Biblioteca digital de história, tecnologia e pensamento
DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Rótulo para recomendações de estabilização, abertura e reforma de mercado difundidas a partir do fim do século XX. Sua aplicação variou amplamente.
Decisão de Caracala, em 212 d.C., que concedeu cidadania romana a quase todos ou todos os habitantes livres do império, com exceções debatidas.
Estratégia norte-americana de limitar a expansão do poder soviético e de movimentos percebidos como aliados. Assumiu formas diplomáticas, econômicas e militares diferentes.
Conjunto de políticas políticas, militares, policiais e sociais contra movimentos armados internos. Deve ser estudado com atenção a comando, legislação, apoio externo e efeitos sobre civis, sem reduzir toda oposição a manipulação estrangeira.
Relação formal de trabalho em que dívida, fraude, sanção penal, distância ou retenção de documentos restringe saída. Não é juridicamente idêntica à escravidão, mas exige análise de liberdade prática.
Regra que restringe venda externa de bem, software ou conhecimento. Torna-se instrumento geopolítico quando incide sobre gargalos tecnológicos.
Modelo de representação por categorias profissionais controladas ou reconhecidas pelo Estado. Podia conceder canais de negociação e subordinar sindicatos independentes.
Rede de estações, animais, mensageiros e documentos; sua velocidade dependia de manutenção e prioridade.
Obrigação de trabalho não livre devida periodicamente a senhor, comunidade ou Estado. É categoria comparativa ampla; nomes e direitos locais precisam ser especificados.
Categoria jurídica consolidada no pós-guerra para certos ataques sistemáticos contra civis. Seu uso exige critérios legais e prova; não substitui descrição histórica do processo.
Formação de práticas, línguas e identidades novas em situações de contato e deslocamento. Não significa mistura sem poder; no Atlântico ocorreu sob escravização, colonialismo e criatividade comunitária.
Expedição ou campanha autorizada pela Igreja latina e associada a voto e benefícios espirituais. Objetivos, participantes e regiões variaram; nem toda guerra religiosa medieval foi cruzada.
Complexo urbano junto ao Tigre e principal residência de inverno e coroação sassânida, inserido numa Mesopotâmia multilíngue e multirreligiosa.
Dinastia e império também conhecidos internacionalmente como Kushan, formados a partir de um dos grupos Yuezhi/Guishuang.
Honras e rituais dirigidos a governantes vivos ou mortos e a suas famílias. Podia ser promovido pela corte, por cidades, templos ou associações.
Sistema de escrita realizado principalmente com marcas em forma de cunha em argila. Foi adaptado a várias línguas e usado por mais de três milênios.
Sistema romano de transporte e comunicação oficial por estações, animais e autorizações.
Nome usado em fontes chinesas para um grande império ocidental geralmente associado ao mundo romano, conhecido por informações indiretas.
Registro que pode ser armazenado e analisado. Valor e risco surgem de escala, qualidade, conexão, finalidade e capacidade computacional.
Moeda aquemênida de ouro associada ao sistema real, particularmente importante no oeste do império. Não era a única forma monetária em circulação.
Supervisor ou agente de autoridade mongol enviado a cidades e territórios. Funções incluíam fiscalização, censo, comunicação e controle, variando por região.
Deslocamento coercitivo de pessoas ordenado pelo poder. Impérios o usaram para punição, segurança, trabalho, repovoamento e integração territorial.
Separação deliberada de relações econômicas ou tecnológicas. Pode ser ampla ou restrita a setores considerados estratégicos.
Abertura administrativa de documentos antes restritos. Um documento desclassificado continua sendo produto de uma instituição e precisa de crítica de autoria, finalidade, lacunas e circulação.
Processo pelo qual impérios formais perderam soberania sobre territórios e novos Estados foram reconhecidos. Inclui mobilização, negociação, conflito, partição e construção institucional. Ver também: Autodeterminação, Anticolonialismo, Nacionalismo anticolonial, Neocolonialismo.
Família de projetos que atribui ao Estado papel ativo em industrialização, infraestrutura, crédito e transformação social. Variou entre democracias, regimes autoritários e governos socialistas.
Conteúdo enganoso difundido de modo intencional. Seu efeito depende de confiança social, arquitetura de plataformas e capacidade institucional.
Movimento de pessoas compelidas a deixar sua residência por perseguição, conflito, violência ou desastre. Refugiado possui definição jurídica específica e não é sinônimo de todo deslocado.
Violação pública e disciplinada de regra considerada injusta, com objetivo político. Na Índia, foi combinada com boicote, marcha, organização local e negociação.
Distensão negociada entre adversários, especialmente entre as superpotências nos anos 1960 e 1970. Reduziu alguns riscos sem encerrar guerras regionais ou competição ideológica.
Termo usado em debates sobre realeza e culto no Sudeste Asiático, especialmente Khmer. Não significa simplesmente “rei-deus”; inscrições e rituais exigem leitura contextual.
Recrutamento otomano periódico de meninos cristãos para conversão e serviço imperial. Produziu janízaros e administradores em contextos específicos; não recrutou toda população cristã nem permaneceu idêntico por séculos.
Categoria jurídica para certas comunidades não muçulmanas protegidas sob governo islâmico mediante obrigações específicas. A prática variou no tempo e no espaço.
“Sucessor”. Nome moderno aplicado aos comandantes que disputaram o império depois da morte de Alexandre.
Comunidades formadas por dispersão e conexão entre lugares. Pode resultar de migração voluntária, comércio, perseguição, contrato ou deslocamento forçado e manter redes familiares, religiosas e políticas.
Comunidade de comerciantes que mantém redes familiares, religiosas ou linguísticas em vários lugares.
Parte da compilação jurídica de Justiniano formada por excertos organizados de juristas romanos.
Governante de território ou comunidade que podia exercer autoridade hereditária sob soberania de um rei maior. A autonomia era variável.
Sequência de governantes vinculados por parentesco real ou construído. Mudança dinástica não implica automaticamente fim de instituições imperiais.
Linguagem jurídica e política de direitos atribuídos às pessoas. Sua internacionalização cresceu depois de 1945, com aplicação seletiva e apropriação por movimentos sociais diversos.