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DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Política de diminuir exposição em setores estratégicos sem romper todas as relações. Difere de desacoplamento completo.
Pessoa que cruza fronteira por perseguição, conflito ou grave ameaça e necessita proteção internacional. Definições jurídicas variam no tempo e entre instituições.
Supervisão internacional de territórios considerados em transição para autogoverno ou independência, especialmente no sistema das Nações Unidas.
Princípios, normas e procedimentos que orientam expectativas numa área, como comércio, clima ou não proliferação.
Termo das fontes Han para reinos e corredores a oeste, especialmente bacia do Tarim e áreas conectadas.
Título que expressa soberania sobre outros governantes e povos. Foi usado em tradições mesopotâmicas e iranianas, inclusive por aquemênidas e partas.
Monarquia que preserva governante próprio, mas depende de potência superior para reconhecimento, defesa ou política externa. É categoria analítica moderna.
Período egípcio aproximadamente entre 1550 e 1070 a.C., abrangendo as dinastias XVIII a XX e a fase de maior expansão externa.
Reino que preserva governante próprio, mas deve lealdade, tributo ou tropas a um soberano superior. A relação pode ser formalizada por tratado.
Pagamentos ou transferências impostos após guerra. Seu valor nominal, capacidade real de pagamento, renegociação e ligação com dívidas precisam ser distinguidos.
Sistema colonial espanhol de recrutamento temporário de trabalho indígena, com formas regionais. Pagamento ou duração limitada não anulavam a obrigação.
Estrutura de armazenamento de água; pode servir agricultura, consumo, ritual e controle de cheias.
Capacidade de absorver interrupção, adaptar-se e recuperar função. Redundância pode custar mais, mas reduz vulnerabilidade.
Ações que limitam, contestam ou combatem autoridade. Incluem luta armada, informação, abrigo, greve, desobediência, recusa e preservação cultural.
Compromisso político de prevenir atrocidades e proteger populações, priorizando meios pacíficos e ação coletiva conforme a Carta da ONU.
Transformação rápida e disputada de governo, propriedade, hierarquia social e legitimidade. A palavra também é reivindicada por atores para definir seu próprio projeto.
Sistema japonês de códigos penais e administrativos inspirado em modelos continentais. Regulava corte, províncias, impostos e status, mas sua execução era desigual.
Conceito moderno para redes de circulação afro-eurasiáticas. O plural “rotas” evita a imagem de uma estrada única.
Confederação da Ásia interior dominante entre os séculos IV e VI, derrotada pelos Gokturks em 552.
Sistema de receita colonial associado a acordos com cultivadores individuais, especialmente no sul e oeste da Índia. Categorias e avaliação variavam na prática.
Faixa ecológica ao sul do Saara, entre ambientes desérticos e savanas mais úmidas. Abrigou agricultura, pastoreio, cidades e estados ligados a rotas transaarianas.
Rótulo posterior para políticas Tokugawa de restrição marítima. A expressão país fechado é enganosa porque comércio e diplomacia continuaram por canais selecionados.
Termo sânscrito usado para subordinado, vizinho, senhor ou aliado em diferentes inscrições. Samantas podiam integrar hierarquias régias mantendo bases próprias de poder.
Capital abássida entre 836 e 892, fundada ao norte de Bagdá. Seus palácios, mesquitas e bairros militares revelam a escala da corte e de novas tropas.
Restrição econômica, financeira, tecnológica ou diplomática destinada a pressionar um alvo, reduzir sua capacidade ou sinalizar reprovação. Seus efeitos dependem de desenho, coalizão, alternativas disponíveis e distribuição dos custos.
Relativo à dinastia assíria iniciada por Sargão II, incluindo Senaqueribe, Esarhaddon e Assurbanípal. Não deve ser confundida com a dinastia de Sargão de Akkad.
Longa lança da falange macedônia. Seu efeito dependia de treinamento, formação e apoio de outras armas.
Dinastia iraniana fundada por Ardashir I e encerrada com a morte de Yazdegerd III em 651.
Governador ou autoridade regional associado ao sistema aquemênida e reutilizado por Alexandre e sucessores. Competências e territórios não eram uniformes.
Nome associado às grandes unidades provinciais do Império Persa Aquemênida, administradas por sátrapas.
Prática gandhiana de ação política baseada em verdade, não violência e disciplina. Não significa passividade e depende de organização e contexto.
Separação e hierarquia de grupos em moradia, escola, trabalho, transporte, terra ou cidadania. Pode ser legal, administrativa ou produzida por práticas sociais coercitivas.
Princípio de que agressão contra um membro exige resposta comum. Sua aplicação depende de definição de agressão, recursos e vontade dos Estados.
Proteção de capacidades produtivas, tecnológicas e financeiras consideradas essenciais. Pode entrar em tensão com eficiência e regras comerciais.
Componente essencial de dispositivos digitais. A cadeia combina projeto, software, materiais, máquinas e fabricação altamente especializados.
Região intermediária que é subordinada a um centro e, simultaneamente, exerce influência ou extração sobre áreas mais periféricas.
“Rei dos reis” em iraniano médio, título central da soberania sassânida.
Segundo grande rei sassânida, governante de aproximadamente 240 a 270, responsável por campanhas contra Roma e pela inscrição trilíngue de Naqsh-e Rostam.
Propriedade ou domínio no Japão, frequentemente associado a direitos fiscais e patronagem de aristocratas, templos e santuários. Os shoen ampliaram a sobreposição de jurisdições.
Título militar concedido pela corte japonesa. Minamoto no Yoritomo tornou-o base de autoridade do bakufu, sem substituir o imperador.