defesa do Japão.

África, Sahel, vale do Nilo e oceano Índico

Niane, D. T., org. General History of Africa, volume IV: Africa from the Twelfth to the Sixteenth Century. UNESCO, 1984. Obra coletiva indispensável e de acesso aberto; alguns capítulos refletem o estágio das pesquisas na época e pedem atualização.

Fauvelle, François-Xavier. The Golden Rhinoceros: Histories of the African Middle Ages. Princeton University Press, 2018. Ensaios que combinam vestígio, texto e hipótese sem esconder lacunas documentais.

Gomez, Michael A. African Dominion: A New History of Empire in Early and Medieval West Africa. Princeton University Press, 2018. Grande síntese sobre Gana, Mali e formações relacionadas, crítica a cronologias excessivamente simples.

Levtzion, Nehemia; Hopkins, J. F. P., orgs. Corpus of Early Arabic Sources for West African History. Cambridge University Press, 1981; reimpressão, Markus Wiener, 2000. Reúne traduções fundamentais; cada autor precisa ser localizado por data, gênero e distância geográfica.

McIntosh, Susan Keech, org. Beyond Chiefdoms: Pathways to Complexity in Africa. Cambridge University Press, 1999. Ajuda a evitar uma escada universal de evolução estatal.

Welsby, Derek A. The Medieval Kingdoms of Nubia. British Museum Press, 2002. Síntese de arqueologia, arquitetura, textos e relações entre Makuria, Alodia e vizinhos.

Horton, Mark; Middleton, John. The Swahili: The Social Landscape of a Mercantile Society. Blackwell, 2000. Demonstra a formação africana e costeira da sociedade suaíli.

Chirikure, Shadreck. Great Zimbabwe: Reclaiming a “Confiscated” Past. Routledge, 2020. Reúne arqueologia e história da interpretação, essencial para desmontar atribuições coloniais sem evidência.

Insoll, Timothy. The Archaeology of Islam in Sub-Saharan Africa. Cambridge University Press, 2003. Compara islamização, materialidade e comércio em diferentes regiões africanas.

Américas entre c. 1000 e 1300

Pauketat, Timothy R. Cahokia: Ancient America’s Great City on the Mississippi. Penguin, 2009. Introdução acessível ao sítio e a sua escala; confira estimativas populacionais em trabalhos arqueológicos especializados.

Milner, George R. The Cahokia Chiefdom: The Archaeology of a Mississippian Society. Smithsonian Institution Press, 1998. Estudo arqueológico de referência sobre assentamento, população e organização regional.

Diehl, Richard A. Tula: The Toltec Capital of Ancient Mexico. Thames & Hudson, 1983. Síntese arqueológica clássica; interpretações sobre “império tolteca” continuam discutidas.

Evans, Susan Toby. Ancient Mexico and Central America: Archaeology and Culture History. 3ª ed. Thames & Hudson, 2013. Manual amplo para Tula, sociedades pós-clássicas e comparação regional.

Webster, David. The Fall of the Ancient Maya: Solving the Mystery of the Maya Collapse. Thames & Hudson, 2002. Introduz debates sobre transformações maias; o título “queda” deve ser corrigido pela continuidade de cidades e comunidades.

Quilter, Jeffrey. The Ancient Central Andes. Routledge, 2014. Síntese arqueológica para Wari, Chimú e outras formações andinas.

Moseley, Michael E. The Incas and Their Ancestors: The Archaeology of Peru. Edição revista. Thames & Hudson, 2001. Enquadra Chimú e antecedentes andinos em longa duração.

Fontes primárias em edições modernas

de Rachewiltz, Igor, trad. The Secret History of the Mongols: A Mongolian Epic Chronicle of the Thirteenth Century. Brill, 2004. Tradução anotada de uma fonte central, construída para uma audiência dinástica e preservada por transmissão posterior.

Juvaini, Ata-Malik. The History of the World-Conqueror. Tradução de J. A. Boyle. Harvard University Press, 1958. Crônica persa escrita por um servidor dos conquistadores; informa e legitima ao mesmo tempo.

Rashid al-Din. Jamiʿu’t-Tawarikh: Compendium of Chronicles. Tradução e edição de Wheeler M. Thackston. Harvard University, 1998-1999. Projeto historiográfico ilcânida de alcance extraordinário, dependente de informantes e objetivos cortesãos.

Anna Komnene. The Alexiad. Traduções modernas de E. R. A. Sewter e Peter Frankopan. Relato de uma autora imperial sobre o reinado de Aleixo I; sua posição familiar é fonte e viés.

Fulcher of Chartres. A History of the Expedition to Jerusalem, 1095-1127. Tradução de Frances Rita Ryan. University of Tennessee Press, 1969. Narrativa latina de participante da Primeira Cruzada; compare fases de composição e outras testemunhas.

Usama ibn Munqidh. The Book of Contemplation: Islam and the Crusades. Tradução de Paul M. Cobb. Penguin, 2008. Memórias e exempla de um aristocrata sírio; não são fotografia neutra das relações cotidianas.

Ibn al-Athir. The Chronicle of Ibn al-Athir for the Crusading Period. Tradução de D. S. Richards. Ashgate, 2006-2008, 3 volumes. Perspectiva de um cronista de Mosul, útil para cruzadas, zênguidas, aiúbidas e mongóis.

Zhao Rugua. Zhu Fan Zhi: A Description of Barbarous Peoples. Tradução clássica de Friedrich Hirth e W. W. Rockhill, 1911; consulte reavaliações modernas. Compilação Song sobre comércio marítimo, intermediada por informantes e categorias chinesas.

The Cairo Genizah. Documentos editados em séries como India Traders of the Middle Ages, de S. D. Goitein e Mordechai A. Friedman. University of Utah Press. Cartas mercantis revelam redes e famílias, mas sobreviveram por circunstância excepcional.

South Indian Inscriptions. Archaeological Survey of India, série em vários volumes. Edições de inscrições cholas e outras, a serem citadas por volume, número, língua, lugar e data proposta.

Takezaki Suenaga. Mōko shūrai ekotoba, ou rolos ilustrados das invasões mongóis. Consulte fac-símile institucional e estudo de Thomas Conlan. Imagens foram compostas e alteradas em momentos diferentes; não são registro fotográfico.

Al-Idrisi. The Book of Roger. Traduções e estudos parciais. Geografia do século XII produzida na Sicília para uma corte multicultural; distingue relato direto, informação transmitida e convenção cartográfica.