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DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Sistema militar associado a famílias registradas e unidades locais em Sui e Tang inicial. Mudou gradualmente e não deve ser imaginado como modelo imutável de camponeses-soldados.
Fórum de grandes economias, União Europeia e União Africana. Ganhou centralidade após 2008, sem funcionar como governo mundial.
Ave associada a Vishnu e importante emblema dinástico Gupta, presente em moedas e inscrições.
Conjunto documental preservado na sinagoga Ben Ezra e em outros contextos, com cartas, contas e textos religiosos. É fonte central para Mediterrâneo e Índico, mas representa comunidades específicas.
Destruição intencional, total ou parcial, de grupo nacional, étnico, racial ou religioso. O conceito jurídico foi formulado depois do período, mas é aplicado pela historiografia a processos anteriores quando evidência sustenta intenção e mecanismo.
Uso de comércio, finanças, investimento e tecnologia para objetivos estratégicos; também é o estudo da interação entre riqueza e poder.
Dinastia e confederação árabe cristã aliada ao Império Romano oriental, relevante na defesa e diplomacia dos séculos VI e início do VII.
Linguagem e prática de combate legitimado em certos contextos islâmicos de fronteira; não explica sozinha a formação otomana.
Servidor militar ou administrativo cuja origem podia envolver cativeiro, conversão e treinamento doméstico. No mundo safávida, ghulams de origem caucasiana ajudaram a equilibrar elites qizilbash.
Intensificação desigual de fluxos de bens, capital, pessoas, informação e normas através de fronteiras. Não implica integração uniforme, igualdade de poder, fronteiras abertas ou desaparecimento dos Estados. Ver também: Interdependência, Cadeia global de valor, Geoeconomia, Império em rede.
Confederação turca que derrotou os Rouran em 552 e construiu grande canato na Eurásia interior.
Exercício de receita, justiça, diplomacia ou força por corporação privilegiada. Companhia pode agir como soberano em alguns domínios e comerciante em outros.
Administração colonial que substitui ou subordina fortemente autoridades locais por funcionários e códigos metropolitanos. Mesmo assim, depende de intérpretes e mediadores.
Administração que utiliza governantes, chefes, proprietários ou instituições locais. Pode reduzir custos do centro e preservar ou reconstruir hierarquias.
Debate sobre quando e por que certas regiões da Europa ocidental ultrapassaram regiões asiáticas em renda, energia e produção. Não é fato explicado por uma causa consensual.
Conjunto de medidas contra cristãos iniciado sob a Tetrarquia em 303, aplicado com intensidades distintas no império.
Especialista da África ocidental em memória, genealogia, música e performance; os nomes locais e funções variam.
Conflito armado organizado pelo controle do Estado, do território ou da ordem social dentro de uma comunidade política. Apoio estrangeiro pode internacionalizar a guerra sem apagar suas causas, alianças e objetivos locais.
Competição global, política, econômica, militar e cultural centrada nos Estados Unidos e na União Soviética, sem guerra direta total entre ambos, aproximadamente de 1947 a 1991.
Mobilização ampliada de economia, ciência, sociedade e informação para conflito. É categoria de grau e projeto, não prova de que fronteira entre civil e militar desapareceu igualmente em todo lugar.
Dinastia imperial do norte da Índia, dominante sobretudo nos séculos IV e V, com soberania de intensidade desigual.
Políticas Ming de restrição ao comércio marítimo privado. Sua aplicação variou; não eliminaram comércio, migração ou contrabando.
Sistema alfabético criado na corte de Sejong para representar a língua coreana.
Poder ou conjunto de poderes centro-asiáticos dos séculos V e VI, chamados em algumas fontes de Hunos Brancos; sua composição e relação com grupos indianos são debatidas.
Predomínio capaz de orientar escolhas de outros atores sem exigir anexação ou administração direta completa. Pode combinar capacidade material, prestígio, alianças, instituições, consentimento, ameaça e coerção, e permanece sempre sujeita a negociação e resistência. Ver também: Império informal, Esfera de influência, Soft power, Ordem internacional.
Migração de Muhammad e seus seguidores de Meca para Medina, datada de 622 e adotada como início do calendário islâmico.
Categoria moderna para processos de circulação e adaptação de língua, instituições e repertórios gregos. Não implica cultura uniforme nem substituição automática de tradições locais.
Política diplomática Han de acordos, presentes e casamento com líderes estrangeiros, especialmente Xiongnu.
Sistema montanhoso cujas passagens conectam Ásia Central, Afeganistão e subcontinente indiano.
Abordagem que reconstrói relações sem presumir centro único nem influência unilateral.
Perseguição e assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelo regime nazista, aliados e colaboradores entre 1933 e 1945, com radicalização genocida durante a guerra.
Nome posterior para o domínio dos descendentes de Jochi nas estepes pónticas e regiões associadas. Governava Rus principalmente por tributo e intermediários.
Lugar, objeto, entidade ou ancestral sagrado nos Andes; tradução simples como “templo” é insuficiente.
Principal governante de Tenochtitlán; literalmente relacionado ao “grande orador”, em tradução aproximada.
Termo de fontes indianas para invasores e governantes associados a diferentes formações centro-asiáticas; não identifica por si só uma etnia única.
Língua e identificação cultural presentes no norte mesopotâmico, Síria e Anatólia. Mitani esteve fortemente ligado a tradições hurritas.
Políticas e teologias contrárias ao uso religioso de imagens no Império Romano oriental dos séculos VIII e IX. A documentação preservada é majoritariamente favorável aos vencedores iconófilos.
Conjunto de imagens, títulos, rituais e narrativas que apresenta o governante como legítimo. Não é mera falsidade: estrutura expectativas e decisões.
Tradição cristã organizada no Império Sassânida, de língua litúrgica siríaca e posteriormente difundida pela Ásia.
Canato mongol estabelecido por Hülegü no Irã, Iraque e áreas vizinhas. Combinou elite chinggisida, administração persa e transformações religiosas.