Biblioteca digital de história e pensamento
DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Escrita utilizada especialmente em Gandara e no noroeste do subcontinente, normalmente da direita para a esquerda.
Licença marítima exigida pelo Estado português da Índia para certas embarcações. Buscava fiscalizar rotas e portos, mas sua aplicação era seletiva e contestada.
Família governante e sua rede de dependentes, propriedades e alianças. Não corresponde apenas a parentes biológicos; é também organização política.
Categoria social e administrativa cujo significado variou. Na América ibérica, classificações de origem e condição eram negociadas e inconsistentes; na Índia colonial, censos e leis tornaram certas categorias mais rígidas.
Confederação e khaganato que controlou áreas entre Volga, Cáucaso e mar Negro. Parte de sua elite adotou o judaísmo, em cronologia e alcance debatidos.
Designação antiga de extensão variável para áreas do Levante disputadas por Ptolomeus e Selêucidas. Não corresponde a fronteira nacional moderna.
Concentração de decisões e recursos; não significa eliminação de intermediários.
Posições relacionais numa estrutura desigual. O centro concentra decisões; periferias fornecem recursos e possuem menor influência, mas podem negociar e transformar o centro.
Na Tetrarquia, governante imperial subordinado a um augustus e previsto como sucessor; o título teve outros usos antes e depois.
Instituição e conjunto de especialistas que produzem documentos, selos, cartas e registros de governo.
Mensageiro inca que trabalhava em sistema de revezamento.
Formação política da costa norte andina centrada em Chan Chan, desenvolvida após aproximadamente 1000 e expandida sobretudo nos séculos XIII a XV.
Área agrícola elevada construída em ambientes lacustres do vale do México, integrada a canais e manejo de solo.
Relação de pertencimento político com direitos e deveres. Constituições revolucionárias ampliaram sua linguagem, mas gênero, propriedade, raça, religião e status colonial limitaram aplicação.
Pertencimento jurídico dentro de império com direitos diferenciados por território, origem, raça, religião ou estatuto. Súdito imperial não possuía necessariamente direitos do cidadão metropolitano.
Estatuto jurídico com direitos e deveres, expandido gradualmente e concedido à maioria dos livres do império em 212 d.C.
Formação política centrada numa cidade e em seu território rural. Pode dominar outras cidades sem perder essa base institucional.
Conjunto de classificações pseudocientíficas que naturalizaram hierarquias humanas. Seus métodos e conclusões foram contestados e não representam validade biológica contemporânea.
Beneficiário de lote de terra associado a obrigações militares, especialmente conhecido no Egito ptolomaico. Condições e origem social variavam.
Coordenação entre atores para objetivo específico. Em geral é mais limitada e flexível do que uma aliança permanente.
Coleção organizada de disposições legais. Para Hammurabi, “código” é convenção moderna e não deve sugerir funcionamento idêntico ao direito codificado contemporâneo.
Limitação de escolhas por ameaça ou uso de força, lei, dependência ou controle de recursos.
Cooperação com força ocupante ou regime dominante. Pode resultar de convicção, interesse, rivalidade, sobrevivência ou coerção; requer análise individual e institucional.
Redução rápida e significativa de complexidade ou capacidade institucional. Deve ser definido por dimensão e região; não significa desaparecimento automático da população.
Reorganização da agricultura soviética em unidades coletivas e estatais. Foi implementada com coerção e se conectou a requisições, resistência e fome.
Projeto que transfere população, terra e soberania para colonos, frequentemente reduzindo direitos dos habitantes indígenas. Assentamento e governo metropolitano podem combinar-se de formas variadas.
Domínio duradouro de território e população por potência externa, acompanhado por administração, exploração e transformação social em graus variados. Ver também: Colonialismo de povoamento, Protetorado, Descolonização, Neocolonialismo.
Projeto de instalar população colonizadora permanente e transferir terra, frequentemente deslocando ou subordinando povos indígenas. Não é sinônimo de toda forma colonial.
Grande unidade territorial Han administrada por oficiais nomeados, subdividida em condados.
Empresa que recebe monopólio, território, receita ou poder administrativo. Sua autoridade privada depende de reconhecimento estatal e pode exercer coerção pública.
Empresa criada por carta estatal com monopólio e poderes públicos em uma região. VOC e EIC podiam negociar, fortificar e guerrear; não eram companhias privadas no sentido contemporâneo simples.
Corporação que exerce funções de soberania, como guerra, tratado, imposto e tribunal. A EIC tornou-se exemplo, mas permaneceu dependente do Parlamento britânico e de recursos indianos.
Políticas bolcheviques da guerra civil que incluíram nacionalização, requisição de grãos e prioridade militar. Não foi sistema estável nem causa única do colapso econômico.
Exigência vinculada a empréstimo, auxílio, comércio ou reconhecimento. Seu peso depende das alternativas disponíveis e da capacidade de fiscalização.
Encontro de 1884-1885 em que potências regularam comércio, navegação e critérios de ocupação, especialmente na bacia do Congo. Não definiu sozinha todas as fronteiras africanas.
Processo pelo qual igrejas e governos buscaram definir doutrina, disciplina e pertencimento. Ajuda a estudar Europa reformada, mas não implica obediência uniforme.
Tradição ética, política e educacional diversa; em Ming e Joseon foi institucionalizada sem eliminar outras práticas.
Reunião de 1878 que tratou dos Bálcãs e do equilíbrio europeu. Não deve ser confundido com a Conferência de Berlim de 1884-1885 sobre regras da expansão colonial na África.
Negociação de 1814-1815 que reorganizou fronteiras e equilíbrio europeu após Napoleão. Não restaurou integralmente a ordem anterior nem impediu revoluções.
Recrutamento militar obrigatório. Produz exércitos de massa e pode funcionar como escola nacional, imposto de tempo e instrumento de integração ou resistência.