LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 11Capítulo 4

4. Trabalho, cidades, sindicatos e políticas sociais

Fábrica assalariada foi apenas parte do trabalho global. Camponeses, meeiros, artesãos, domésticas, estivadores, mineiros, vendedores, trabalhadores contratados e pessoas submetidas a coerção produziam para mercados locais e mundiais. Famílias combinavam salários, agricultura, aluguel de quartos, cuidado e produção domiciliar. Gênero e idade estruturavam remuneração e autoridade. Mulheres foram centrais em têxteis, serviço dom

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Volume 11Capítulo 5

5. Nacionalismos, unificações e cidadanias na Europa

Nacionalistas transformaram idioma, história, território e cultura em argumentos de soberania. Escolas, exércitos, mapas, museus, censos, feriados e imprensa ajudaram a tornar comunidades nacionais imagináveis. Isso não prova que populações aceitassem a mesma identidade nem que fronteiras nacionais fossem naturais. Estados podiam criar nações ao mesmo tempo que movimentos nacionais pressionavam Estados. Padronização linguístic

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Volume 11Capítulo 6

6. Rússia e Habsburgos: reforma, império e nacionalidades

Rússia e Habsburgos eram formações dinásticas extensas, multilíngues e multirreligiosas. Não foram fósseis condenados por conter muitas nacionalidades; possuíam administrações, exércitos, mercados e elites capazes de adaptação. Seus problemas surgiram da combinação entre participação limitada, desigualdade agrária, competição militar e projetos nacionais concorrentes. Ferrovias, censos, escolas e serviço militar aumentaram pre

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Volume 11Capítulo 7

7. Otomanos, Egito e Irã: constituições, dívida e soberania

O Império Otomano enfrentava pressão russa, nacionalismos, competição europeia e desigualdade fiscal, mas continuava soberano sobre vastos territórios. Reformas do Tanzimat reorganizaram ministérios, exército, impostos, tribunais, educação e estatuto de súditos. Igualdade jurídica anunciada em 1839 e 1856 foi negociada por comunidades e aplicada de modo desigual. Reforma não foi simples europeização. Administradores otomanos s

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Volume 11Capítulo 8

8. Índia sob o Raj: governo, infraestrutura e nacionalismo

Em 1857, unidades de soldados indianos se rebelaram e o conflito alcançou cortes, cidades, proprietários, camponeses e comunidades do norte e centro da Índia. Motivações variavam: disciplina militar, religião, anexações, terra, receita e lealdades dinásticas. Chamar o episódio apenas de motim reduz sua amplitude; tratá-lo como movimento nacional uniforme também apaga diferenças. A vitória britânica foi seguida pela dissolução

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Volume 11Capítulo 9

9. China Qing: rebeliões, reformas, concessões e revolução

No meio do século XIX, o Império Qing enfrentou crescimento populacional, dificuldades fiscais, corrupção regional, desigualdade, desastres ambientais e pressões estrangeiras. Rebeliões não foram produzidas apenas por tratados desiguais, e conflitos externos não podem ser separados da capacidade interna de mobilizar receita e exércitos. Derrotas para potências ocidentais abriram novos portos, concederam privilégios jurídicos e

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Volume 11Capítulo 10

10. Japão Meiji, Coreia e a formação de um império asiático

A abertura forçada dos portos nos anos 1850 abalou a ordem Tokugawa, mas mudanças econômicas, educacionais e políticas já estavam em curso. Domínios como Satsuma e Choshu combinaram oposição, reforma militar e alianças. A Restauração Meiji de 1868 transferiu autoridade formal ao imperador e iniciou reorganização que incluiu guerra civil. Não foi retorno simples a uma tradição antiga nem ocidentalização total. Novos líderes usa

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Volume 11Capítulo 11

11. Sudeste Asiático e Pacífico: colônias, fronteiras e soberanias

Sudeste Asiático continental e insular reunia monarquias, sultanatos, portos, comunidades de montanha e redes mercantis. Arroz, estanho, açúcar, tabaco, borracha e especiarias atraíram capital e migrantes chineses, indianos e europeus. Expansão colonial reorganizou territórios já conectados; não criou comércio do zero. Britânicos, neerlandeses, franceses, espanhóis, portugueses e depois norte-americanos governaram por sistemas

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Volume 11Capítulo 12

12. Áfricas antes e durante a partilha colonial

Na segunda metade do século XIX, África não era vazio aguardando fronteiras europeias. Estados, cidades, confederações, linhagens, comunidades pastorais e redes mercantis possuíam cronologias próprias. Reformas religiosas, guerras regionais, comércio e mudanças ambientais transformavam sociedades antes da ocupação formal. Fontes europeias cresceram, mas precisam ser cruzadas com tradição oral, arqueologia, fontes árabes e ajam

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Volume 11Capítulo 13

13. Governos coloniais africanos, trabalho e resistências

Governo direto francês, administração indireta britânica, concessões privadas, colônia de povoamento e protetorado combinavam autoridade de modos diferentes. Mesmo dentro de um império, políticas variavam. Governos coloniais eram fiscalmente frágeis e dependiam de chefes, intérpretes, soldados, comerciantes, missões e trabalhadores africanos. Chamar toda mediação de colaboração moralmente idêntica é inadequado. Autoridades loc

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Volume 11Capítulo 14

14. Emancipações, pós-abolição e regimes raciais

Em 1850, escravidão permanecia legal em partes importantes das Américas e em outras regiões. Abolições ocorreram por guerra, legislação, fuga, negociação, ação coletiva, pressão internacional e resistência cotidiana. A data legal encerra propriedade de pessoas em um território, mas não resume transição do trabalho, cidadania, terra e reparação. Pessoas escravizadas não aguardaram concessão. Formaram famílias, compraram liberda

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Volume 11Capítulo 15

15. Américas: Estados, fronteiras, repúblicas e expansão imperial

As repúblicas americanas ampliaram burocracia, exército, escola, correio, ferrovias e censos. Construção estatal não significou controle uniforme. Províncias, caudilhos, municípios, comunidades indígenas e proprietários negociavam autoridade. Guerras internacionais e civis redefiniram fronteiras e receita. Exportações de café, açúcar, lã, trigo, carne, nitratos, prata e cobre atraíram capital e infraestrutura. Crescimento podi

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Volume 11Capítulo 16

16. Migrações, mercados globais e transformação ambiental

Dezenas de milhões de pessoas atravessaram oceanos entre meados do século XIX e 1914; muitas outras migraram dentro de países e impérios. Europeus foram para Américas e Oceania; chineses, indianos, japoneses, árabes e africanos circularam por redes próprias. Números variam conforme período, retorno e definição de migrante. Migração podia ser voluntária, incentivada, contratada, forçada ou mistura dessas condições. Passagem fin

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Volume 11Capítulo 17

17. Comparação final: poder e crise por volta de 1914

Em 1914, cabos, ferrovias, vapor, finanças e migrações ligavam regiões em velocidade inédita. Impérios europeus controlavam grande parte da África, Sul e Sudeste da Ásia e ilhas do Pacífico; Grã-Bretanha continuava potência naval e financeira; Alemanha e Estados Unidos possuíam grande indústria; Japão era potência imperial asiática. Integração não produziu igualdade. Termos de troca, dívida, propriedade, patentes, tarifas e fo

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Volume 11Apêndice A

Apêndice A. Cronologia analítica

Datas ajudam a localizar coexistências, mas não substituem processos. Uma lei pode ser aprovada antes de ser aplicada; uma conquista declarada pode anteceder décadas de controle; uma revolta não termina toda oposição; uma ferrovia não produz o mesmo efeito em cada região. Use a coluna de significado para formular comparação, não para transformar evento em causa única. Data Região Acontecimento Significado comparativo 1850 Chin

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Volume 11Apêndice B

Apêndice B. Quadros de coexistência

Espaço Formação Capacidade central Conexão global Questão comparativa Grã-Bretanha e Índia Império e Companhia Marinha, crédito e receita indiana Algodão, ópio, chá e transporte Vantagem industrial equivale a controle mundial? China Qing Burocracia, terra e mercado interno Portos de tratado e comércio Rebelião é crise do império ou de regiões? África Estados e soberanias diversas Autoridade local, comércio e exército Atlântico

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Volume 11Apêndice C

Apêndice C. Matrizes comparativas

Caso Instituição mobilizadora Reivindicação Limite comparativo Itália Monarquia, voluntários e diplomacia Unidade territorial Integração regional posterior Alemanha Prússia, Zollverein e exército Federação nacional Predomínio prussiano Índia Congresso, imprensa e associação Representação e autonomia Diversidade social e soberania colonial China Reformistas, militares e revolucionários Estado forte e república Legado imperial e

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Volume 11Apêndice D

Apêndice D. Glossário essencial

Abolição: Encerramento jurídico de um regime de escravidão. Pode resultar de guerra, lei, resistência, fuga e negociação. Não deve ser confundida com igualdade material imediata nem com desaparecimento de toda coerção laboral. Administração indireta: Forma colonial que governa por autoridades locais reconhecidas ou recriadas pelo poder imperial. Reduz custos, mas transforma legitimidade, território e responsabilidade. Ajami: U

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