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DICIONÁRIO GERAL
529 conceitos, instituições, títulos e categorias históricas harmonizados a partir dos glossários dos 14 volumes de História Comparada — Impérios.
Tentativa de impedir uma ação ao tornar seu custo esperado inaceitável. Na era nuclear, dependeu de capacidade, comunicação, credibilidade e controle de escalada.
Regime sem competição política livre e controle efetivo do governo por oposição. Ditaduras variam em partido, mobilização, ideologia, burocracia e relação com elites.
Registro, secretaria ou departamento administrativo no mundo islâmico. O termo podia designar listas de pagamentos, repartições fiscais ou coleções de poesia conforme o contexto.
Direito de arrecadar receita concedido à Companhia Inglesa em 1765 em Bengala, Bihar e Orissa. Marco da transformação de comerciante em governo territorial.
Reforma Tang de 780 que reorganizou a cobrança em duas etapas anuais e deu maior peso à propriedade e riqueza, respondendo à crise dos antigos registros domésticos.
No Império Britânico, colônia de povoamento com amplo autogoverno interno e lealdade à Coroa, como Canadá e Austrália. Autonomia dos colonos não significava soberania indígena ou igualdade racial.
Argumento nacionalista indiano segundo o qual receitas e recursos eram transferidos para a Grã-Bretanha sem retorno equivalente. Transformou orçamento colonial em crítica política.
Coordenação de produção, consumo, crédito e trabalho para objetivos militares. Combina Estado, empresas e famílias em proporções diferentes.
Capacidade de regras da União Europeia influenciarem práticas fora de suas fronteiras porque empresas adaptam produtos ao grande mercado europeu.
Situação em que um serviço se torna mais valioso à medida que ganha usuários. Pode favorecer concentração e dificultar entrada de concorrentes.
Mudança jurídica que encerra cativeiro ou dependência. Pode ocorrer individual ou coletivamente. Não garante por si só terra, renda, reparação ou igualdade.
Comandante ou governante. Em diferentes épocas, emires foram governadores califais, chefes militares ou soberanos praticamente autônomos.
Concessão espanhola do direito de receber tributo ou trabalho de comunidades indígenas sob dever declarado de proteção e instrução cristã. Não era propriedade formal das pessoas, mas permitiu coerção intensa.
Título sumério frequentemente traduzido como governador ou governante de cidade. Seu poder e relação com reis superiores variaram.
Sistema de anos iniciado pelo rei Canisca. A identificação com 127/128 d.C. é amplamente utilizada hoje.
Sistema contínuo de contagem iniciado em 312/311 a.C., ligado ao retorno de Seleuco à Babilônia. Existiam versões com início de ano diferente.
Área em que uma potência reivindica prioridade econômica ou estratégica sem anexação completa. Pode coexistir com soberania formal local e competição externa.
Unidade formalmente governada por autoridade própria, mas dependente de potência superior em defesa, diplomacia ou sucessão.
Arranjo que substitui ou limita representação partidária por corporações de empregadores e trabalhadores sob autoridade estatal. Foi central à linguagem fascista italiana e adaptado por outros regimes.
Conjunto português de fortalezas, cidades, frotas e jurisdições entre África oriental e Ásia, governado a partir de Goa. Era rede descontínua, não domínio uniforme do oceano Índico.
Estado que coordena crédito, indústria, tecnologia, comércio e formação de capacidades em torno de metas de transformação econômica. Não significa ausência de mercados, mas uma forma particular de governá-los.
Ideal de integrar sociedade ao regime por partido, propaganda e organização. Nenhum Estado controlou perfeitamente toda vida; o conceito deve ser testado contra instituições e negociação.
Projeto político que busca aproximar soberania estatal e comunidade definida como nacional. Na prática, Estados contêm diferenças regionais, linguísticas, religiosas e sociais e podem conservar fortes heranças imperiais.
Unidades militares, sociais e domésticas ligadas à conquista manchu. Incluíam manchus, mongóis e chineses e sustentavam identidade e serviço distintos da burocracia civil.
Monumento vertical de pedra com texto ou imagem. Podia marcar vitória, lei, dedicação, fronteira ou memória funerária.
Termo grego para general, usado também para funções administrativas e territoriais. Seu conteúdo dependia do reino e do período.
Conjunto de teorias e políticas que buscou administrar reprodução segundo hierarquias hereditárias. Influenciou esterilização, imigração e racismo em vários países; suas bases científicas foram desacreditadas.
Sistema Qing de recrutamento de letrados por clássicos confucionistas, abolido em 1905. Sua extinção mudou carreiras, educação e relação entre elite e Estado.
Privilégio que coloca estrangeiros sob jurisdição consular ou própria em vez de tribunais locais. Foi elemento central dos tratados desiguais na China, Japão e Império Otomano.
Formação de infantaria pesada. A falange macedônia utilizava sarissas e precisava atuar em coordenação com outras tropas.
Movimento e regime ultranacionalista, antiliberal e antissocialista que valoriza liderança, mobilização, violência política e expansão. O caso italiano é referência; comparações exigem critérios.
Contrato pelo qual um agente antecipava ou prometia receita ao governo em troca do direito de cobrar impostos. Reduzia custos imediatos e podia fortalecer intermediários.
Arranjo em que competências são repartidas entre governo central e unidades constituintes. A autonomia escrita pode diferir da prática fiscal, partidária e militar.
Posto de comércio e armazenamento administrado por feitores. Podia existir com autorização local e sem conquista territorial extensa.
Ordem ou concessão emitida por soberano islâmico, especialmente associada a governos persianizados e otomanos. Companhias europeias buscavam firmans para comércio, revelando dependência da autoridade local.
Termo árabe associado a provação, dissensão ou guerra civil. Historiadores usam “primeira fitna” para os conflitos de 656-661 e “segunda fitna” para a crise iniciada após 680.
Grupos ou forças ligados a Roma por acordo. O significado e o grau de integração mudaram ao longo do tempo.
Expressão crítica para redes políticas, militares, monetárias e empresariais que ligaram a França a antigas colônias africanas depois da independência.
Coalizão de comunistas, socialistas, liberais e outros grupos contra fascismo, promovida em meados dos anos 1930. Resultados variaram na França, Espanha e outros contextos.
Linha ou, com frequência, zona de interação em que autoridade, circulação, fortificação, comércio e conflito são negociados. Fronteiras históricas podem ser móveis, graduadas e diferentes das linhas territoriais rígidas dos Estados contemporâneos. Ver também: Limes, Fronteira, Protetorado, Zona de influência.