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DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Lote de terra, especialmente associado a soldados no Egito ptolomaico. Não deve ser tratado como propriedade idêntica em todos os documentos.
Termos usados para autoridades indígenas andinas e americanas. Algumas posições antecediam a colonização e foram transformadas como mediadoras de tributo, trabalho e litígio.
Dinastia árabe centrada em al-Hira e aliada aos sassânidas, atuando entre Mesopotâmia, deserto e Arábia.
Figura protetora assíria, frequentemente com corpo de touro ou leão, asas e cabeça humana, instalada em entradas monumentais.
Projeto nazista de espaço vital, especialmente no leste europeu, ligado a conquista, colonização e hierarquia racial. Não era simples demanda por fronteira defensiva.
Processo de simplificar população, terra e produção em registros e categorias administráveis pelo governo.
Reconhecimento de uma ordem como válida ou aceitável. Pode basear-se em tradição, religião, justiça, proteção, participação ou desempenho. Ver também: Ideologia régia, Mandato do Céu, Maat, Universalismo.
Faixa oriental do Mediterrâneo que inclui, em termos atuais aproximados, partes de Síria, Líbano, Israel, Palestina e Jordânia. É categoria geográfica moderna.
Associação de cidades ou comunidades para defesa, política e cultos. Algumas ligas desenvolveram instituições federais; outras eram alianças assimétricas.
Termo latino com sentidos de caminho e limite, usado modernamente para sistemas fronteiriços romanos; não indica muralha contínua universal.
Oficial epônimo assírio cujo nome identificava um ano. Listas de limus ajudam a estabelecer cronologia do primeiro milênio a.C.
Conceito egípcio de ordem, justiça e equilíbrio cósmico-social. Ptolomeus foram representados como faraós que a preservavam.
Escola de interpretação jurídica islâmica. As principais escolas sunitas consolidaram-se progressivamente por ensino, textos e redes de juristas.
Instituição de ensino associada sobretudo às ciências religiosas islâmicas. Podia ser financiada por fundação e ligada a uma escola jurídica, sem currículo uniforme universal.
Título sânscrito traduzido como “grande rei dos reis”, adotado por governantes Guptas e outros soberanos.
Contrato otomano de arrecadação vitalícia. Conectava investidores, notáveis provinciais e Estado e mostra que descentralização podia financiar o império.
Militar de origem servil treinado e incorporado a redes de patronagem islâmicas. Mamelucos estabeleceram sultanato no Egito em 1250; sua capacidade política coexistia com a coerção do sistema de recrutamento.
Modelo historiográfico usado para campos de poder do Sul e Sudeste Asiático centrados em cortes, com autoridade graduada e sobreposta. Não é fronteira fixa nem nome nativo universal.
Território administrado por potência sob supervisão da Liga das Nações. A tutela declarada não substituiu consentimento nem soberania dos habitantes.
Concepção chinesa que vinculava legitimidade dinástica à ordem moral e cósmica, reinterpretada por cada regime.
Religião missionária fundada por Mani no século III, difundida em várias línguas do Mediterrâneo à China.
Título de governantes de Mali. Tornou-se conhecido por fontes árabes e tradições regionais; não deve ser traduzido mecanicamente por “imperador” sem contexto.
Grau hierárquico de serviço no império Mogol, associado a salário e obrigação de manter contingentes. O número formal precisava ser verificado e não correspondia automaticamente a soldados presentes.
Título sassânida associado a comando ou governo de região fronteiriça; funções variavam conforme lugar e período.
Plural de mawla. Em contextos omíadas, frequentemente designa convertidos ou clientes não árabes ligados a grupos árabes, mas o termo possuía vários sentidos sociais e jurídicos.
Categoria posterior usada para políticas de monopólio, balança comercial e incentivo estatal. Governos da época não seguiam um manual único; práticas variaram e podiam ser contraditórias.
Combatente contratado ou mantido por pagamento e recompensa. Origem, vínculo e duração de serviço variavam; o termo não implica ausência de lealdade.
Região entre e ao redor do Tigre e do Eufrates, incluindo contextos do atual Iraque e áreas vizinhas. Sul e norte possuíam ecologias e trajetórias diferentes.
Centro político e econômico de um império colonial em relação a suas colônias.
Termo usado para guerras e migrações na África austral no início do século XIX. É debatido quando atribui processos amplos a uma causa zulu única e apaga pressões coloniais e comerciais.
Família de tradições cristológicas que rejeitaram a fórmula de Calcedônia sem corresponder à caricatura de que Cristo teria apenas natureza divina.
Termo otomano para comunidade ou confissão em usos que mudaram. Não deve ser projetado como sistema nacional fixo e plenamente institucionalizado desde o século XV.
Material importante para economia ou segurança e sujeito a risco de oferta. A lista varia por país e tecnologia.
Enviados régios carolíngios encarregados de inspecionar regiões, comunicar ordens e ouvir queixas. Seu alcance dependia de cooperação local.
No mundo andino, obrigação rotativa de trabalho com precedentes incas. A mita colonial, sobretudo ligada a Potosí, transformou escala, destino e coerção sob governo espanhol.
Formação dinástica que reúne territórios com leis, impostos e instituições diferentes sob um soberano. Monarquias Habsburgo e ibéricas são exemplos centrais.
Sistema sazonal de ventos e chuvas do oceano Índico. A mudança regular da direção dos ventos organizava calendários de navegação.
Direito exclusivo declarado sobre comércio, produto ou rota. Sua existência legal não prova fiscalização efetiva; contrabando e licenças excepcionais eram comuns.
Coordenação de Estados que buscavam autonomia diante dos blocos e cooperação anticolonial. Não significava neutralidade permanente nem posições idênticas.
Distribuição de capacidades entre vários polos. O número de polos depende do domínio observado e não determina sozinho estabilidade.