LEITURAS

Capítulos e estudos

Conteúdo editorial dos volumes, disponível para leitura e pesquisa na web.

Volume 8Capítulo 5

5. Timur e os timúridas: conquista, cidades e cultura de corte

Timur nasceu na região de Kesh, próxima a Samarcanda, e ascendeu em um ambiente de fragmentação chagataida. Ele não descendia de Chinggis Khan pela linha masculina. Para legitimar-se, manteve khans chinggisidas como soberanos formais, casou-se com uma princesa da linhagem e adotou o título de güregen, “genro”. Sua autoridade combinava alianças tribais, distribuição de recompensas, capacidade militar e patronagem islâmica. A co

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Volume 8Capítulo 6

6. Otomanos, Bizâncio e Mamelucos: poderes do Mediterrâneo oriental

No início do século XIV, principados turcos ocupavam a Anatólia ocidental e central, enquanto Bizâncio mantinha territórios reduzidos. O principado otomano formou-se na fronteira bitínia. Sua ascensão não resulta de uma única causa religiosa ou étnica. Posição geográfica, alianças, absorção de guerreiros, casamentos, cooperação de populações cristãs e muçulmanas e acesso a recursos contribuíram. O conceito de ghaza, guerra leg

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Volume 8Capítulo 7

7. Índia: Sultanato de Delhi, Vijayanagara e estados regionais

Sob Alauddin Khalji, o Sultanato de Delhi expandiu-se e lançou campanhas no Decão. O governo buscou fortalecer receita, abastecimento e cavalaria. Medidas de mercado descritas por cronistas visavam sustentar corte e exército; sua aplicação fora da capital é discutida. Conquistas não equivaleram sempre a administração direta: tributos, governadores e alianças locais produziram graus diferentes de controle. O sultanato era uma f

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Volume 8Capítulo 8

8. Sudeste Asiático: Majapahit, Ayutthaya, Đại Việt e Malaca

Estados do Sudeste Asiático são frequentemente descritos pelo modelo de mandala: centros projetavam autoridade por alianças, tributos e rituais, com fronteiras graduadas. O conceito ajuda a evitar mapas rígidos, mas não deve substituir pesquisa específica. Alguns governos mantinham administração intensa em áreas centrais e influência mais negociada em periferias. Monções, estreitos, rios e deltas estruturavam circulação. Porto

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Volume 8Capítulo 9

9. Joseon e Muromachi: novas ordens na Coreia e no Japão

Goryeo enfrentou interferência Yuan, disputas aristocráticas, ataques marítimos e reformas no século XIV. A retirada da autoridade Yuan abriu espaço para novas coalizões. O general Yi Seong-gye assumiu o poder e fundou Joseon em 1392. A mudança dinástica foi apresentada como renovação moral e política, sustentada por estudiosos neoconfucianos e reorganização da propriedade. A capital foi transferida para Hanyang, atual Seul. P

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Volume 8Capítulo 10

10. África ocidental: Mali, Songhai, cidades e saberes do Sahel

A história de Mali e Songhai combina tradições orais, crônicas árabes redigidas mais tarde, relatos de viajantes, geografia, manuscritos, arqueologia e linguística. A epopeia de Sundiata preserva memórias de fundação e valores sociais, mas possui versões e performances diversas. Textos de al-Umari e Ibn Battuta revelam observações e informações indiretas, mediadas por expectativas islâmicas. Mapas que desenham Mali como territ

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Volume 8Capítulo 11

11. África oriental e nordeste: Etiópia, suaílis e Grande Zimbábue

O nordeste e a costa oriental africana reuniam reinos cristãos, sultanatos muçulmanos, cidades portuárias, sociedades pastoris e estados do interior. O mar Vermelho e o oceano Índico conectavam a região à Arábia, Egito, Pérsia, Índia e Sudeste Asiático. Conexão marítima não apagava dinâmicas africanas: produtos, idiomas e instituições eram produzidos localmente. Arqueologia, inscrições, moedas, tradições orais, manuscritos ge'

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Volume 8Capítulo 12

12. Europa e Mediterrâneo ocidental: monarquias, cidades e fronteiras

A Europa de 1300-1500 reunia monarquias compostas, principados, cidades-repúblicas, senhorios, confederações e autoridades eclesiásticas. Reis reivindicavam territórios onde direitos eram compartilhados com nobres, municípios, parlamentos e igrejas. França, Inglaterra, Castela ou Aragão não eram Estados nacionais no sentido contemporâneo. O Sacro Império compreendia muitos principados, cidades e senhorios sob autoridade imperi

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Volume 8Capítulo 13

13. Mexicas: aliança, tributo e poder no vale do México

O estudo dos mexicas utiliza arqueologia, arquitetura, escultura, códices, linguística e textos alfabéticos coloniais em náuatle e espanhol. Muitos relatos foram registrados décadas após 1521, em colaboração ou sob supervisão de religiosos e autoridades coloniais. Eles preservam vozes indígenas e, simultaneamente, refletem novos conflitos e categorias. O chamado Códice Mendoza, a Matrícula de Tributos, a obra associada a Berna

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Volume 8Capítulo 14

14. Incas e outras Américas: estradas, trabalho e múltiplos centros

Os incas eram um grupo regional de Cusco antes de construir o Tawantinsuyu, “as quatro partes reunidas”. Tradições coloniais atribuem grande expansão a Pachacuti após vitória sobre os Chancas, geralmente situada em meados do século XV. A cronologia exata é debatida porque relatos foram registrados depois da conquista e organizados por interesses de linhagens. Pachacuti, Topa Inca e Huayna Capac ampliaram domínio pelos Andes. A

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Volume 8Capítulo 15

15. Peste, clima, comércio e mobilidade na Afro-Eurásia

A Peste Negra de meados do século XIV foi parte da segunda pandemia de peste, associada à bactéria Yersinia pestis. DNA antigo recuperado de sepultamentos de 1338-1339 na região do lago Issyk-Kul, no atual Quirguistão, posiciona essas linhagens junto ao ancestral da grande diversificação associada à Peste Negra e reforça uma origem centro-asiática no início do século XIV. O reservatório ecológico mais amplo e todas as rotas de

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Volume 8Capítulo 16

16. Comparação final: novas potências sem uma ordem mundial única

Em 1300, formações mongóis ocupavam posição central em grande parte da Eurásia; em 1500, seus territórios estavam reorganizados por Ming, timúridas, canatos, Moscóvia e outros poderes. Otomanos transformaram um principado fronteiriço em império com capital em Constantinopla. Delhi fragmentou-se, enquanto Vijayanagara, Gujarat, Bengala e estados do Decão cresceram. Mali perdeu regiões para Songhai. Majapahit cedeu centralidade

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Volume 8Apêndice A

Apêndice A. Cronologia analítica

Datas exatas podem ocultar processos longos. A tabela seleciona marcos que ajudam a enxergar coexistência. “Início” e “fim” significam mudança de autoridade ou fase, não nascimento e desaparecimento de povos. Eventos em regiões sem conexão regular são colocados lado a lado para comparação temporal, não para sugerir causalidade. Cronologia comparada, c. 1290-1360 Data África e Mediterrâneo Ásia Américas e Europa c. 1290-1300 Ma

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Volume 8Apêndice B

Apêndice B. Quadros de coexistência e mapas de referência

Linhas do tempo escolares costumam mostrar um império por vez. Isso cria a impressão de sucessão global: mongóis, depois otomanos, depois europeus. Na realidade, dezenas de formações coexistiam, e muitas não se conheciam diretamente. Os quadros abaixo funcionam como “mapas temporais”: mostram centros, vizinhos e corredores sem fingir fronteiras modernas exatas. Instantâneo global, c. 1300 Macrorregião Centros e formações coexi

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Volume 8Apêndice C

Apêndice C. Matrizes comparativas

Formas de delegar poder Mecanismo Exemplos Vantagem para o centro Risco político Magistratura territorial Ming e Joseon Padroniza registros e comunicação Dependência de elites e informação local Concessão de receita Iqta mameluca e timar otomano Sustenta oficiais sem pagamento central integral Apropriação regional e registros incompletos Vassalagem Otomanos, Muromachi e reinos europeus Incorpora autoridades existentes Mudança

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Volume 8Apêndice D

Apêndice D. Glossário essencial

Ayllu: comunidade andina de parentesco, memória e direitos coletivos, com formas regionais variadas. Calpulli: unidade social e territorial mesoamericana associada a bairro, terra, tributo e culto; sua definição exata varia conforme cidade e fonte. Canato: formação governada por khan; não implica estrutura idêntica em todas as sociedades de origem mongol ou turca. Chancelaria: instituição e conjunto de especialistas que produz

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Volume 8Apêndice E

Apêndice E. Laboratório de fontes e atividades

Quem produziu a fonte e em qual posição social? Quando foi produzida em relação ao acontecimento narrado? Qual era o público e a finalidade? Que vocabulário político ou religioso organiza o texto ou objeto? O que a fonte permite afirmar com segurança? O que precisa de comparação com arqueologia, registros ou outras narrativas? Quais grupos aparecem apenas pelo olhar de terceiros ou não aparecem? Contexto: instruções e editos M

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Volume 8Bibliografia

Bibliografia comentada

Abu-Lughod, Janet L. Before European Hegemony. Reconstrói redes do século XIII e ajuda a compreender o mundo herdado por 1300; algumas interpretações devem ser confrontadas com pesquisa posterior. Bang, Peter Fibiger; Bayly, C. A.; Scheidel, Walter, orgs. The Oxford World History of Empire. Coletânea comparativa ampla sobre mecanismos e conceitos imperiais. Burbank, Jane; Cooper, Frederick. Empires in World History. Síntese de

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