LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 10Capítulo 11

11. Revoluções atlânticas: Estados Unidos, França e Haiti

As revoluções americana, francesa e haitiana compartilharam guerra imperial, crédito, impressos e linguagens de direito, mas não foram etapas de um único modelo. Cada processo possuía estrutura social, escravidão, instituições e adversários diferentes. Conexões importam quando se identificam pessoas, textos, finanças ou notícias concretas. A Guerra dos Sete Anos deixou dívidas e redes militares que condicionaram reformas fisca

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Volume 10Capítulo 12

12. Independências na América Latina e no Brasil

Reformas do século XVIII ampliaram impostos, monopólios, milícias e fiscalização. Elites americanas participaram do império e criticaram limitações; comunidades indígenas e populares defenderam direitos próprios. Revoltas como a de Tupac Amaru II e Micaela Bastidas nos Andes, em 1780-1781, reuniram queixas contra tributo, corregedores e trabalho, mas coalizões e objetivos variaram. A invasão napoleônica da Península Ibérica em

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Volume 10Capítulo 13

13. Napoleão, restauração e revoluções europeias

O golpe de 18 Brumário em 1799 levou Napoleão Bonaparte ao poder como primeiro cônsul. Constituição, plebiscitos e administração combinaram legitimidade revolucionária e autoridade concentrada. O Código Civil de 1804 consolidou igualdade masculina perante a lei e propriedade, ao mesmo tempo em que reforçou autoridade patriarcal e restringiu direitos de mulheres. Prefeitos, escolas, banco e acordos religiosos ampliaram capacida

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Volume 10Capítulo 14

14. Industrialização: energia, fábricas, trabalho e ambiente

A industrialização britânica resultou de combinação, não de uma causa única. Depósitos de carvão próximos a centros produtivos, salários relativamente altos em algumas regiões, mercados, crédito, conhecimento artesanal, agricultura comercial, transporte, instituições estatais e império criaram incentivos. A importância de cada fator permanece debatida. Explicações culturais sobre inventividade nacional são fracas quando ignora

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Volume 10Capítulo 15

15. Colonização de povoamento e soberanias indígenas

Colonização de povoamento busca instalar população permanente e transferir terra para colonos. Ela pode coexistir com comércio, missão, trabalho escravizado e governo imperial. Seu objetivo não é apenas explorar uma população local, mas substituí-la, deslocá-la ou incorporá-la sob nova soberania. O conceito ajuda a comparar Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Cabo e outras fronteiras, sem afirmar que todos seguir

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Volume 10Capítulo 16

16. Qing, comércio do ópio e tratados desiguais

A demanda britânica por chá chinês produzia saída de prata. A Companhia Inglesa controlava produção e leilão de ópio na Índia, enquanto comerciantes privados transportavam a droga para a costa chinesa por redes de contrabando. Autoridades Qing proibiam o comércio, mas funcionários locais, intermediários e consumidores participavam de formas diferentes. O ópio ligou coerção colonial na Índia, finanças britânicas e crise social

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Volume 10Capítulo 17

17. Comparação final: o mundo por volta de 1850

Em 1850, impérios continuavam dominantes. Qing, Otomano, Russo, Habsburgo e britânico governavam populações diversas; Brasil era império; França voltava a regime republicano antes de nova mudança; companhias e colônias reorganizavam Ásia e oceanos. Revoluções alteraram legitimidade, mas não substituíram império por nação em escala global. A Grã-Bretanha possuía vantagem industrial, financeira e naval sem precedente. Sua influê

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Volume 10Apêndice A

Apêndice A. Cronologia analítica

Datas ajudam a localizar coexistências, mas não substituem processos. Uma lei pode levar anos para ser aplicada; uma batalha não encerra uma ordem política; uma invenção pode permanecer regional. Use cada linha para perguntar que condições anteriores tornaram o acontecimento possível e que resultados não estavam garantidos. Data Região Acontecimento Significado comparativo 1701-1714 Europa e Atlântico Guerra da Sucessão Espanh

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Volume 10Apêndice B

Apêndice B. Quadros de coexistência

Espaço Formação Base de receita Conexão Questão comparativa China Qing Terra, sal e comércio Prata, chá e fronteiras Como governar diversidade multiétnica? Sul da Ásia Mogol Receita agrária e serviço Têxteis e Índico Como o centro depende de intermediários? Mediterrâneo Otomano Terra, alfândega e impostos Café, peregrinação e guerra Autonomia provincial reduz ou sustenta o império? Atlântico Impérios coloniais Alfândega, plant

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Volume 10Apêndice C

Apêndice C. Matrizes comparativas

Processo Fonte de legitimidade Instrumento Limite Revolução americana Povo e direitos coloniais Constituição e federalismo Escravidão e soberania indígena Revolução francesa Nação e cidadania Assembleia, república e código Exclusões e guerra Revolução haitiana Emancipação e independência Exército, constituição e diplomacia Isolamento e dívida Reformas otomanas Dinastia, ordem e utilidade Exército, ministério e édito Províncias

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Volume 10Apêndice D

Apêndice D. Glossário essencial

Abolicionismo: Conjunto plural de movimentos contra tráfico e escravidão. Reuniu pessoas escravizadas e livres, organizações negras, grupos religiosos, parlamentares, trabalhadores e autores. Não deve ser atribuído a uma única nação. Ajami: Uso do alfabeto árabe para escrever línguas africanas e outras línguas não árabes. Manuscritos ajami preservam ensino, poesia, administração e debate político frequentemente ausentes de arq

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Volume 10Apêndice E

Apêndice E. Laboratório de fontes e atividades

Quem produziu a fonte e qual era sua posição institucional? O documento foi escrito durante o evento, depois dele ou para justificar uma decisão? Quem era o público previsto e que ação o autor desejava provocar? Quais categorias são usadas para classificar pessoas, trabalho e território? Que recursos, intermediários e distâncias aparecem ou são omitidos? O texto descreve prática, reivindicação, norma ou memória? Que fonte inde

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Volume 10Bibliografia

Bibliografia comentada

BAYLY, C. A. The Birth of the Modern World, 1780-1914. Blackwell, 2004. Síntese global influente sobre conexões, Estado e mudança social. BENTON, Lauren. A Search for Sovereignty: Law and Geography in European Empires, 1400-1900. Cambridge University Press, 2010. Explica corredores, enclaves e jurisdições irregulares. BURBANK, Jane; COOPER, Frederick. Empires in World History: Power and the Politics of Difference. Princeton Un

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Volume 10Recursos

Fontes digitais, cursos, aulas e documentários sérios

Os recursos abaixo pertencem a arquivos, bibliotecas, museus, universidades, organismos científicos ou emissoras públicas. Instituição reconhecida não elimina viés: verifique autoria, curadoria, bibliografia, data, contexto e licença. Disponibilidade de vídeos pode variar por país. Documentário é introdução audiovisual e deve ser confrontado com monografias e fontes. Stanford e Bibliothèque nationale de France – French Revolut

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Volume 10Roteiro de estudo

Roteiro de estudo em oito semanas

Leia a apresentação e os capítulos 1 e 2. Construa um quadro com Qing, Mogol, Otomano, Rússia, cinco formações africanas e impérios atlânticos. Para cada um, anote receita, trabalho e intermediário. Produto: texto de uma página explicando por que 1700 não continha um vencedor inevitável. Leia os capítulos 3, 4 e 5. Compare Qing, Tokugawa e Companhia na Índia sem usar fechado, decadente ou moderno como explicação. Consulte dois

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Volume 11Capítulo 1

1. Evidências, conceitos e problemas de periodização

O período deixou censos, mapas, fotografias, filmes, jornais de circulação em massa, relatórios empresariais, estatísticas comerciais, correspondência telegráfica e arquivos administrativos em quantidade crescente. Essa abundância não elimina silêncio. Estados contaram o que podiam tributar, recrutar ou classificar; empresas registraram custos e lucros; missões descreveram comunidades a partir de objetivos próprios. Pessoas se

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Volume 11Capítulo 2

2. O mundo em 1850: integração desigual e soberanias abertas

Por volta de 1850, a Grã-Bretanha combinava indústria, finanças, marinha, comércio e territórios coloniais em escala excepcional. Controlava a Índia por meio da Companhia das Índias Orientais, possuía bases navais e articulava crédito, seguros e transporte. Essa vantagem não equivalia a soberania planetária. Qing, Rússia, Otomanos, Qajar, Habsburgos, Tokugawa, reinos africanos e repúblicas americanas tomavam decisões próprias

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Volume 11Capítulo 3

3. Industrializações: energia, aço, química, eletricidade e finanças

Depois de 1850, industrialização avançou em partes da Europa continental, Estados Unidos, Japão e, de maneira desigual, Rússia e outras regiões. Não houve cópia simples da experiência britânica. Alemanha combinou educação técnica, bancos e empresas químicas; Estados Unidos exploraram mercado continental, recursos e produção padronizada; Japão articulou reforma fiscal, importação tecnológica, empresários e Estado; Rússia concen

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