História global, impérios e comparação
BAYLY, C. A. The Birth of the Modern World, 1780-1914. Blackwell, 2004. Síntese global influente sobre conexões, Estado e mudança social.
BENTON, Lauren. A Search for Sovereignty: Law and Geography in European Empires, 1400-1900. Cambridge University Press, 2010. Explica corredores, enclaves e jurisdições irregulares.
BURBANK, Jane; COOPER, Frederick. Empires in World History: Power and the Politics of Difference. Princeton University Press, 2010. Compara estratégias imperiais de governo da diferença.
CONRAD, Sebastian. What Is Global History? Princeton University Press, 2016. Guia metodológico para conexões e escalas.
COOPER, Frederick. Colonialism in Question. University of California Press, 2005. Discute conceitos de identidade, modernidade e globalização com precisão histórica.
DARWIN, John. After Tamerlane: The Global History of Empire since 1405. Bloomsbury, 2007. Narrativa de longa duração sobre persistência imperial.
DARWIN, John. Unfinished Empire: The Global Expansion of Britain. Bloomsbury, 2012. Interpreta expansão britânica como processo irregular e negociado.
HOBSBAWM, Eric. The Age of Revolution, 1789-1848. Vintage, edições diversas. Síntese clássica; deve ser complementada por historiografia global e colonial recente.
OSTERHAMMEL, Jürgen. The Transformation of the World: A Global History of the Nineteenth Century. Princeton University Press, 2014. Obra ampla sobre mobilidade, Estado, trabalho e conhecimento.
POMERANZ, Kenneth; TOPIK, Steven. The World That Trade Created. Routledge, edições diversas. Ensaios acessíveis sobre mercadorias e redes globais.
VRIES, Peer. Escaping Poverty: The Origins of Modern Economic Growth. Vienna University Press, 2013. Síntese comparativa sobre crescimento econômico moderno e divergências regionais; útil em contraponto a Pomeranz e Parthasarathi.
Qing, Japão, Coreia e mares asiáticos
CROSSLEY, Pamela Kyle. A Translucent Mirror: History and Identity in Qing Imperial Ideology. University of California Press, 1999. Analisa identidades e linguagens multiétnicas Qing.
FAIRBANK, John K. Trade and Diplomacy on the China Coast. Harvard University Press, 1953. Estudo clássico sobre sistema de tratados; usar com revisões recentes.
JANSEN, Marius B. The Making of Modern Japan. Harvard University Press, 2000. Síntese extensa da ordem Tokugawa à transformação Meiji.
LOVELL, Julia. The Opium War. Picador, 2011. Integra guerra, memória e relações sino-britânicas.
MILLWARD, James A. Eurasian Crossroads: A History of Xinjiang. Columbia University Press, 2007. História regional indispensável para expansão Qing.
PERDUE, Peter C. China Marches West. Harvard University Press, 2005. Estudo decisivo da conquista Qing na Ásia interior.
PLATT, Stephen R. Imperial Twilight. Knopf, 2018. Reconstrói Cantão, comércio e decisões anteriores à Guerra do Ópio.
ROWE, William T. China's Last Empire: The Great Qing. Harvard University Press, 2009. Síntese institucional e social acessível.
TOBY, Ronald P. State and Diplomacy in Early Modern Japan. Stanford University Press, 1984. Corrige a noção de isolamento Tokugawa.
WONG, R. Bin. China Transformed. Cornell University Press, 1997. Comparação entre desenvolvimento estatal chinês e europeu.
BERRY, Mary Elizabeth. Japan in Print: Information and Nation in the Early Modern Period. University of California Press, 2006. Estuda a expansão da informação impressa e a construção de horizontes nacionais no Japão Tokugawa.
HABOUSH, JaHyun Kim. The Confucian Kingship in Korea: Yôngjo and the Politics of Sagacity. Columbia University Press, 2001. Analisa realeza, retórica confuciana e política na Coreia do século XVIII.
LIEBERMAN, Victor. Strange Parallels: Southeast Asia in Global Context, c. 800-1830. 2 vols. Cambridge University Press, 2003 e 2009. Comparação de longa duração entre Sudeste Asiático e outras regiões eurasiáticas.
WOODSIDE, Alexander. Vietnam and the Chinese Model: A Comparative Study of Vietnamese and Chinese Government in the First Half of the Nineteenth Century. Harvard University Press, 1971. Comparação institucional clássica para Vietnã e China; deve ser lida com historiografia posterior.
POLACHEK, James M. The Inner Opium War. Harvard University Asia Center, 1992. Estuda os conflitos políticos internos Qing associados à crise do ópio e à guerra.
CHEN, Song-Chuan. Merchants of War and Peace: British Knowledge of China in the Making of the Opium War. Hong Kong University Press, 2017. Reconstrói como conhecimento, interesses mercantis e percepções britânicas contribuíram para a guerra.
Sul da Ásia e governo de companhia
ALAVI, Seema. The Sepoys and the Company. Oxford University Press, 1995. Analisa recrutamento e cultura militar de soldados indianos.
BAYLY, C. A. Indian Society and the Making of the British Empire. Cambridge University Press, 1988. Mostra como redes indianas moldaram o Estado colonial.
DALRYMPLE, William. The Anarchy. Bloomsbury, 2019. Narrativa documentada da ascensão territorial da EIC, adequada como entrada.
MARSHALL, P. J. Bengal: The British Bridgehead. Cambridge University Press, 1987. Examina formação do poder britânico em Bengala.
PARTHASARATHI, Prasannan. Why Europe Grew Rich and Asia Did Not. Cambridge University Press, 2011. Compara trabalho, têxteis e energia na grande divergência.
TRAVERS, Robert. Ideology and Empire in Eighteenth-Century India. Cambridge University Press, 2007. Estuda como britânicos reinterpretaram soberania mogol.
WASHBROOK, David. India, 1818-1860: The Two Faces of Colonialism. Em Oxford History of the British Empire. Analisa expansão e limites do Estado colonial.
Otomanos, Egito, Irã e Rússia
AKSAN, Virginia H. Ottoman Wars, 1700-1870. Routledge, 2007. Integra reforma, logística e transformação militar.
AMANAT, Abbas. Iran: A Modern History. Yale University Press, 2017. Síntese ampla do Irã qajar e suas heranças.
ETKIND, Alexander. Internal Colonization. Polity, 2011. Interpretação provocadora da expansão e coerção russas.
FAHMY, Khaled. All the Pasha's Men. American University in Cairo Press, 1997. Reconstrói exército e Estado de Muhammad Ali a partir de seus custos sociais.
HUGHES, Lindsey. Russia in the Age of Peter the Great. Yale University Press, 1998. Estudo detalhado de reforma, sociedade e cultura.
KOLLMANN, Nancy Shields. The Russian Empire, 1450-1801. Oxford University Press, 2017. Síntese de governo, lei e expansão.
LIEVEN, Dominic. Empire: The Russian Empire and Its Rivals. Yale University Press, 2000. Compara recursos e estratégias imperiais.
QUATAERT, Donald. The Ottoman Empire, 1700-1922. Cambridge University Press, 2005. Introdução concisa que rejeita declínio simples.
SUNDERLAND, Willard. Taming the Wild Field. Cornell University Press, 2004. Explica colonização da estepe russa.
TEZCAN, Baki. The Second Ottoman Empire. Cambridge University Press, 2010. Reinterpreta transformação política dos séculos XVII e XVIII.
HANIOĞLU, M. Şükrü. A Brief History of the Late Ottoman Empire. Princeton University Press, 2008. Síntese do período 1789-1918, especialmente útil para reformas e transformação do Estado otomano.
HARTLEY, Janet M. Siberia: A History of the People. Yale University Press, 2014. História social da expansão, colonização, exílio e vida cotidiana na Sibéria ao longo de quatro séculos.
África, escravização e abolição
AJAYI, J. F. Ade, ed. General History of Africa, vol. VI: Africa in the Nineteenth Century until the 1880s. UNESCO, 1989. Síntese coletiva centrada em processos africanos.
BROWN, Christopher Leslie. Moral Capital: Foundations of British Abolitionism. University of North Carolina Press, 2006. Analisa política e legitimidade abolicionista.
DRESCHER, Seymour. Abolition: A History of Slavery and Antislavery. Cambridge University Press, 2009. Comparação global de escravidão e abolição.
ELTIS, David; RICHARDSON, David. Atlas of the Transatlantic Slave Trade. Yale University Press, 2010. Mapas e estimativas baseadas no projeto SlaveVoyages.
HAMILTON, Carolyn, ed. The Mfecane Aftermath. Wits University Press, 1995. Reúne debate sobre história da África austral.
LAST, Murray. The Sokoto Caliphate. Longman, 1967. Estudo clássico de formação e instituições de Sokoto.
LOVEJOY, Paul E. Transformations in Slavery. Cambridge University Press, 3. ed., 2011. Analisa regimes africanos e conexões externas.
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. Companhia das Letras, edições diversas. Reconstrução rigorosa de política africana e urbana na Bahia.
SOARES, Marisa de Carvalho. Devotos da cor. Civilização Brasileira, 2000. Estuda identidade, religião e africanos no Rio colonial.
THORNTON, John K. Africa and Africans in the Making of the Atlantic World, 1400-1800. Cambridge University Press, 2. ed., 1998. Centraliza instituições africanas na formação atlântica.
WILKS, Ivor. Asante in the Nineteenth Century. Cambridge University Press, 1975. Análise clássica de governo, economia e expansão Asante.
Revoluções atlânticas e independências
ADELMAN, Jeremy. Sovereignty and Revolution in the Iberian Atlantic. Princeton University Press, 2006. Conecta crise dinástica e independências ibero-americanas.
ARMITAGE, David. The Declaration of Independence: A Global History. Harvard University Press, 2007. Segue circulação internacional de linguagem de independência.
DUBOIS, Laurent. Avengers of the New World. Harvard University Press, 2004. Síntese acessível e rigorosa da Revolução Haitiana.
FERRER, Ada. Freedom's Mirror. Cambridge University Press, 2014. Compara Haiti, Cuba e a política da escravidão.
HUNT, Lynn. Politics, Culture, and Class in the French Revolution. University of California Press, 1984. Analisa símbolos e cultura política.
JAMES, C. L. R. The Black Jacobins. Vintage, edições diversas. Obra clássica que recolocou Haiti no centro; ler com estudos posteriores.
LYNCH, John. The Spanish American Revolutions, 1808-1826. W. W. Norton, 2. ed., 1986. Síntese política tradicional, útil quando complementada por história social.
PIMENTA, João Paulo. Independência do Brasil e a experiência hispano-americana. Hucitec, 2015. Insere a separação brasileira em contexto continental.
RODRÍGUEZ O., Jaime E. The Independence of Spanish America. Cambridge University Press, 1998. Enfatiza crise constitucional e mundo hispânico.
TAYLOR, Alan. American Revolutions. W. W. Norton, 2016. Integra escravidão, povos indígenas e guerra civil à independência.
HALPERÍN DONGHI, Tulio. The Aftermath of Revolution in Latin America. Harper & Row, 1973. Síntese clássica sobre os problemas políticos e sociais do pós-independência hispano-americano.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. Companhia das Letras, 2015. Síntese ampla da história brasileira, útil para a independência quando combinada com estudos especializados.
Europa, Iluminismos e Napoleão
BROERS, Michael. Europe Under Napoleon, 1799-1815. Arnold, 1996. Examina administração e ocupação continental.
DARNTON, Robert. The Literary Underground of the Old Regime. Harvard University Press, 1982. Estuda circulação clandestina e cultura impressa.
DOYLE, William. The Oxford History of the French Revolution. Oxford University Press, edições diversas. Síntese narrativa com atenção institucional.
GOODMAN, Dena. The Republic of Letters. Cornell University Press, 1994. Analisa salões, gênero e Iluminismo francês.
JARRETT, Mark. The Congress of Vienna and Its Legacy. I.B. Tauris, 2013. Reconstrói diplomacia e sistema de congressos.
MUTHU, Sankar. Enlightenment Against Empire. Princeton University Press, 2003. Recupera críticas iluministas ao imperialismo.
OUTRAM, Dorinda. The Enlightenment. Cambridge University Press, edições diversas. Introdução equilibrada a ideias e práticas.
SPERBER, Jonathan. The European Revolutions, 1848-1851. Cambridge University Press, 2. ed., 2005. Estudo comparativo de revolução e reação.
WOLOCH, Isser. Napoleon and His Collaborators. W. W. Norton, 2001. Mostra administração napoleônica como obra coletiva.
ISRAEL, Jonathan I. Radical Enlightenment: Philosophy and the Making of Modernity, 1650-1750. Oxford University Press, 2001. Interpretação influente sobre correntes radicais do Iluminismo e suas redes intelectuais.
ROTHSCHILD, Emma. Economic Sentiments: Adam Smith, Condorcet, and the Enlightenment. Harvard University Press, 2001. Reavalia economia política, sentimento moral e pensamento iluminista.
DWYER, Philip. Napoleon: The Path to Power. Yale University Press, 2009. Biografia política e militar da ascensão de Napoleão, útil quando combinada com estudos institucionais e imperiais.
Industrialização, trabalho e ambiente
ALLEN, Robert C. The British Industrial Revolution in Global Perspective. Cambridge University Press, 2009. Explicação por salários, energia e incentivos; permanece debatida.
BECKERT, Sven. Empire of Cotton. Knopf, 2014. Conecta algodão, escravidão, indústria e império.
BERG, Maxine. The Age of Manufactures, 1700-1820. Routledge, 2. ed., 1994. Destaca inovação anterior à fábrica plena.
GRIFFIN, Emma. Liberty's Dawn. Yale University Press, 2013. Usa autobiografias de trabalhadores para discutir experiência industrial.
MOKYR, Joel. The Enlightened Economy. Yale University Press, 2009. Enfatiza conhecimento e cultura técnica britânica.
POMERANZ, Kenneth. The Great Divergence. Princeton University Press, 2000. Obra central sobre comparações entre Europa e Ásia, carvão e colônias.
RIOUX, Jean-Pierre. The Industrial Revolution, 1780-1880. Secker & Warburg, 1971. Síntese europeia clássica, útil com literatura global recente.
Povos indígenas e colonização de povoamento
HÄMÄLÄINEN, Pekka. Indigenous Continent. Liveright, 2022. Reinterpreta a América do Norte pela centralidade do poder indígena.
ORANGE, Claudia. The Treaty of Waitangi. Bridget Williams Books, edições diversas. Introdução fundamental às versões e disputas do tratado.
PRICE, Richard. Making Empire: Colonial Encounters and the Creation of Imperial Rule in Nineteenth-Century Africa. Cambridge University Press, 2008. Analisa fronteira do Cabo e formação imperial.
REYNOLDS, Henry. The Other Side of the Frontier. UNSW Press, edições diversas. Centraliza resistência aborígene na história australiana.
VERACINI, Lorenzo. Settler Colonialism: A Theoretical Overview. Palgrave Macmillan, 2010. Apresenta conceitos e limites comparativos.
WOLFE, Patrick. Settler Colonialism and the Transformation of Anthropology. Cassell, 1999. Obra teórica influente sobre substituição e terra.
Fontes primárias em edições modernas
ADAMS, Abigail; ADAMS, John. Correspondência em edições críticas e no Massachusetts Historical Society. Permite estudar gênero, guerra e política doméstica.
BOLÍVAR, Simón. Escritos políticos e cartas em edições críticas. Devem ser comparados com arquivos regionais e vozes de soldados e comunidades.
BRITISH PARLIAMENT. Debates e inquéritos sobre fábricas, abolição e Guerra do Ópio. Fontes institucionais que registram conflito, não consenso nacional.
HAITIAN CONSTITUTIONS. Constituições de 1801, 1805 e posteriores em edições acadêmicas. Revelam mudanças de soberania, raça e propriedade.
LIN ZEXU. Carta à rainha Vitória, 1839, em edições pedagógicas comentadas. Fonte de argumentação Qing sobre lei e comércio.
QIANLONG EMPEROR. Editos em resposta à missão Macartney, 1793. Devem ser lidos com protocolos diplomáticos e documentação comercial.
SMITH, Adam. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, 1776. Fonte de economia política, não descrição neutra de mercados.
TRATADO DE WAITANGI. Textos em inglês e te reo Māori, 1840. Comparação linguística é indispensável.
TRATADO DE NANJING. Texto de 1842 e suplementos. Deve ser distinguido de concessões posteriores.