LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 13Capítulo 8

8. África subsaariana: descolonização, federações e crises de soberania

Costa do Ouro tornou-se Gana em 1957 sob liderança de Kwame Nkrumah. Guiné rejeitou a Comunidade Francesa em 1958. Em 1960, numerosas colônias francesas, britânicas e belgas alcançaram independência. Transições variaram: eleição e negociação, mobilização sindical, guerra prolongada, colapso administrativo ou combinação desses caminhos. Não existia Estado pré-pronto dentro de cada fronteira colonial. Governos precisavam transfo

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Volume 13Capítulo 9

9. Bandung, não alinhamento e internacionalismos do Terceiro Mundo

A Conferência Afro-Asiática de 1955 reuniu 29 governos em Bandung, Indonésia. Seus participantes discordavam sobre comunismo, alianças, religião, China e segurança, mas encontraram linguagem comum contra colonialismo, racismo e subordinação. Os princípios de soberania, não intervenção, cooperação e solução pacífica tinham significados diferentes para cada governo. Bandung não criou imediatamente organização permanente. Produzi

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Volume 13Capítulo 10

10. América Latina e Caribe: revolução, reforma e poder hemisférico

A maior parte da América Latina era juridicamente independente havia mais de um século. Ainda assim, comércio, investimento, dívida, bases, empresas e política dos Estados Unidos estruturavam assimetrias. A Organização dos Estados Americanos, criada em 1948, ofereceu fórum regional, mas segurança anticomunista frequentemente prevaleceu sobre pluralismo. Governos latino-americanos possuíam projetos próprios de industrialização,

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Volume 13Capítulo 11

11. Desenvolvimento, recursos e soberania econômica

Depois de 1945, desenvolvimento tornou-se linguagem compartilhada por governos capitalistas, socialistas e não alinhados. Indicadores de renda, produção, alfabetização e saúde converteram sociedades em objetos comparáveis. Planos definiam setores prioritários, infraestrutura e metas. A promessa de superar pobreza legitimava novos Estados e instituições internacionais. O conceito não era neutro. Quem definia necessidade, tecnol

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Volume 13Capítulo 12

12. Ordem nuclear, corrida espacial, ciência e cultura política

O monopólio nuclear norte-americano terminou em 1949 com teste soviético. Grã-Bretanha, França e China desenvolveram arsenais; outros Estados buscaram capacidade ou proteção de aliados. A dissuasão baseava-se na expectativa de que retaliação tornaria ataque inaceitável. Essa lógica dependia de informação, comando, percepção e sobrevivência das forças, portanto nunca eliminou risco de erro. O tema deve ser estudado sem fetichiz

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Volume 13Capítulo 13

13. União Soviética, Europa oriental e rupturas no campo socialista

A União Soviética saiu da guerra como superpotência e federação multinacional. Repúblicas possuíam instituições e territórios próprios, mas Partido Comunista, planejamento, segurança e forças armadas eram centralizados. Chamar o sistema de império destaca hierarquia e coerção; chamá-lo apenas de império pode apagar cidadania soviética, mobilidade social e formas federais. A comparação exige explicar quais mecanismos se aproxim

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Volume 13Capítulo 14

14. Sistema liderado pelos Estados Unidos: alianças, bases e intervenções

O poder norte-americano combinou dólar, mercado, tecnologia, forças armadas, empresas, universidades e instituições multilaterais. Washington raramente governava aliados como colônias; negociava com Estados soberanos em relações muito assimétricas. A noção de império informal é útil quando identifica bases, condicionalidade, intervenção e regras, mas insuficiente se apaga escolhas dos aliados. Europa ocidental e Japão recebera

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Volume 13Capítulo 15

15. África austral: apartheid, colonialismo de povoamento e libertação

O Partido Nacional chegou ao governo sul-africano em 1948 e sistematizou segregação por classificação racial, residência, educação, trabalho e representação. Apartheid não era apenas preconceito social: dependia de leis, polícia, empresas, administrações locais e territórios apresentados como pátrias separadas. A economia combinava mineração, indústria e trabalho negro submetido a mobilidade e direitos desiguais. Sindicatos, C

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Volume 13Capítulo 16

16. Crises dos anos 1970 e 1980: petróleo, dívida e reformas de mercado

Em 1971, os Estados Unidos suspenderam conversibilidade do dólar em ouro. Câmbios flutuantes e finanças internacionais modificaram margem de governos. A guerra de 1973 e decisões de exportadores elevaram preço do petróleo. Países produtores acumularam receita; importadores enfrentaram inflação e balanço de pagamentos. Bancos reciclaram petrodólares por empréstimos. Crédito abundante financiou Estado, infraestrutura e consumo,

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Volume 13Capítulo 17

17. De 1985 a 1991: reformas, revoluções e dissolução da ordem bipolar

Mikhail Gorbachev assumiu liderança soviética em 1985 diante de crescimento lento, custos militares e baixa inovação. Perestroika buscou reestruturação; glasnost ampliou debate e informação. Reformas econômicas parciais alteraram coordenação sem criar sistema estável de mercado. Abertura política reduziu capacidade de impor decisões e revelou conflitos acumulados. Nova política externa procurou reduzir corrida armamentista, re

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Volume 13Apêndice A

Apêndice A. Cronologia analítica

As datas organizam processos, não substituem explicação. Um tratado pode formalizar relação construída antes; uma independência pode anteceder controle administrativo; um golpe pode iniciar reorganização institucional prolongada. Para cada linha, pergunte quais atores, recursos e alternativas estavam presentes. Data Região Acontecimento Significado comparativo 1945 Global Carta das Nações Unidas entra em vigor Igualdade sobera

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Volume 13Apêndice B

Apêndice B. Quadros de coexistência

Espaço Formação Capacidade central Conexão Questão Estados Unidos Potência continental e oceânica Indústria, dólar e marinha ONU e reconstrução Liderança ou hegemonia? União Soviética Federação socialista e potência terrestre Exército, partido e território Ocupação europeia Segurança ou império? Europa ocidental Estados e impérios enfraquecidos Administração, colônias e mercados Dívida e auxílio Reconstruir e manter império? Á

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Volume 13Apêndice C

Apêndice C. Matrizes comparativas

Forma Instrumento central Exemplo Cuidado comparativo Colônia formal Administração e soberania externa Angola portuguesa antes de 1975 Não confundir com mera influência Ocupação Força e autoridade temporária ou prolongada Alemanha pós-1945, territórios pós-1967 Controle e reconhecimento podem divergir Aliança assimétrica Tratado, base e comando EUA e aliados; URSS e Pacto Aliado conserva agência desigual Império informal Crédi

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Volume 13Apêndice D

Apêndice D. Glossário essencial

Ajuda externa: Transferência de recursos, crédito, conhecimento ou equipamentos entre governos e instituições. Pode apoiar reconstrução e serviços, mas também criar dependência, condições políticas e vantagens para o doador. Aliança assimétrica: Pacto entre membros com capacidades muito diferentes. O parceiro menor conserva governo e interesses próprios, embora enfrente custos maiores para recusar decisões do membro dominante.

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Volume 13Apêndice E

Apêndice E. Laboratório de fontes e atividades

Quem produziu a fonte e qual posição institucional ocupava? Em que data e situação o documento foi preparado? Para qual público circulou e qual efeito procurava produzir? Quais palavras, categorias e silêncios organizam a interpretação? O autor presenciou o acontecimento ou recebeu informação de terceiros? Que interesses e limites de acesso afetaram o registro? Qual fonte independente pode confirmar, corrigir ou contextualizar

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Volume 13Bibliografia

Bibliografia comentada

WESTAD, Odd Arne. The Global Cold War: Third World Interventions and the Making of Our Times. Cambridge University Press, 2005. Síntese decisiva para compreender como projetos das superpotências se encontraram com revoluções e Estados do Sul global. WESTAD, Odd Arne. The Cold War: A World History. Basic Books, 2017. Narrativa global de longa duração que conecta ideologia, geopolítica, economia e experiências regionais. LEFFLER

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Volume 13Recursos

Fontes digitais, cursos, aulas e documentários sérios

Os endereços abaixo conduzem preferencialmente a arquivos públicos, universidades, museus, organismos internacionais e projetos editoriais especializados. A presença na lista indica utilidade para pesquisa, não concordância automática com a interpretação do produtor. Consulte termos de uso antes de republicar imagens ou filmes. Biblioteca Digital das Nações Unidas ONU — portal de descolonização ONU — digitalização do Conselho

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Volume 13Roteiro de estudo

Roteiro de estudo em oito semanas

O roteiro combina síntese, comparação, fonte primária e produção autoral. Uma carga realista é de quatro a seis horas por semana. Se houver menos tempo, preserve a ordem e divida cada semana em duas. Leia a apresentação e os capítulos 1 e 2. Marque em mapa as possessões coloniais ainda existentes, os principais Estados soberanos e as ocupações do pós-guerra. Escolha uma síntese global da bibliografia e leia introdução e conclu

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