Volume 11Apêndice E
Quem produziu a fonte e qual posição institucional ocupava? O registro foi criado durante o acontecimento, depois dele ou para justificá-lo? Qual público deveria ler, ouvir ou ver o documento? Que território, grupo e escala aparecem, e quais ficaram fora? As categorias usadas eram autodescrição, classificação estatal ou rótulo posterior? Que recursos, intermediários e condições materiais tornaram a fonte possível? Que evidênci
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Volume 11Bibliografia
BAYLY, C. A. The Birth of the Modern World, 1780-1914. Blackwell, 2004. Síntese global que conecta instituições, religiões, nacionalismos e impérios. BURBANK, Jane; COOPER, Frederick. Empires in World History: Power and the Politics of Difference. Princeton University Press, 2010. Compara repertórios imperiais sem supor Estado-nação como destino. COOPER, Frederick. Colonialism in Question: Theory, Knowledge, History. Universit
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Volume 11Recursos
Os recursos abaixo pertencem a arquivos, bibliotecas, universidades, museus, emissoras públicas ou projetos científicos reconhecidos. Disponibilidade, idioma e acesso a vídeos podem variar por país. Documentário é introdução audiovisual e deve ser confrontado com bibliografia, fontes primárias e contexto de produção. UNESCO – História Geral da África UNESCO – História Geral da África, volume VII, 1880-1935 Europeana – patrimôn
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Volume 11Roteiro de estudo
Leia apresentação e capítulos 1 e 2. Construa quadro com Grã-Bretanha, Qing, Rússia, Otomanos, Índia, Japão, cinco formações africanas e quatro Estados americanos. Para cada um, anote receita, trabalho, infraestrutura e soberania. Produto: texto de uma página explicando por que vantagem britânica não equivalia a governo mundial. Leia capítulos 3 e 4. Escolha uma cadeia de aço, algodão, carvão, borracha ou eletricidade. Siga ma
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Volume 12Capítulo 1
O mundo de 1914-1945 deixou volume extraordinário de documentação: censos, arquivos militares, tratados, jornais, filmes, rádio, fotografias, correspondência diplomática, prontuários policiais, estatísticas econômicas, memórias, diários e entrevistas. Abundância não elimina silêncio. Estados preservaram melhor suas próprias decisões do que a experiência de pessoas colonizadas, refugiadas, trabalhadoras domésticas ou comunidade
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Volume 12Capítulo 2
Em 1914, a Europa era formada por Estados nacionais e impérios multinacionais. Grã-Bretanha, França, Rússia, Alemanha, Áustria-Hungria e Império Otomano possuíam formas distintas de governo e projeção territorial. A soberania jurídica entre potências coexistia com colônias, protetorados, concessões e tratados desiguais. Estados Unidos e Japão haviam demonstrado capacidade imperial; China enfrentava fragmentação política depois
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Volume 12Capítulo 3
O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo foi o gatilho, não a causa total. A Áustria-Hungria buscou punir a Sérvia; a Alemanha ofereceu apoio; Rússia decidiu proteger posição balcânica; França confirmou aliança; Grã-Bretanha reagiu à invasão da Bélgica e ao equilíbrio europeu. Cada governo atuou com informação incompleta e expectativas de guerra curta. A sequência converteu risco estrutural em decisão. Fren
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Volume 12Capítulo 4
Governos ampliaram impostos, empréstimos, controles de preço, compras públicas e coordenação industrial. A guerra exigiu aço, carvão, químicos, alimentos, uniformes e transporte. Empresas privadas trabalharam sob contratos e regulação; ministérios criaram novas rotinas de estatística e planejamento. Isso não aboliu mercado nem produziu um único modelo de economia comandada. Capacidade variou entre países e mudou ao longo do co
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Volume 12Capítulo 5
O Império Russo entrou na guerra com grande população e indústria crescente, mas infraestrutura limitada, desigualdade agrária e representação política incompleta. Derrotas, perdas territoriais, inflação e crise de abastecimento enfraqueceram autoridade. A corte perdeu credibilidade; a Duma e organizações sociais assumiram tarefas; trabalhadores e soldados desenvolveram redes próprias. Nenhum fator isolado explica a queda da m
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Volume 12Capítulo 6
O Tratado de Versalhes com a Alemanha foi apenas parte de um conjunto que incluiu Saint-Germain, Neuilly, Trianon e Sèvres, depois substituído por Lausanne no caso turco. Conferências de paz combinaram princípios declarados, interesses estratégicos, ocupação militar e informação incompleta. Vencedores também discordavam. França buscava segurança, Grã-Bretanha equilíbrio e proteção imperial, Estados Unidos defendiam programa in
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Volume 12Capítulo 7
A Liga das Nações buscou substituir equilíbrio secreto por debate, arbitragem, sanções e segurança coletiva. Assembleia reunia membros; Conselho concentrava grandes potências e membros temporários; Secretariado produzia informação. Estados Unidos não aderiram, União Soviética entrou tarde e saiu após agressão à Finlândia, Alemanha e Japão se retiraram. Ainda assim, ausência de todos em todo momento não torna a instituição irre
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Volume 12Capítulo 8
No Iraque, britânicos combinaram administração, força militar e monarquia hachemita; revolta de 1920 mostrou rejeição ampla ao governo direto. Tratados transferiram funções e preservaram influência. Transjordânia desenvolveu emirado sob mandato britânico. Na Palestina, compromisso britânico com um lar nacional judaico coexistiu com população árabe majoritária e promessas imperiais concorrentes, produzindo disputa sobre imigraç
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Volume 12Capítulo 9
Campanhas em Togo, Camarões, Sudoeste Africano e África Oriental mobilizaram soldados e grande número de carregadores. Requisições, deslocamentos e doença afetaram populações. Territórios alemães foram redistribuídos como mandatos a britânicos, franceses, belgas, sul-africanos, japoneses, australianos e neozelandeses. Mudança de administrador não garantiu alívio; políticas variaram. Veteranos e trabalhadores retornaram com exp
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Volume 12Capítulo 10
A República da China criada em 1912 não controlou imediatamente território unificado. Yuan Shikai concentrou poder e, após sua morte, comandantes regionais dominaram diversas províncias. Governo de Pequim possuía reconhecimento internacional, enquanto redes locais, militares, empresários e estudantes disputavam autoridade. Fragmentação não significava ausência de instituições ou mercado nacional. Na Conferência de Paz, concess
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Volume 12Capítulo 11
Os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra em 1917 e emergiram como credor central. Senado rejeitou participação na Liga, mas o país não se isolou economicamente: bancos, investimentos, diplomacia e marinha continuaram influentes. Imigração foi restringida por cotas raciais e nacionais nos anos 1920; cidadania e direitos eram marcados por segregação e exclusão. Grande Migração levou milhões de afro-americanos do sul a cidad
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Volume 12Capítulo 12
A quebra da bolsa de Nova York em 1929 foi um marco, não explicação completa. Crédito internacional frágil, dívidas de guerra, reparações, desigualdade, excesso de capacidade em alguns setores e padrão-ouro conectavam economias. Falências bancárias e contração monetária reduziram investimento e consumo. Comércio caiu quando governos elevaram tarifas e defenderam moedas e reservas. Impacto variou. Países que abandonaram padrão-
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Volume 12Capítulo 13
Fascismo surgiu de guerra, nacionalismo, antissocialismo e mobilização paramilitar. Esquadristas atacaram sindicatos e administrações socialistas com tolerância ou apoio de proprietários e autoridades. Mussolini foi nomeado primeiro-ministro em 1922 dentro de mecanismo monárquico; o regime tornou-se ditadura gradualmente, destruindo partidos, imprensa livre e autonomia sindical. Estado corporativo prometia superar conflito de
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Volume 12Capítulo 14
A ocupação japonesa da Manchúria em 1931 demonstrou iniciativa militar e incapacidade da Liga de reverter conquista. O relatório Lytton rejeitou legitimidade plena de Manchukuo, mas sanções decisivas não vieram. Distância, interesses das potências e crise econômica reduziram ação. Precedente encorajou revisão pela força. A invasão italiana da Etiópia em 1935 aprofundou crise. Sanções omitiram recursos estratégicos e não fechar
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