LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 14Capítulo 1

1. Evidências e conceitos para uma ordem em transformação

Estudar 1991-2026 exige combinar arquivos já abertos com documentos ainda restritos, bancos de dados continuamente revisados, registros digitais frágeis e testemunhos de atores vivos. Governos publicam tratados, orçamentos e estratégias, mas decisões informais podem permanecer ocultas. Empresas controlam plataformas e dados de interesse público, enquanto termos de uso e sistemas mudam rapidamente. A proximidade não elimina mét

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Volume 14Capítulo 2

2. 1991 e o momento unipolar

Em dezembro de 1991, a União Soviética deixou de existir e quinze repúblicas tornaram-se Estados independentes. A Federação Russa assumiu o assento soviético permanente no Conselho de Segurança da ONU e grande parte das obrigações internacionais. Fronteiras administrativas adquiriram significado interestatal, enquanto economias, ferrovias, energia, forças e populações permaneciam interligadas. A mudança foi simultaneamente jur

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Volume 14Capítulo 3

3. Globalização econômica e instituições de mercado

Nos anos 1990 e 2000, tarifas diminuíram, contêineres e telecomunicações reduziram custos, empresas distribuíram produção entre países e fluxos financeiros cresceram. A Organização Mundial do Comércio, criada em 1995, ampliou regras e solução de controvérsias. A entrada da China em 2001 integrou uma força industrial gigantesca ao sistema. Globalização não foi processo espontâneo. Tratados, portos, padrões, seguros, bancos, leg

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Volume 14Capítulo 4

4. Estados Unidos, alianças e projeção mundial

Ao contrário de alianças anteriores que desapareceram com seus adversários, a OTAN permaneceu depois de 1991. A organização incorporou antigos membros do Pacto de Varsóvia e repúblicas bálticas, participou de operações fora da área original e adaptou doutrinas. No Indo-Pacífico, tratados bilaterais com Japão, Coreia do Sul, Austrália e Filipinas continuaram centrais. Alianças fornecem acesso, interoperabilidade e previsibilida

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Volume 14Capítulo 5

5. União Europeia: integração, ampliação e fronteiras

O Tratado de Maastricht transformou a Comunidade Europeia em União Europeia e aprofundou coordenação política, cidadania e união monetária. O euro criou moeda comum sem formar Estado federal pleno. Política monetária centralizada passou a coexistir com orçamentos nacionais, produzindo capacidade e tensão. Em 2004, dez países ingressaram; Bulgária e Romênia aderiram em 2007 e Croácia em 2013. A ampliação consolidou mercado e no

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Volume 14Capítulo 6

6. Rússia pós-soviética: reconstrução estatal e contestação

Nos anos 1990, liberalização rápida, privatização e crise fiscal transformaram a antiga economia soviética. Alguns empresários adquiriram ativos estratégicos em condições pouco transparentes, enquanto o Estado perdeu capacidade de arrecadação e coordenação. A transição criou mercados, mas também forte concentração de propriedade e insegurança social. A Federação Russa manteve arsenal, assento permanente no Conselho de Seguranç

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Volume 14Capítulo 7

7. China: ascensão industrial, infraestrutura e poder tecnológico

A China aprofundou reformas de mercado sob direção do Partido Comunista. Zonas econômicas, investimento, empresas locais e infraestrutura ampliaram produção. O Estado preservou bancos, terra, setores estratégicos e capacidade de orientar crédito. A combinação não cabe plenamente nas categorias de mercado liberal ou planejamento soviético. A entrada na Organização Mundial do Comércio em dezembro de 2001 consolidou integração co

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Volume 14Capítulo 8

8. Intervenções, proteção de civis e soberania

Conflitos nos Bálcãs, África e outras regiões colocaram pressão sobre a regra de não intervenção. A pergunta deixou de ser apenas se um Estado podia atravessar fronteiras e passou a incluir quando a comunidade internacional deveria agir diante de grave ameaça a civis. Direito, moral, seletividade e capacidade operacional entraram em tensão. Operações no Kuwait e na Somália tiveram autorização do Conselho de Segurança. A interv

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Volume 14Capítulo 9

9. Guerra ao Terror, Afeganistão e Iraque

Os ataques de 11 de setembro de 2001 alteraram prioridades de segurança. Os Estados Unidos invocaram autodefesa, a OTAN acionou pela primeira vez o Artigo 5 e uma coalizão derrubou o governo Talibã no Afeganistão. O objetivo inicial de enfrentar a Al-Qaeda expandiu-se para reconstrução estatal prolongada. “Terror” descreve método, não território ou governo único. Ao transformar uma tática em inimigo global, políticas reuniram

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Volume 14Capítulo 10

10. Oriente Médio e norte da África: revoltas, guerras e ordens regionais

Os Acordos de Oslo criaram reconhecimento mútuo e autoridade palestina limitada, mas adiaram fronteiras, Jerusalém, refugiados, assentamentos e soberania. Negociação parcial coexistiu com ocupação, violência e assimetria de poder. O processo perdeu legitimidade sem produzir solução final. Sanções, invasão de 2003 e reconstrução alteraram relações entre comunidades, partidos e vizinhos. O Irã ampliou influência por laços políti

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Volume 14Capítulo 11

11. Crises financeiras, dívida e fragmentação geoeconômica

Entradas de capital, câmbio e endividamento privado criaram vulnerabilidades em economias asiáticas. Quando confiança mudou, moedas e bancos sofreram pressão. Programas de ajuste geraram debate sobre velocidade, proteção social e representação no FMI. Alguns governos acumularam reservas e criaram mecanismos regionais depois da crise. Crises atravessaram mercados porque investidores, bancos e avaliações ligavam países diferente

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Volume 14Capítulo 12

12. BRICS, G20 e projetos do Sul global

A crise de 2008 elevou o G20 ao nível de chefes de governo. O fórum reuniu economias avançadas e emergentes em coordenação financeira, refletindo distribuição de produção diferente daquela do pós-1945. Como grupo informal, possui flexibilidade e alcance, mas depende de consenso e não substitui instituições universais. Brasil, Rússia, Índia e China iniciaram coordenação política em 2006; África do Sul ingressou em 2011. Um rótu

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Volume 14Capítulo 13

13. África: soberania, recursos, cidades e novas parcerias

O fim da Guerra Fria reduziu apoio externo a alguns regimes e coincidiu com eleições multipartidárias. Em vários países, competição política se institucionalizou; em outros, presidentes prolongaram mandatos, partidos dominaram recursos ou forças assumiram poder. Não existe trajetória continental única. A União Africana substituiu a Organização da Unidade Africana em 2002, ampliando ambições de integração, mediação e resposta a

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Volume 14Capítulo 14

14. América Latina e Caribe: democracia, commodities e autonomia

Eleições se tornaram regra regional enquanto governos estabilizaram moedas, privatizaram empresas e abriram comércio. Democracia conviveu com desigualdade, violência institucional, sistemas partidários frágeis e baixa confiança. Reformas econômicas produziram ganhos e custos distribuídos de forma desigual. O NAFTA integrou México, Estados Unidos e Canadá em cadeias industriais; foi substituído pelo USMCA em 2020. Mercosul comb

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Volume 14Capítulo 15

15. Plataformas, dados, inteligência artificial e semicondutores

A internet comercial cresceu com protocolos abertos, investimento público e empresas privadas. Busca, redes sociais, comércio eletrônico, nuvem e aplicativos concentraram usuários em poucas plataformas. Efeitos de rede tornaram serviços mais úteis à medida que cresciam, elevando barreiras para concorrentes. Dados não são recurso natural encontrado pronto. São produzidos por escolhas de medição, interface e trabalho. Quem defin

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Volume 14Capítulo 16

16. Clima, energia, minerais críticos e infraestrutura

Mudança climática atravessa fronteiras, mas responsabilidades históricas, capacidades e vulnerabilidades são desiguais. Estados negociam metas comuns enquanto disputam financiamento, tecnologia e espaço para desenvolvimento. O clima reorganiza agricultura, cidades, seguro, migração, saúde e segurança. O Protocolo de Kyoto estabeleceu compromissos diferenciados para economias industrializadas. O Acordo de Paris, adotado em 2015

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Volume 14Capítulo 17

17. De 2014 a 2026: rivalidades, guerras e uma ordem ainda aberta

A anexação russa da Crimeia, guerras no leste ucraniano, consolidação chinesa sob Xi Jinping, crise no Oriente Médio e desaceleração da globalização marcaram mudança. Rivalidade entre grandes potências voltou ao centro, sem restaurar a bipolaridade da Guerra Fria. Comércio, chips, mar, Taiwan, alianças e padrões tecnológicos formam competição multidimensional. Os dois países permanecem economicamente conectados, tornando separ

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Volume 14Apêndice A

Apêndice A. Cronologia analítica

Esta cronologia seleciona acontecimentos que alteraram instituições, capacidades ou linguagens políticas. Ela não pretende registrar tudo. Datas marcam processos mais longos, e a última coluna explica por que cada item importa para a comparação entre impérios territoriais, hegemonia e poder em rede. Ano Espaço Acontecimento Significado analítico 1991 Mundo Dissolução da União Soviética Encerra a bipolaridade estatal e amplia a

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