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DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Instituição de patronagem intelectual ligada à corte ptolomaica e às Musas. Não era museu público no sentido contemporâneo.
Cláusula pela qual concessões futuras a uma potência estendem-se a outra. Em tratados chineses, ampliou direitos estrangeiros cumulativamente.
Conjunto de práticas, ideias e movimentos que definem uma comunidade como nação e reivindicam autoridade política em seu nome. Pode sustentar emancipação, unificação, assimilação, exclusão ou expansão imperial. Ver também: Estado-nação, Autodeterminação, Nacionalismo anticolonial, Pan-africanismo.
Projetos que reivindicam autonomia ou independência contra domínio externo. Podem divergir sobre classe, religião, fronteira, gênero e forma do Estado.
Transferência de empresa, recurso ou serviço para propriedade pública. Seu efeito depende de gestão, compensação, tecnologia, mercado e distribuição da receita.
Comandante ou chefe com direitos e obrigações regionais em Vijayanagara; o sistema variou cronologicamente.
Movimento e regime alemão liderado por Hitler, caracterizado por ditadura, comunidade racial, antissemitismo radical, anticomunismo, rearmamento e expansão conquistadora.
Rótulo moderno para correntes confucianas renovadas nos períodos Song e posteriores. Autores como Zhu Xi integraram ética, cosmologia, educação e ritual em novas sínteses.
Conceito político que descreve soberania formal acompanhada de controle externo decisivo. Exige demonstração de mecanismo e não deve servir como explicação automática para qualquer desigualdade.
Concílio convocado por Constantino em 325 para tratar da controvérsia ariana e outras questões eclesiásticas.
Novo sistema associado a Selim III para exército, treinamento e receita. Sua resistência revela custos corporativos da reforma.
Forma teatral japonesa consolidada no período Muromachi, ligada a patronagem e tradições performáticas anteriores.
Categoria coreana de pessoas dependentes ou escravizadas, públicas ou privadas, com condições diversas.
Divisão territorial tradicional do Egito, chamada de sepat em egípcio. Sua administração mudou ao longo dos períodos.
Moeda de ouro romana oriental, continuidade do sólido. Sua estabilidade relativa foi importante para impostos, pagamentos e comércio.
Distrito administrativo tradicional do Egito. Suas funções e autoridades mudaram entre períodos faraônico, ptolomaico e romano.
Programa aprovado na ONU em 1974 para reformar comércio, finanças, recursos, tecnologia e poder decisório em favor de países em desenvolvimento.
Política soviética de 1921 que permitiu comércio e pequena iniciativa enquanto o Estado manteve setores estratégicos. Facilitou recuperação e abriu disputa sobre caminho socialista.
Infraestrutura remota de computação, armazenamento e software. A escala oferece eficiência, mas pode concentrar dependência em poucos fornecedores.
Títulos associados respectivamente a Benin, Kongo e Ndongo. Traduzir todos simplesmente como rei é útil em síntese, mas pode apagar instituições e cosmologias próprias.
Em grego, o mundo habitado ou conhecido. Autores e reis usaram o conceito em geografias e pretensões universais.
Organização Mundial do Comércio, criada em 1995 para administrar acordos e controvérsias comerciais. Seu alcance depende do compromisso de seus membros.
Dinastia califal que governou de Damasco entre 661 e 750. Um ramo estabeleceu emirado em Córdoba em 756 e reivindicou o califado em 929.
Missão internacional destinada a observar acordos, separar forças, apoiar transições ou proteger mandatos definidos. Escopo e legitimidade variam conforme autorização e prática.
Espaço histórico de debate por imprensa, associação, leitura e oralidade. Não representa automaticamente maioria nem sociedade inteira.
Conjunto de regras, instituições, hierarquias e práticas que organiza relações entre atores. Pode combinar cooperação, desigualdade e conflito.
Configuração em que um Estado possui vantagem muito superior em capacidades gerais. Não significa controle absoluto nem ausência de resistência.
Organização intergovernamental criada em 1963, antecessora da União Africana. Defendeu descolonização e integridade territorial, enfrentando divergências entre seus membros.
Vale da Mongólia associado a capitais e inscrições turcas e uigures. Os monumentos do século VIII são fontes centrais para linguagem política turca antiga.
Aliança criada em 1949 sob compromisso de defesa coletiva no Atlântico Norte. Tornou-se também estrutura de comando, padronização e presença militar norte-americana na Europa.
Aliança militar estabelecida em 1955 entre União Soviética e Estados socialistas europeus, dissolvida em 1991.
Arranjo monetário que vincula moeda a quantidade de ouro e facilita certos pagamentos internacionais. Exige políticas internas e não impede crise financeira.
Credencial ligada à autoridade mongol que permitia acesso a transporte, proteção e recursos. Uso indevido podia sobrecarregar comunidades e exigiu regulamentação.
Residência régia e complexo administrativo, econômico e cerimonial. “Economia palaciana” não significa que toda atividade era controlada pelo palácio.
Estudo de material genético antigo; no caso da peste, permite identificar linhagens de Yersinia pestis.
Família de movimentos que conecta africanos e diásporas na luta contra racismo, colonialismo e fragmentação. Incluiu projetos de cidadania, independência, federação e retorno.
Projeto de unidade ou coordenação entre sociedades e Estados árabes. Competiu com interesses nacionais, monarquias, movimentos religiosos e rivalidades regionais.
Discurso ou inscrição de louvor. É fonte histórica porque seleciona virtudes, vitórias e relações desejadas pelo patrono.
Região iraniana de origem da dinastia arsácida e, por extensão, nome do império por ela governado.
Divisão de um território em unidades políticas distintas. Pode produzir Estados reconhecidos sem resolver cidadania, recursos, minorias e fronteiras.